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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

História- Parte 4

CAPÍTULO XVI- Segredos & Verdades: O início do fim -Feito por Guzonaro-

Logo após o líder pronunciar a frase “Então você me trouxe para a sua Base, irmão.”, ele tomou um tapa na cara. Foi de um rato não identificado.
- Cale-se! Somente trouxe você para cá só por que desejo o seu bem. – Disse o rato – Irei te convencer a se juntar a mim. Juntos seremos os comandantes supremos deste mundo.
- Jamais irei me juntar a você. Não é por que nascemos na mesma ninhada que eu devo fazer tudo o que você faz. – Retruca o Líder.
- Silêncio, insolente. Covarde, venha cá.
- Sim, senhor. – Chega Covarde, que está hipnotizado.
- Faça com que ele durma.
- Sim, senhor.
O misterioso sai da sala. Então, o Lider tenta falar com seu filho, Covarde, para tentar tirá-lo da hipnose.
- Filho, fale comigo. Sou eu, seu pai. Eu estive muito preocupado com você. Aonde você estava?
Covarde não responde, e dá um chá de uma erva que faz a pessoa ficar inconsciente.
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Enquanto isso, na nova base, Quip estava curando Kuurt e Luke, enquanto os outros estavam consertando o buraco que foi feito na sala do Líder.
- Mas... Quem será nosso líder? – Pergunta Quedroga
- Cara... Não sei. – Responde Nedle
- Que tal o Kurt? – Sugere Guzo
- Hmm... Pode ser. Ele era o braço-direito do Líder. Mas temos que falar com ele antes. – Diz Louiz.
-Claro que eu serei o líder. Porém, teremos que ir até a base da FZ. Desconfio que o Líder está lá. – Diz Kuurt, antes de desmaiar novamente.
- Puxa, será que devo contar meu segredo? – Pensa Guzo, porém, ele acaba pensando alto, e Stroonda acaba ouvindo.
- Que segredo? - Indaga Stroonda – Por que ele é tão importante?
- Por favor, sem perguntas.
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Na antiga base da HS, uma mão começa a se levantar em meio aos destroços. Alguns ratos livres que estavam passando por perto veem aquilo, e vão tentar ajudar o rato que está de baixo dos destroços. Ao tirar, eles perceberam que ele estava sem memória.
- Onde estou? Quem sou eu?
- Calma, iremos te ajudar.
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2 dias se passaram após o líder ser raptado. Kuurt e Luke estão recuperados, mas Bruh pegou uma gripe terrível, e esta sendo tratada por Quip.
- E aí, como a Bruh está? – Pergunta Stroonda, preocupado.
- Ela está bem, irá se recuperar. – Responde Quip.
- Ufa, ainda bem.
Enquanto isso, na sala de reuniões...
- Temos que resgatar o Líder, de alguma forma. – Diz Kuurt
- Mas, como? – Pergunta Quedroga.
- Nós todos iremos numa missão suicida de resgate. – Responde Luke. – Se aprontem, iremos partir hoje à noite. Agora, vocês estão dispensados.
Todos foram para seus quartos, menos Guzo, que foi para um canto pouco conhecido da base. Mas, Louiz o seguiu. Quando Guzo chegou na área desconhecida, Louiz o parou, e perguntou pra ele:
- O que houve Guzo?
- Nada.
- Você está meio abatido. Me conte, o que houve?
- Estou em dúvida, se devo contar um segredo que carrego comigo faz anos.
- Hmmm... Faça o seguinte: conte para nós todos quando formos sair em missão.
- Ok.
Mas, um aviso interrompeu a conversa deles
- Atenção soldados, vamos partir! Vamos agora salvar nosso Líder. Venham até a sala de reuniões. - Diz Kuurt, pelo sistema de voz da base.
Todos vão até a sala de reuniões, inclusive Louiz e Guzo. Somente Quip e Bruh não vão, pois ela ainda está doente, e Quip está cuidando dela.
- Atenção, vou dar um mapa para cada soldado. Vocês irão seguir este mapa e também irão seguir as instruções que passei neste papel. – Diz Kuurt, enquanto passa os mapas e os papéis com as instruções.
- Senhor, nós iremos todos juntos? – Pergunta Nedle
- Sim, porém, quando estivermos chegando à FZ, iremos nos separar. – Diz Kuurt – Cada um vai por uma entrada da FZ, e iremos armar uma emboscada para resgatar o Líder.
- Agora, peguem suas armas, eu e o Kurt esperamos vocês lá fora. – Diz Luke
- Mas eu não tenho habilidade com armas – Retruca Guzo
- Se não quiser pegar arma, não precisa, seu tonto... – Diz Quedroga, irônico
- Só não te bato por que vamos para uma missão – Responde Guzo
- Louiz, você vai pegar aquela arma mesmo? – Pergunta Bx
- Claro. Não saio da base sem ela. – Responde Louiz.
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Na enfermaria:
- Quip, venha cá, por favor. – Diz Bruh
- Sim Bruh, diga.
- Eu tenho que te confessar uma coisa.
- O quê Bruh?
- Eu sei quem matou a Tai.
- Quem foi?
- Promete guardar segredo?
- Prometo.
Então, Bruh contou para Quip, que ficou impressionado, e desmaiou.
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Do lado de fora da base...
- Nossa, que medo – Diz Stroonda
- Fique tranquilo. Nada irá acontecer conosco, se Deus quiser – Diz Nedle, um pouco preocupado também.
Eles vão andando em direção à FZ, até que Louiz diz isso:
- Guzo, conte seu segredo para nós.
- Que segredo? – Diz Guzo, tentando disfarçar
- Ah, então era verdade, não é? – Diz Stroonda, com um riso na cara.
- Tá bom, eu conto. – Diz Guzo – Quando eu era criança, eu fiquei sabendo de uma história: Fiquei sabendo que o Lider e o Ratler são irmãos.
- IRMÃOS??? – Pergunta Luke, surpreso.
- Sim. – Responde Guzo. – Eu também fiquei surpreso quando soube disso, mas, por isso, fui pesquisar mais. Infiltrei-me na FZ, e roubei um álbum de família, e lá vi fotos do Líder e do Ratler quando ambos eram crianças. Eles se gostavam muito.
- Isso explica muita coisa... – Responde Kuurt.
- Mas... Não entendi... Por que Ratler então queria raptar o Lider? – Pergunta Quedroga, confuso
- Isso está na cara. Ele quer convencer o Líder a se juntar a ele, para que ambos possuam o controle do mundo. De acordo com esta história, eles ainda se amam muito. – Responde Luke
- Então, temos que correr. Pois, se caso o Líder rejeitar, o que eu acho mais provável, Ratler pode matá-lo. – Responde Louiz.
- Vamos correr! – Diz Stroonda
- Mas, vamos tentar ser cautelosos. Não sabemos o que poderemos encontrar pelo caminho. – Diz Kuurt
Então, eles continuam seu caminho, mas acabaram chamando a atenção de algumas criaturas, sem que eles percebessem.
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Na FZ...
- Ratler! Ratler! Acabamos de receber a notícia de que a HS está vindo.
- Isso não pode acontecer. Ah, já sei. Vamos matar o Líder.
- Mas, senhor... Ele é seu...
- Cale-se! Não importa o que ele seja meu... Marque o enforcamento dele para daqui a 2 dias, ao pôr do sol.
- Mas é tempo suficiente da HS chegar até aqui.
- Eles não irão chegar... Eu garanto.


CAPÍTULO XVII- A falha no plano -Feito por Luketyto-

O sentinela alemão levantou as orelhas, atento aos mínimos sons. Não era à toa que ele fora escolhido para ficar ali, no alto da mais alta torre da base central de Ratler. Era uma honra, ele sabia, e tinha muito orgulho de sua posição privilegiada na fria hierarquia que regia a corte da FZ, mas naquele momento sentia frio e o que mais queria era descer para a única refeição diária e depois dormir. Seu rosto, há muito treinado violentamente para não demonstrar emoção alguma, permanecia impassível, enquanto o vento o açoitava.
Então algo chamou sua atenção. A orelha do guarda virou para o lado bruscamente quando ouviu um silvo, e foi apenas o movimento rápido que o fez conseguir se desviar da faca de duas pontas, que se cravou com um ruído fluido na parede de pedra atrás dele.
Ele ouviu um palavrão dito em uma voz muito rouca, e sacou sua própria espada de mosqueteiro, fina como sua cauda.
- Q-Quem está aí? –Perguntou o sentinela, tremendo.
- Acho que a qualidade dos guardas daqui caiu muito, você não acha? -Ele ouviu uma segunda voz dizer. Então, antes que ele percebesse, uma outra faca, com escritos em grego, estava em sua garganta. A mesma voz, bem mais suave do que a outra, tornou a falar.
- Acha que devemos dar a ele a chance de proferir suas últimas palavras?
O soldado olhou para trás, tomando cuidado para não fazer movimentos bruscos que pudessem ser seus últimos. O que viu o assustou. Haviam dois ratos esguios e altos. O que o segurava trajava uma capa com capuz. O outro era um pouco mais alto, mais velho e mais triste, e usava uma jaqueta de couro negra, velha, e uma calça jeans. Ele usava um tapa-olho arranhado num dos olhos.
- Essa gente não vale a pena. –Respondeu o outro rapaz. –Mate-o de uma vez, Quedro.
- Uma pena sujar minha faca com esse sangue. –Grunhiu Quedro, matando o guarda com um único movimento transversal de sua faca.
O outro jovem rosnou.
- Ele fez bem em não gritar. –Disse Luke.
- Onde estão os outros? –Perguntou Quedroga, preocupado. –Kuurt disse que daria um sinal quando entrasse, então poderíamos avançar e nos juntar ao Quip e ao Guzo na ala noroeste da corte.
Luke deu de ombros.
- Antes –Disse ele, virando-se devagar para o lado. –Precisamos cuidar daqueles ali.
Alguns soldados haviam os visto. Eles apontavam os dedos cinzentos para os dois ratos na torre, e um deles havia saído correndo para tocar o alarme...
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Ratler estava pensativo. Ele havia capturado seu irmão, legal, mas o que fazer com ele? De uma coisa o grande líder tinha certeza... Não conseguiria matá-lo. Ele não podia ter deixado aquele pensamento escapar. Os soldados achariam que ele estava enfraquecendo? Que sua tão dura mão agora estava perdendo as rédeas do controle?
Ele caminhou até a janela, imerso em dúvidas. Sabia que tinha que ser frio naquele momento, afinal as informações que poderia conseguir seriam preciosíssimas. Sabia que estava sendo idiota, e, se ao menos se importasse com isso, estava sendo hipócrita, poupando uma vida ao destruir milhares de outras em outras câmaras do castelo, tão próximas...
Mas como torturar seu próprio irmão? Como fazê-lo dizer o que teria que dizer, como mesmo ouvir seus gritos de longe? Ratler estremeceu.
“Controle-se, idiota.” Ele pensou. “É só mais um rebelde. UM REBELDE!”
Ratler suspirou, muito abalado. Então, do nada, a porta se abriu com estrondo e um sentinela veio correndo até onde ele estava.
- Senhor! –Exclamou ele em posição de sentido.
Ratler fez um sinal para que prosseguisse.
- Acabamos de receber a notícia de que dois membros da HS invadiram a torre que fica diretamente a noroeste da base, senhor!
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Quiqui, Guzo, Bruh e Stroonda estavam num ponto mais ou menos a noroeste da base, onde Kuurt deveria estar naquele momento... Eles haviam sido atacados por soldados ao vir pelo oeste, e Stroonda, o mais novo dos agentes, estava machucado. Quiqui lhe fazia um curativo.
- Eu estou bem, é sério! –Protestou Stroonda ao ver os outros preocupados com ele. –Vejam!
O jovem tentou se levantar e caiu no chão.
- Descanse. –Aconselhou Quip ao se virar para Bruh. Ela piscou para ele os intensos olhos castanhos.
- Aah... –O médico fez, involuntariamente.
Guzo riu. Depois, sua expressão se tornou séria e preocupada.
- Kuurt e Bx já deveriam estar aqui. –Disse ele. –E Nedle e Louiz já deveriam ter dado o sinal. Luke e Quedro também.
- Não se preocupe. –Quiqui se pronunciou, tão nervoso quanto o amigo. –Coisas acontecem. Eles devem estar a caminho.
Neste momento um sinal luminoso surgiu no céu já escuro da ala nordeste da base alemã. Os quatro ratos olharam para cima, atentos.
Três rápidos sinais luminosos, depois uma pausa. Outro sinal, outra pausa. E outro sinal. Uma longa pausa... E os três rápidos sinais luminosos de novo.
Todos os quatro agentes se entreolharam, engolindo em seco.
Aquela luz vinha de Louiz e Nedle. A luz azul e laranja.
Mas não era isso que importava aos amigos.
. . . - - - . . . O significado dos sinais era claro.
Código Morse simples. Queria dizer S.O.S.
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Luke ergueu a cabeça ao ver os sinais luminosos no céu. Ele tocou em Quedro, um pouco mais à frente, nas muralhas em que estavam se escondendo até receberem permissão de executar sua parte do plano, e apontou para o céu escuro, pontilhado de azul e laranja.
- Hey. –Grunhiu o rapaz de tapa-olho. –Parece que a missão não está dando tão certo quanto esperávamos.
- Ah, droga! –Exclamou Quedro. –Louiz e Ned?
Luke não respondeu. Ele olhava fixamente para um ponto à sua frente, sua faca em mãos. De repente, os pêlos mais espessos de sua nuca se eriçaram e suas orelhas ficaram mais alertas. Quedro percebeu imediatamente que havia alguém ali, assim como percebemos quando alguém olha para nós ou quando tem alguém atrás da gente.
Uma voz feminina saiu da escuridão.
- Invasores? –Disse a voz, sarcástica. –Não, não, não... Mas que falta de etiqueta. Por que não se apresentam?
Luke rosnou. Quedro percebeu seu nervosismo e ficou inquieto também, a própria faca preparada em posição de ataque, e o corpo tenso, preparado para correr ou atacar. O que viesse primeiro.
A voz retornou, e os dois rebeldes perceberam que estava mais perto desta vez. Erguendo as orelhas, percebiam passos suaves contra a pedra da muralha.
Pelo menos vinte soldados treinados, marchando em harmonia.
Luke ouviu Quedro xingando baixinho. Ele mesmo estava repensando aquela missão. Teria aquilo tudo valido mesmo a pena? Os planos tão bem elaborados pareciam-lhe agora idiotas e infantis...
- Será que estou mesmo reconhecendo vocês? –Perguntou a voz, lenta e cruel. Quedro ouviu Luke engolir em seco, tenso. Ele tremia. –Será você o nosso querido Ladrão de Facas?
- Você... Não me conhece... –Rosnou Luke, tremendo. Quedro nunca o vira tão nervoso na vida, nem mesmo nas brigas entre os agentes na base ou quando eram perseguidos por soldados.
- Claro que conheço... –Riu a voz, alegremente. Luke xingou. –Ah... E parece que reconheço seu amigo também... –Foi a vez de Quedro estremecer. –Ah sim. Mas, vejam! Estamos em maior número aqui... Então, vocês têm duas alternativas. Podem tentar lutar e morrer mais rapidamente... Ou nos acompanhar e se juntar aos seus amigossss...
Então, de repente, as figuras sombrias apareceram na luz da lua, e só então Quedro pôde perceber o porquê do nervosismo do amigo, e porque aquela voz causava tamanho desespero nele mesmo.
A dona da voz era uma cobra. As principais torturadoras da corte de Ratler. As causadoras de toda a dor e portadoras de toda a morte. As últimas visões.
Atrás dela, 50 soldados armados.
Qued precisava tomar uma decisão rápida naquele momento. Ele olhou para Luke, que não estava em condições de lutar. E então analisou a si mesmo, e por algum tempo analisou aos soldados e à torturadora também.
- Nós vamos com vocês. –Disse ele. –Mas, antes, mostrem-nos nossos amigos. Não vamos tirar nenhuma vida, causar nenhum ferimento, apenas mostrem-nos nossos amigos, e então seguiremos em paz. O que vocês fizeram com eles?
A cobra sorriu. Se é que cobras sorriem. Ela deu um silvo agudo e os guardas se dividiram, demonstrando 2 ratos desmaiados, amarrados com correntes. Louiz e Nedle.
- Espera. –Grunhiu Quedro. –Onde estão Kuurt e Bx?
- Os outros dois ratosss? –Disse a cobra. Então sorriu de novo, mostrando a língua bifurcada. –Digamoss que não vão voltar a vê-losss tão cedo...
Luke sacou uma pistola e atirou seu código para o ar. Qued se admirou por vê-lo mover-se. . . . - - - . . . , as cores verde-musgo e amarelo vibraram no ar da noite.
.................................................. .................................................. .................................................. ...Quiqui e Guzo viram as luzes no céu. Bruh e Stroonda dormiam, numa pequena saliência na pedra, atrás deles.
- Então está acabado. –Disse Quiqui.
- Foi bom servir com você. –Murmurou Guzo.
E, naquele momento, trezentas legiões irromperam pelo portão principal da base alemã.
Estava acabado.


CAPÍTULO XVIII- Prisão. -Feito por Nedlemouse-

Ao fim de tudo, todos estavam acorrentados, indo em direção a um dos prédios do lugar. Enfim entraram, por dentro, parecia uma casa simples, com móveis, salas, quartos, e tudo mais. Mas havia uma entrada, que aparentava dar ao subsolo.
Todos ficaram em pé, a espera de que alguma coisa acontecesse. Um dos soldados que estava de vigia e parecia liderar todo aquele movimento, entrou em uma das salas. Ao voltar, pegou o primeiro da fila, Louiz. O rato entrou pelas portas, dando de cara com uma sala escura, totalmente escura. Não seria possível nem enxergar suas mãos, se quisesse.
Louiz apenas sentia as mãos dos soldados o conduzindo. Até que eles pararam, e fizeram com que Louiz se abaixasse. Ele estava sentando em uma cadeira. De repente, luzes se acenderam, e um rosto surgiu em frente a Louiz. Era o ditador maligno em pessoa, Ratler estava olhando no centro dos olhos de Louiz.
Aquilo o assustou, ele parecia tremer ao horror que vira. Ratler tinha algumas cicatrizes pelo rosto, que além de tudo tinha uma tonalidade estranha para um rato. Ele se parecia com o Líder, de certa forma. Então seus lábios estranhos quebraram o silêncio:
– Então. Você é um dos intrusos correto? Qual o seu nome?
Louiz permaneceu parado alguns segundos, antes de um dos soldados apertar sua garganta alertando que dissesse: – É Louiz.
– Hmm, nome estranho. O que você faz aqui? Louiz.
– Nada.
– Me responda garoto, sua pior punição aqui não é a morte. Mas sim a loucura.
– Eu já disse, nada.
– Tudo bem. Já que não veio fazer nada, que tal uma pequena tortura? – O velho rato pegou uma caneta tinteiro, aquelas com pontas de ferro afiadas, e continuou. – Espero que tenha feito a escolha certa garoto. Não tolero àqueles que me faltam com respeito.
De repente, Ratler fincou a caneta nas patas de Louiz, que deu um grito avassalador em resposta. Ele ficou com o braço tremendo, de dor.
– E então, agora o senhorzinho gostaria de me responder alguma coisa?
Louiz permaneceu calado. Mesmo com a dor. Ratler o olhou com desprezo.
– Nem assim ele responde. Podem levá-lo.
Eles ergueram Louiz enquanto as luzes do lugar se apagavam. Antes que o próximo entrasse, Ratler ficou meditando um pouco “Mas será que ele vai aceitar? Espero que sim, senão terei de tomar medidas drásticas”. Um outro rato entrou. Era Quiquicp. Ele se sentou, assim como Louiz. As luzes se reacenderam, e Quiquicp observou Ratler.
Ele não parecia tão assustado. Parecia já ter passado por cenas piores, principalmente por cuidar de ferimentos, aquele não deveria ter sido o pior “caso” de coisas estranhas que já havia visto. Ratler começou:
– E você, pequeno rato? Qual o seu nome?
– Quiquicp.
– E o que você faz rodeando meu lindo império livremente?
– Vim ajudar meus amigos.
– Hmm, amizade. Bom conceito. Mas não basta. Você parece ser um... médico, pelas suas roupas esfarrapadas e essa cruz vermelha. Você poderia se alistar a mim. O que acha?
– Nunca! – A voz de Quip se sobressaiu, fazendo com que um dos guardas o repreendessem. – Eu não vou me aliar a você.
– Mas que pena. Daria um ótimo médico. Agora terei de torturar até deixar você na cela de prisão.
– O que você fizer, não irá mudar meu conceito sobre você, seu rato nojento.
Ratler o observou com olhos ardentes. Quip havia acabado de lhe rebaixar com palavras. Ratler não hesitou e levantou a pata, fazendo Quip se contorcer sobre a mesa. Quip já estava tossindo, e batendo na mesa em sinal de que Ratler parasse. Ele teve sorte, algo chamou atenção de Ratler e o fez parar. Quip teve tempo para respirar.
– Levem-no, antes que eu o mate sem tortura alguma.
Os guardas o levaram. Quip parecia ter se traumatizado um tanto. Em poucos segundos, o próximo entrou. Era Luke. Ele fora acorrentado e depois amarrado à cadeira, talvez já houvesse se revoltado do lado de fora e necessitasse de mais cuidados. As luzes se acenderam, Ratler tornou para Luke, seus olhos se focaram, ele então disse:
– Ladrão de Facas! É você! Mas como... Você sobreviveu?! Eu mandei te matarem pessoalmente! Aqueles inúteis.
–Olá, vovô. Como tem passado seus dias, ditador barato? – Luke era sarcástico e suas palavras exalavam o cheiro de rum e de maconha que ele usualmente tinha. Porém, tremia, revelando seu medo e sua fúria.
– Não me falte o respeito. Bem, já que você é um caso conhecido, vamos relembrar a tortura dos seus pais.
– Cale a boca, idiota! – Luke sibilou. Ratler sorriu quando ele se ergueu da cadeira, só sendo parado pelas correntes. Se aproximou do focinho de Ratler, mas este movimentou suas patas levemente fazendo Luke ir contorcendo-se de dor, de volta para a cadeira estável.
– A forma como passei a faca em cada dedo das patas lindas e suaves da sua mãe. –Disse o ditador. – Ah, aquilo foi realmente emocionante.
Luke avançou novamente agora quase se soltando das correntes. Mas Ratler dessa vez se levantou, pegou um isqueiro do bolso, e ascendeu a chama. Ele começou a controlar o fogo, e fazê-lo expandir-se. Até que enfim parou o isqueiro e cessou aquela fonte de luz.
–Ou permanece sentado aí, ou terei de queimá-lo, por dentro.
– Eu nunca irei me submeter novamente à sua vontade Ratler. Você nunca vai me ter no seu exército, seu fascista manipulador, neonazista ridículo e torturador de m...
Ratler dessa vez não esperou mais. Fez mais alguns movimentos, dessa vez com o isqueiro aceso fazendo o estômago de Luke realmente queimar de dentro para fora. Luke fazia tudo para parar com aquilo, mas não funcionava. Antes que realmente desfalecesse, Ratler cessou com aquilo.
– Pobre ratinho, tão imediatista. Acha que pode comigo? Não terá vez, Ladrão de Facas.
Luke rosnou. – Meu nome é Luke. –Ele disse. – Me torture, faça o que quiser, enquanto não tiver você morto na minha frente, não vou descansar. Meu espírito irá te perseguir pelas sombras, caso você tenha a infelicidade de acabar com a minha vida antes que eu lhe faça o mesmo.
– Tolo. Eu não tenho medo das suas ameaças. Sua mãe ficou louca antes de morrer. Imagine qual foi sua última frase? Simples, “Não mate meu filho”, mesmo insana ela nunca deixou de amar, moleque idiota... –Ratler riu. – E foi por isso que a torturei por tanto tempo.
Luke parou por um instante, refletindo. Sua mãe o amara, e talvez tivesse mesmo dado sua vida por ele. Luke se voltou para Ratler com um riso maléfico:
– Você queria que ela te amasse não é Ratler? É por isso que perseguiu minha família por tanto tempo. É por isso que torturou meu pai sem piedade. É por isso, que tentou me aproximar de você. Mas não conseguiu, não é mesmo? Talvez tenha achado que eu poderia ser seu “filho”, que nunca teve...
– Cale-se, insolente. – Ratler movimentou as correntes em que Luke estava, e as levou até o pescoço, as forçando.
– Me mate! E prove a todos que o que eu disse era verdade. – Disse Luke, mais rouco do que nunca, entre as faltas de ar e o enforcamento em si.
Ratler largou as correntes, as voltando para o lugar.
– Levem-no logo. Não quero mais vê-lo na minha frente.
Os outros passaram rápido, sem muitas diferenças. Chegou a vez de Kurt. Ele entrou na sala, rapidamente pressentindo tudo em volta. Não esperou as luzes se acenderam e disse:
– Olá ditador. Como o senhor está passando?
– Imagino que seja um dos generais do meu irmão, se é que ele tem um. Você parece imponente demais para ser um simples soldadinho.
– Onde está o Líder?
– Está aguardando, talvez você não precise saber dele.
– Eu sinto a presença dele. Onde ele está?
– Você quer mesmo saber? Tudo bem. – Luzes se acenderam um pouco atrás de Ratler, e lá estava o Líder, acorrentado em uma esfera de vidro, das pernas as mãos.
– Líder! – Disse Kurt enquanto se libertava facilmente das correntes e corria até o lugar onde estava o Líder.
Mas ele foi interrompido, seu movimento falhou pelas mãos controladoras de Ratler. Ele o fez retornar a cadeira.
– Acalme-se. Ou não terei pena de você, como tive com os outros.
– Eu não vou me acalmar, eu vou te matar. – Kurt tentou levantar uma espada que havia guardado num lugar inacessível.
Mas Ratler explodiu em ódio. Jogou a faca longe e fez Kurt ser consumido por fogo, que nem tinha de onde ter vindo. Ele havia pulverizado o braço-direito do seu irmão em segundos. Agora tudo estava perdido.
– Agora tragam-me o próximo.
Nedle entrou na sala. Parecia frio. Mastigava seu palito como sempre. As luzes se acenderam, e ele apenas ficou observando friamente os olhos de Ratler.
– Você tem nome?
– Sim.
– E... qual é?
– Nedle Mouse.
– Nedle, que nome esquisito.
– Ratler, que nome sem vínculo a nada.
– Tudo bem. Vou tolerar. O que vem fazer aqui?
– Apenas me vingar do que me fizeram no passado.
– Vingança. E o que você tem a oferecer?
– Sua doce e peculiar morte.
– Quem você acha que é para falar assim? Acha que pode me matar?
– Não, mas seria divertido. Que tal você ir direto ao assunto para que eu possa sair logo dessa sala, e voltar aos meus planos para acabar com a sua vida?
– Não, você não vai sair daqui tão cedo. Mas, me diga. O que acha de se juntar a mim?
– Péssima ideia, acho que depois de eu ter ricocheteado várias balas dos seus soldados, acho que eu não quero me juntar ao seu grupo. Eles ainda devem querer me matar.
– Você move coisas?
– Talvez. Se isso levar a minha vingança, claramente.
– Interessante. Que tal se vingar do seu Líder?
– Que tal você calar a boca e me deixar ir logo?
Ratler impulsionou mais um dos seus ataques psíquicos, mas parecia que Nedle era invulnerável àquilo.
– Insolente. Se não pode sofrer pela mente, sofrerá pelo corpo!
Ratler pegou sua caneta tinteiro novamente, tentou fincá-la nas mãos de Nedle, mas o rato a desviava com facilidade. Mas tão logo Ratler arrumou um modo de enganá-lo. Ele “anulou” o desvio de Nedle com um dos seus ataques, e acertou em cheio a pata do inimigo. Nedle segurou a dor, relutante.
– E agora? Que tal parar de brincar de gato e rato e me responder minhas perguntas?
– Que tal você me dizer onde está o Kurt?
– Aquele generalzinho medíocre? Eu o pulverizei!
– Você o quê?!
– Transformei ele em carvão natural. Carne assada de boa qualidade.
– Ah, você vai pagar! – Nedle moveu a caneta de Ratler na direção do pescoço do próprio. Mas Ratler foi astuto e desviou rapidamente a caneta.
Não mais tolerando, Ratler se levantou, ergueu a mão direita, e jogou Nedle contra a parede. Mesmo ele relutando contra aquilo, não conseguiu impedir que Ratler lhe forçasse o pescoço com as próprias mãos.
A cena toda durou alguns segundos. Logo depois Ratler deixou Nedle quase desmaiado ao chão. Que após segundos recobrou a consciência, e ao invés de lutar, saiu da sala.
– Tragam-me o próximo.
– Senhor, não há próximo.
– Ah, já acabou? Então arrume cadeiras, traga meu general, o que é uma cobra, e enquanto isso, me deixem sozinho.
Os guardas assentiram e foram seguir as ordens do ditador. Logo então, Ratler viu o irmão na esfera e disse:
– Ei, eu tenho que lhe perguntar isso. Você vai se juntar a mim, ou será que terei de matá-lo?
– Eu nunca vou me juntar a você, Ratler. Eu te desprezo. Preferia que você nunca houvesse nascido de nossa ótima mãe. Agora vamos, me mate.
– Não, não vai ser tão rápido. Vou trazer alguns espectadores. Se lembra dos seus antigos companheiros de grupo? É, eles vieram, eu matei um deles. Torturei os outros, e agora, eles verão você morto!
– Não! Não os exponha a isso! Me mate agora!
– Ah, esqueça irmão. Todos irão ver isso.
Logo os guardas voltaram com as cadeiras, e atrás deles o general “cobra”. Eles ajeitaram as cadeiras, de frente a esfera de vidro.
– Agora chamem os convidados.
Logo todos preencheram os lugares da arquibancada principal. Desde Louiz, com sua pata furada, até Nedle, completamente zonzo após sua experiência psique com Ratler. Ratler aplaudiu a chegada dos convidados, que estavam assustados, até mesmo em pânico, ao ver o Líder deles em uma esfera de vidro.
Uma das curiosidades da esfera, é que parecia ter um dispositivo elétrico em sua base. Ratler então disse:
– Estamos aqui hoje, para assistirmos o espetáculo de mais uma execução! E dessa vez, iremos fazer isso com meu odiado irmão! Ele será explodido pelo sistema elétrico sem condutor aparente.
O silêncio além da voz de Ratler tomava a sala. Eles estavam extremamente assustados com aquilo. Se ele podia prender seu Líder, o que seria deles. Ratler então, vendo que aquilo já estava tomando tempo demais disse:
– Então, adeus irmão. – E então clicou em um botão, que fez as esfera fazer do seu irmão um pisca-pisca e depois um monte de pelo queimado.
Luke riu da cena. Ele odiava o Líder. Assim como Quedroga e Guzo, que deram uma pequena risada também. Pareciam gostar da ideia de que agora não tinham mais um comandante.Talvez a rebeldia deles se estendesse até aquilo. Mas então, Ratler continuou:
– Bem, agora que o show acabou. Todos para cela. Prisão! Perpétua! Com tortura.
Assim foi feito. Todos foram mandados para uma cela, alguns agrupados, outros não. Talvez fosse o fim deles, talvez não...


CAPÍTULO XIX- Saímos vivos. -Feito por Stroonda-

Quip, Bruh, Stron e Guzo estavam na mesma cela, conversando, talvez fosse os últimos dias deles.
- Então, esse é o fim para a gente? – Pergunta Stron atordoado.
- Provavelmente – Responde Guzo.
- E os outros?
- Hum... Devem estar distante daqui, Ratler foi esperto e não nos deixou na mesma cela nem no mesmo local.
Quip e Bruh estavam conversando em um canto da cela, eles pareciam ter uma ligação que ninguém poderia entender. De repente Quip a olhou e ficou mudo, Bruh parecia que estava sem falas, eles ficaram um bom tempo se olhando, quando Quip finalmente pegou seu queixo, levantou aquela carinha entristecida e a beijou, o beijo foi crescendo e eles souberam desde aquele momento que foram feitos um para o outro, era impossível duvidar daquilo, e mais difícil ainda descrever qual deles mais curtiu aquele momento.
Passaram-se horas, mas para eles dias, sem água, sem comida, sem nada. Um pequeno barulho veio do corredor, viam-se ratos, conhecidos, eram Nedle, Quedroga, Luke e os outros, com chaves na mão. Logo, abriram a cela com a chave.
- Onde acharam esta chave? – Pergunta Guzo.
- Vamos dizer que “um cara nos emprestou” – Responde Nedle.
Correram pelo corredor, esbarrando com alguns soldados de Ratler, até que o alarme soou.
- Estamos perdidos – Disse Stron.
- Ainda da para fugir, vamos correr mais rápido! – Grita Bruh.
Eles já estavam na saída da casa quando Guzo caiu no chão, não conseguia mover mais as pernas.
- Podem ir, me deixem aqui, sobrevivam.
Stronda voltou, levantou Guzo que conseguiu se apoiar.
Eles foram até a porta com dificuldade, mas quando abriram a mesma, um rato com muitas cicatrizes apareceu na porta, eles o reconheceram, Ratler.
- É tudo minha culpa, se eu não voltasse para pegar Guzo, se eu tivesse obedecido a ele, não estaríamos aqui, agora – Pensa Stron irritado.
- Acham mesmo que poderiam fugir? – Diz Ratler.
Ninguém responde, Stron pega a espada que guardava do seu pai e ataca Ratler com toda sua fúria. Ele não foi enganado tão facilmente, jogou Stronda na parede, com tanta força que ele desmaiou.
De repente lembranças da família, o dia que os pais abandonaram ele, começaram a rodar na sua pequena cabeça, lembranças boas e ruins, os pais achavam que ele era fraco, não conseguiria resistir, agora era a chance dele, de mostrar que era capaz.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Ele acordou, a espada começou a brilhar e a queimar na mão dele, logo atacou Ratler que levou um arranhão no braço.
- Como ousa fazer isso? Insolente, você vai morrer!
Ratler fez um pequeno movimento com a mão, todo tipo de móvel que estava na cena voou para Stronda, foi um impacto muito forte, ele caiu no chão gemendo de dor e com raiva de si mesmo por ter falhado.
- Você vai ser o primeiro a morrer, insolente. – Fala Ratler girando mais uma vez os dedos, Stroonda tremeu, gritou e de nada adiantou, Ratler continou a torturá-lo.
Quedroga atirou sua faca para o rosto de Ratler, ela parou diante do seu nariz.
- Vejo que você também quer morrer.
- Não irei morrer até derrotar você! – Grita Quedrogameu.
Todos avançaram contra Ratler, ele desapareceu com sua ultima fala:
- Ainda não é a hora, rapazes.
Quando Stronda acordou estava perto de uma fogueira, cabanas montadas, um verdadeiro acampamento.
- Onde estamos? Ai, que dor.
- Calma, você ainda está muito fraco, seus ferimentos foram muito fortes – Diz Quip.
- Que nada, eu consigo me levantar – Fala Stroonda fazendo um esforço e caindo novamente no chão.
- O que ele quis dizer com “Ainda não é a hora”? – Pergunta Quedroga.
- Acho que haverá uma guerra, uma ultima guerra entre nós e Ratler – Responde Luke.
Foi a última que se ouviu em horas, o silêncio tomou conta daquela noite escura e assustadora.


CAPÍTULO XX- Então, esse é o fim? (Parte 1) -Feito por Louizx-

- E então, o que vamos fazer? – Disse Guzo.
- Deveremos atacar amanhã. –Respondeu Luketyto, confiante.
- VOCÊ ESTÁ LOUCO? NÓS ACABAMOS DE PERDER NOSSOS LÍDERES, ESTAMOS TODO MACHUCADOS, E AINDA QUER ISSO?
- Sim. Eu tenho um mau pressentimento. Eu sinto que se não acabarmos com ele rápido, nós nunca mais teremos uma chance. Eu sinto que ele planeja acabar com o mundo de vez.
E então Stroonda interrompeu:
- Tem certeza que o Ratler é tão mau a ponto disso?
- Cara, ele já dominou o mundo inteiro, mata as pessoas fazendo elas sofrerem, eu acho que isso é possível. É uma lógica.
- Mas, o Nedle, o Stronda, e muitos outros estão muito machucados. Nós não venceremos assim. – Interrompeu de novo Stroonda.
- Gente, tenho que contar uma coisa a vocês. – Disse Nedle.
- O que foi Nedle?
- Eu acabei escutando o que Ratler estava planejando, sim, ele é tão malvado a ponto disso. Em breve ele vai zerar todos os ratos existentes, ainda existem cidades grandes que ele ainda não tem posse, mas parece que ele criou uma, sei lá, uma energia que deixa os ratos meio que, mutantes, não sei, só sei que ficam muito poderosos. E ele usará isso para matar todos os ratos existentes, tirando seu exército.
- CARAMBA. COMO UM RATO CHEGA A TRAIR SUA ESPÉCIE NESSE PONTO? – Disse Guzonaro.
- De algum jeito, alguma coisa deve ter acontecido com ele, porque é impossível alguém ser tão malvado assim. – Louiz falou.
- Então será isso. Amanhã nós atacaremos. Vamos para a Base agora. Ela está perto. – Luke mandou.
Passaram-se alguns minutos até eles chegarem a Base. Só que houve uma surpresa: Apenas um círculo preto estava lá. Estava esfumaçando, e em algumas partes pegando fogo. E uma raiva conteu em Luke.
Ratler explodiu a Nova Base.
- E é agora o nosso fim. – Falou o Quiquicp, tremendo.
- Esse Ratler está morto. Ele vai ver o que eu vou fazer com ele. Eu vou cortar em pedacinhos aquela ratazana. – Gritou o novo Líder, Luketyto, com uma raiva que ele nem parecia estar dentro do corpo dele no momento. – ELE ESTÁ MUITO FRITO.
- Luke, se acalme, a raiva é fruto do fracasso. – Falou sabiamente o Nedle.
- Não tem jeito, eu terei que matar Ratler sozinho. – Disse o novo Líder.
- Luke, não, você não vai conseguir derrotar uma tropa inteira. – Tentou impedir Louiz.
- Não dá, temos muitos feridos aqui. E não podemos esperar. O mais certo é eu me infiltrar e eu matar Ratler sozinho.
- Luke, não tente isso.
- Tarde demais. Não me sigam.
Luke então, com uma velocidade surpreendente, correu em direção à Base do Ratler.
Um tempo de silêncio durou, e então Quedro cortou ele:
- O Luke é louco. Ele não tem chances.
- Nós vamos morrer, Luke vai morrer, não teremos um Líder... está tudo acabado. Perdemos a guerra. Foi bom conhecer vocês. – Falou o pessimista do Stronda.
- Não, não perdemos. Ainda teremos uma Batalha final. Gente, nós vamos invadir de novo a base do Ratler, e ajudar o Luke. – Comandou Nedle.
- Mas, e os feridos? – Falou o médico Quiquicp.
- Stronda, você consegue pelo menos lutar? – Perguntou Nedle
- Bem pior do que o de costume, mas sim.
- Louiz, tua pata está furada, mas você ainda sim consegue lutar?
- Sim.
- Bem, eu consigo lutar bem também. Agora, temos que ajudar o Luke, se ele morrer, não restará mais ninguém para nós.
- Mas eu fui o terceiro a entrar... – Disse Quedro.
- Ah, cala a boca, mesmo tendo sido o terceiro você ainda é uma droga em lutas. – Zombou Guzo.
- AH É, QUE ENCARAR QUER?
- VEM PRA CIMA, MONTE DE PORCARIA!
- VOCÊS DOIS PAREM ANTES QUE EU USE MEUS PODERES E MANDE VOCÊS LONGE. – Gritou Nedle.
- Tá bom, parei. – Disse os dois encrenqueiros, em coro.
- Vamos.
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Luke estava se infiltrando na Base. Ratler havia esquecido o portão aberto, e Luke entrou escondido pelas redondezas.
Dois guardas estavam vigiando as portas, Luke atirou duas facas na cabeça de cada guarda, o que não os deixo gritar. Espiou no buraco da fechadura se a barra estava livre, e havia 4 soldados treinando ali. Ele escalou até o teto, abriu a porta levemente, e ficou escondido no teto.
Os soldados olharam, acharam que só tinha sido um vento, e continuaram treinando. Luke atirou facas em suas cordas vocais, e morreram na hora, silenciosamente.
Ele entrou num tubo de ar, andou num labirinto. E quando viu, estava em cima de uma sala de reuniões. Onde Ratler estava explicando aos soldados seu plano maléfico. Ele esperou por 1 hora e meia, e a Reunião acabou. Ratler estava sozinho na Sala. Essa era sua chance.
Luke abriu a portinha, e falou:
- Esse é seu fim, Ratler, te matarei agora mesmo.
- Oh, você. Gostou do novo visual da sua Base? Ficou chique, não?
- Seu desgraçado, VOCÊ VAI MORRER!
Luke avançou sobre Ratler, e atirou duas facas. Ratler pulou entre elas, pegou uma delas e a jogou contra Luke. Ele desviou, e em seguida avançou numa tentativa de um chute aéreo. Ratler segurou sua perna, o rodou, e o jogou contra a parede, atirou uma faca, Luke tentou desviar, mas foi acertado de raspão em sua cara.
Ele começou a agonizar um pouco, mas continuou lutando. Ele avançou de novo contra Ratler, e tentou dar dois golpes com a faca, Ratler se abaixou, desviando dos dois, deu uma “tesoura”, e um chute no estômago, o que fez Luke ir longe. Ratler caminhou até Luke, estirado no chão, todo machucado.
- É, você é bom. Mas não é páreo para mim. Morra.
Ratler apontou sua arma para Luke, só que um soldado interrompeu a cena.
- Senhor! Um Grupo de ratos invadiu nossa Base, eles estão guerreando contra nossos soldados... eles estão matando muitos....
E uma faca percorreu no corpo do soldado, interrompendo sua fala. Era Quedro.
- Precisa de uma ajuda? – Falou Quedro, com uma guerra atrás dele.
- Esses malditos. Bem, vou terminar com esse rato...
Só que de novo ele foi interrompido, mas desta vez por uma bomba de fumaça, onde Ratler acabou indo para trás.
Um rato jovem, com uma faixa na cabeça, com listras em todo seu corpo apareceu.
O rato era Covarde.

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