Páginas

domingo, 30 de outubro de 2011

História- Parte 3 (Capítulo Xi ao XV)

CAPÍTULO X- Escolhas. -Feito por Luketyto

Os agentes chegaram rápido no quarto de Tai.
A visão que tiveram era pavorosa. O corpo da rata jazia estirado no chão, com uma enorme poça de sangue ao seu redor. Ela estava quase irreconhecível, pelo seu nível de mutilação. Cortes enormes percorriam seu corpo, especialmente na região do peito e da barriga. Uma das mãos estava separada do resto do corpo, e as pernas estavam estendidas em ângulos estranhos, bem como os braços. Mas o pior, o pior de tudo era o rosto da rata. Ele estava terrivelmente deformado, com a boca aumentada por um corte transversal e a língua decepada, rolando para fora em uma posição no mínimo maligna. As orelhas não pareciam mais orelhas, e sim trapos ensanguentados Os olhos... Os olhos poderiam ser considerados a pior parte. Não eram mais do que coisas ensangüentadas, como bolas estouradas com uma tesoura. Ela parecia... Errada. Como uma boneca colocada no microondas.
Kuurt foi o primeiro a entrar. Mesmo com tudo o que havia passado como rebelde, seus pêlos se arrepiaram ao ver a figura no chão. Atrás dele, vinham Nedle, Quiqui e Guzonaro. Os outros vinham atrás, bem como os novos recrutados.
- Não deixem que as crianças vejam isso. –Disse Guzo, enojado. A tristeza começou a crescer dentro dele aos poucos quando a ficha começou a cair e ele se lembrou de quem realmente estava estirada ali no chão.
Os outros sentiram o mesmo quando a viram.
- Venham, crianças. –Disse Luke, com sua voz áspera e seca, vendo uma chance para sair daquele lugar e a agarrando no ar. Ele havia aprendido a ser frio em seus anos como agente, mas aquilo não lhe trazia boas lembranças. –Não vão querer ver isso. –Disse ele aos novos agentes.
- Não somos crianças. –Disse Bruh, indignada.
- Ok. E eu sou um soldado de Ratler. –Retrucou o rato.
- Você é? –Perguntou Stroonda, preocupado.
Luke lhe lançou um olhar homicida com seu único olho, e nada respondeu. Os dois jovens ficaram quietos, percebendo que era melhor não insistir no assunto.
Eles passaram pela porta da sala de armas. O atirador de facas resolveu quebrar o silêncio tenso.
- Por que escolheu a katana? –Perguntou ele a Bruh. A rata se encolheu com o bafo estranho do rato, uma mistura de tabaco, maconha e álcool.
- Porque sim. –Respondeu ela, encarando-o de volta com a mesma intensidade que ele a olhava.
- Me dê uma resposta coerente, jovem. –Tornou Luke, ameaçador.
- Porque ela era a melhor escolha. –Respondeu ela, então.
Luke a encarou.
-Está certa. –Ele disse.
Então sacou de um pequeno bolso em sua calça uma faca prateada de duas pontas, totalmente afiada. Era sua preferida, Terminus, aquela que roubara da corte de Ratler. Ele nem menos olhou quando a atirou sobre Stroonda, que se abaixou antes que Terminus cortasse sua cabeça fora.
- ESTÁ LOUCO? –Exclamou o jovem. –PODERIA TER ME MATADO!
- Claro que não. –Respondeu Luke, caminhando até a parede onde sua faca ficara presa e retirando-a dali com um gesto displicente. – Você fez a escolha de não morrer quando se abaixou, assim como eu fiz a escolha de não matá-lo quando a atirei de uma forma que você pudesse ter uma chance de escapar da morte por suas lâminas. E depois... –O rato caminhou até Stroonda, que o encarou valentemente, embora suas pernas tremessem ligeiramente. –Você fez a escolha de me insultar.
- Ele estava certo. –Bruh falou, atrás de Luke. –Você é louco.
Luke suspirou. Haviam chegado aos quartos dos jovens.
- Entrem. –Rosnou ele. –E esperem que eu seja misericordioso nas próximas vezes também.
Os jovens entraram nos seus quartos, e Luke caminhou por entre os corredores, visando a sala de reuniões, para onde todos iriam após ver o que fariam com o corpo de Tai.
Ele esperou até estar distante o suficiente dos novos agentes para rir. Sua gargalhada era rouca e seca como sua voz. Parecia um latido.
- Por que toda essa alegria? –Perguntou alguém atrás dele. Era Quipper.
Luke se virou.
- Nada demais. –Disse ele. –Assustar os novatos é algo que me diverte.
- Coitados. –Respondeu Quip, com um sorriso. – Não foi aquela história das escolhas de novo, foi?
- É claro que foi. –Riu Luke. –Lembra-se da última vez?
- Lembro. –Retrucou Quiqui, sombrio. –Preferia esquecer.
- Ótimo, então esqueça. –Retrucou o amigo, provocador e sádico, como era. -Todos esquecem. Mas há aqueles que trazem as lembranças à tona. –Ele sorriu. -Eu posso ser um desses.
Quiqui estremeceu. Ele não queria mesmo lembrar.
- Você esqueceu. Deixou tudo para trás, lá naquela prisão. Não deixou? –Disse o agente incisivamente, sem pensar, e Luke se contraiu.
- Não fale sobre isso. –Murmurou ele, o punho se apertando contra uma faca.
- Tá. –Tornou Quip, meio culpado. –Deixe para lá. Achei que encontraria você mais triste.
- Não preciso derramar lágrimas para mostrar minha tristeza. –Retrucou Luke, relaxando um pouco.
- Estou aqui para te avisar que o Líder está te chamando lá na sala de reuniões. Você já está atrasado.
- Eu sempre estou atrasado... –Resmungou o rapaz de tapa-olho.
Enquanto isso, na Sala de Reuniões, o estado era de luto sombrio. O corpo de Tai havia sido levado para a sala da enfermaria, atualmente sendo usada como necrotério, e o Líder falava a todos. Kuurt estava sentado ao seu lado. Os outros rodeavam a mesa, e alguns derramavam lágrimas, como os amigos mais íntimos de Tai.
- A perda de Tainarak... –Disse o Líder. –Foi algo terrível para todos nós. Foi... Foi um grande dano. Não poderemos nunca nos esquecer de todas as ações que ela prestou a essa agência, e da vivacidade e alegria com que conduzia todas as suas ações. É com pesar que eu...
A porta se abriu.
- Desculpem o atraso. –Murmurou Quiquicp, envergonhado. Luke não disse nada, apenas se dirigiu ao seu lugar. Ele levava um cigarro na boca.
- Alguma explicação para isso? –o Líder perguntou friamente para Luke. O rato sacudiu a cabeça, dando de ombros. Apesar do sarcasmo, ele também parecia triste. O pesar influenciava suas ações.
O Líder suspirou. “O que eu faço com ele?” Pensou, antes de limpar a garganta.
- É com grande pesar que eu declaro seu corpo inutilizado. Seu espírito, desejo eu, estará agora flutuando suavemente sobre as relvas verdes do próximo plano.
Todos abaixaram a cabeça em sinal de paz e compreensão. Era um antigo ritual dos rebeldes.
- Apesar das perdas... –Disse o Líder, baixinho. –Precisamos continuar nossos planejamentos. Tainarak não gostaria que ficássemos presos a ela.
- Está certo. –Aprovou Kuurt. –O exército de Ratler está a dois dias de Micelândia. Não temos tempo algum. Eles vão se instalar em um galpão previamente preparado, a poucos quilômetros daqui.
- O tamanho do exército...? –Indagou Bxmice.
- Ratler aproveitará todas as chances que tiver para acabar conosco. –Respondeu Kuurt. –E seu exército não é pequeno; Estimamos que esteja em torno de cento e cinqüenta ratos armados.
- Um desafio. –Aprovou Quedrogameu. –Prossiga.
- E eu sugiro –Continuou Kuurt com voz sombria. –Que aproveitemos a chance tão bem quanto eles.
- O que está querendo dizer? –Perguntou Nedle.
- Estou querendo dizer –Respondeu o Sub-Comandante. –Que devemos plantar espiões na base inimiga. Devemos aproveitar totalmente nossas chances e descobrir a fonte de seu poder. Devemos descobrir como eles destroem as cidades tão rapidamente e matam os ratos com tanta eficácia.
“Precisamos descobrir quais são suas armas.”

CAPÍTULO XII- Escondidos. -Feito por Quedrogameu

Todos haviam parado depois da fala do Sub-Comandante.
Ninguém ali queria realmente invadir a base da FZ.
- Preciso de dois ratos para essa missão. –Falou o Líder com calma, sabia que não iria ser fácil levar algum deles para aquela missão.
Um frio invadiu Quedro, ele nunca esteve lá, mas mesmo assim sabia as historias.
Gritos, sangue e dor
Só isso aparecia nas historias de Luke, ele talvez quisesse voltar para libertar seus pais mesmo loucos. Alias ali muitos poderiam levantar à mão para chegar perto de Ratler e vingar a morte de seus pais, mas ninguém levantou a mão.
E o silêncio continuou, ate que...
-Eu vou. –disse Nedle.
-Certo Nedle. Preciso de mais um. –Falou novamente o Líder.
Os ratos se olhavam, realmente ninguém queria ir.
-Eu também vou. –Disse Quedrogameu.
- Certo. Nedle e Quedro fiquem aqui. Os outros arrumem suas coisas iremos partir hoje mesmo.
Todos saíram da sala rapidamente e um silêncio tomou conta da sala
- O plano é o seguinte... – continuou o Líder

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Todos os outros participantes primeiramente foram enterrar Tai que ainda estava no quarto, não havia nenhum sinal do suspeito e o clima era tenso.
Primeiro a chegada dos soldados e depois a morte sem nenhum suspeito, há não ser claro, Dehco, mas ele sempre estava à vista de Kuurt e ninguém ali sabia da existência do ‘Fantasma’.
Depois do pequeno enterro ao lado da casa todos foram arrumar as coisas, ainda não sabiam onde seria a próxima base, mas sabiam que teriam muito mais trabalho para construí-la.
-Sabem qual o lado bom nisso? –perguntou Louizx à Bx e Luke que estavam junto dele arrumando as coisas.
- Não há lado bom. – respondeu Luke jogando suas coisas dentro de uma pequena mala.
- Poderemos ter mais coisas na base... - disse Louiz.
- Se quiser trabalhar mais. – complementou Bx.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

-Entendido? –terminou o Líder.
- Sim – Disse Quedro.
- O.K – Falou Nedle.
- Agora arrumem suas coisas, nos levaremos para nova base. –mandou o Líder.
- Como saberemos onde será a nova base? – perguntou pensativo Quedrogameu
- Veremos, agora vão. – responde o Líder.
Os dois saíram da sala em silêncio para o quarto.

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Uns 30 minutos depois da reunião o Líder saiu da sala, com algumas malas.
- Prontos? – perguntou o Líder aos jovens.
- Sim – Disse Quip.
- Então vamos pegar um túnel ao sul. Nedle e Quedro vocês já sabem o que fazer. – Disse o Líder.
- Certo. – afirmou Nedle.
Todos os ratos começaram a andar atrás do líder que ia em direção de um dos corredores menos usados pela equipe.

Stron foi o ultimo a desaparecer no corredor escuro.
- Boa sorte. – Disse Quedro
- É vamos precisar. – Falou Nedle.
Eles subiram pela escada principal que dava para a pequena casa, lembrando sempre das ordens do Líder.
A primeira: Nunca usem seus poderes (essa especialmente para Nedle)
Saíram pela noite, uma nevoa em cobria a lua.
Começaram a andar entre as montanhas, como o plano do Líder.
Depois de uns 20 minutos começaram a ouvir o barulho ritmado das tropas. Ratler sabia que estariam em maior numero se não fariam silencio.
Eles ficaram escondidos atrás de uma pedra esperando pela ultima legião.
Não demorou muito e ela chegou.
Eles foram escondidos ate ao lado da ultima fila de soldados.
Os soldados pareciam vidrados no nada, com certeza não eram ratos comuns.
O primeiro a fazer o que o mestre pedira foi Nedle.
Segurou a boca de um soldado e o puxou para trás da pedra e ejetou no soldado uma seringa.
O Líder havia falado que nela continha veneno de uma cobra que matava rapidamente.
Quedroga fez o mesmo e os dois vestiram a armadura e se juntaram a fila.
Tudo parecia estar dando muito certo.
Como o líder havia dito, os soldados quebraram toda a casa e depois botaram fogo. Eles pareciam controlados, pois quebravam a casa em uma ordem própria.
E os dois jovens tiveram que se encaixar.
Era realmente difícil acreditar que estavam dentro sem problemas.

CAPÍTULO XIII- Base inimiga. -Feito por Stroonda

Passaram-se minutos, talvez horas, parecia uma eternidade para eles. Um cara que tinha escrito na camisa: Sub-Coronel se encostou a Nedle.
- Você é uma molenga? O que está fazendo tão perto de – Ele se inclinou para ler o nome que tinha na camisa de Quedroga – André?
- N... Não Senhor, quer dizer, Desculpa senhor!
- Ah, assim que eu gosto de ver.
Assim que o soldado saiu Nedle falou com Quedroga:
- Nossa, aqui eles são muito rigorosos.
- Sim, estamos na turma de “Novos Soldados”. Nossa, você está tremendo, ficou com medo do coronel?
- Anh... Claro que não! E como sabe que estamos na turma de Novos Soldados?
- Só olhar ali naquela faixa em frente.
Nedle se sentiu como um idiota por não ter visto a faixa tão grande, então ficou quieto.
- Aff, que dor nas pernas – Diz ele.
- Para de reclamar cara, minha perna está toda doendo também.
- Ok. Será que vai demorar muito?
Assim que ele falou isso avistou uma montanha que parecia bem íngreme.
- Aaah, agora teremos que subir uma montanha!
Mas eles não podiam fazer nada, aliás, o plano era entrar e descobrir, segredos e onde fica a sede de Ratler para atacá-los e libertar – provavelmente – prisioneiros.
Assim que subiram notaram uma casa, muito estranha, era preta, videiras velhas e amarelas cercavam quase a casa toda.
- Acho que chegamos – Fala Quedroga.
- Ah você acha? – Diz quase que ao mesmo tempo Nedle.
-----------------------------------------------------------------------------------
- Que chatice, ainda vai demorar muito? – Pergunta Stron.
- Não sei, nunca vi esse corredor aqui – Responde Louiz.
- Calma meninos, já estamos chegando – O Líder estava longe mas conseguia escutar a pergunta de Stronda, claro que ele deveria ter os sentidos bem aguçados, mas assim de tão longe?
Passaram-se minutos, 10, 20, meia hora, silêncio horrível, paredes pretas, pinturas parecendo assustadas e finalmente chegaram a um quartinho pequeno e um alçapão, somente isso, dentro dele.

CAPÍTULO XIV- Poderes. -Feito por Nedlemouse

O Líder e os outros que o seguiam acabaram chegando a uma porta, ela dava para uma escada, e por fim, a um lugar subterrâneo, não escavado. O Líder parou e disse:
– Eu já previa que teríamos que encontrar outra base, por isso mantive aquele corredor, enquanto mandava alguns soldados escavarem para mim. Bem, aqui será nossa nova base, mas primeiramente devemos escavá-la.
Todos resmungaram, por haviam percorrido todo aquele corredor, por muito tempo, e estavam realmente exaustos. Quip então indagou:
–Líder, não poderíamos ao menos descansar? Passamos horas até chegar aqui.
– É verdade, estamos realmente cansados. – Disse Louiz, sentando-se num assento lamacento.
– Bem, eu também estou um pouco cansado. Talvez devêssemos realmente parar um pouco. Vocês tem uma hora.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Os soldados da FZ foram se aproximando da casa. Dessa vez, não parecia que eles iam destruí-la, na verdade, observando de mais perto a casa, podia se ver alguns outros soldados a espera deles. A casa se mostrava quase como um quarto coletivo, apenas para que eles pudessem descansar.
Nedle e Quedroga estavam tentando entender o que se passava, os soldados formaram uma fila, e eram inspecionados pelos outros soldados. Eles murmuraram entre si alguma coisa, e assentiram. A fila ia andando, mesmo que lentamente, quase a chegar à vez deles, Quedroga caiu no chão, e começou a tossir fortemente, e espernear.
Isso chamou atenção dos soldados. Enquanto isso, Nedle passou levemente despercebido pelas tropas, e entrou na casa. Ao ver que Nedle passou, e Quedroga parou de tossir e espernear, dando uma desculpa de que era um crise de asma.
Nedle olhou para os bolsos, havia guardado a faca de Quedroga, para que ele não fosse pego. Os dois se encontraram lá dentro. A casa era grande, revestida de camas por todos os lados. Havia alguns corredores e portas entre algumas camas, isso chamou a atenção de Nedle e Quedroga.
Os soldados que faziam a patrulha externa também pararam, era a hora de descansar (Mesmo que fosse dia). Os soldados haviam trocado apenas alguns pares de roupas, e depois foram para a cama. Quando o auge do dia chegou, Nedle se levantou como um gato, e acordou Quedroga, levemente. Os dois andaram até uma das portas da casa.
Ela dava para uma escada funda, parecia ser um porão. Eles se esgueiraram por ali, até chegar ao fundo. O lugar parecia um local de estratégias, onde estavam mapas, pequenas tachinhas que deveriam significar as bases mais próximas. E alguns tanques miniaturas, que estavam estrategicamente distribuídos pelo mapa.
– Ei, vamos levar isso para o Líder, talvez ele saiba o que fazer com isso. – Disse Nedle
– Nós devemos ir, antes que o grupo saia, pelo que posso ver por esse mapa, o próximo ponto de ataque, é a nossa antiga base, devemos destruí-la, para que eles não possam achar nada sobre nós.
– Certo, procure por mais alguma coisa.
Eles rodaram a sala, a procura de mais algo importante, mas só acharam bússolas, armas e outros bonecos de marcação do mapa. As escadas ruíram, as orelhas alertas de Quedroga e Nedle se aguçaram, e eles se esconderam rapidamente.
Das escadas desceram dois soldados, um conhecido, o Sub-Coronel, e outro, que parecia ser o soldado da vistoria. Eles conversavam sobre alguma coisa:
– Mas então, nossos soldados trazendo novos integrantes falharam? Eles não voltaram?
– Sim Coronel, parece que eles foram abordados no caminho, e foram encontrados mortos próximos a o que parecia ser uma base, mas não das nossas.
– Humm, talvez nosso Líder goste de saber disso. Vamos mandar tropas para lá, está certo Comandante?
– Certo senhor Coronel!
Depois os dois ficaram apenas conversando sobre assuntos supérfluos, e depois saíram. Nedle e Quedroga, então, suspiraram e saíram de seus esconderijos.
– Eles vão atacar nossa antiga base, devemos ir Nedle, agora!
– Certo, mas como vamos sair, sem que ninguém perceba?
– Não sei, mas temos que tentar, e logo.
– Certo, vamos tentar sair por onde entramos, porque acho que os soldados, além do Coronel e do Comandante, estão todos dormindo.
Quedroga assentiu, e os dois subiram as escadas. O corredor de camas estava quieto, só haviam soldados dormindo. Os dois foram andando em direção da porta, cautelosamente. Abriram-na, mas foram recebidos pelo Coronel lá fora. Os dois se assustaram.
De repente, o exército de soldados que estava dormindo, estavam já com armas apontadas para eles. O Coronel então, quebrou o silêncio dizendo:
– Vocês dois realmente acharam que eu acreditei naquela história de André? E depois daquela “crise” de asma? Meus soldados são bem treinados para serem frios, e completamente seguros. É por isso que o fim de vocês está próximo. Soldados, preparem as armas.
Os soldados miraram nos intrusos, prontos para atirar a qualquer momento. Quedroga estava quase morrendo naquela situação, mas Nedle parecia calmo, e concentrado. O Coronel então gritou:
– Atirem!
As balas foram rápidas, mas Nedle também, ele ergueu as mãos, e as balas pareceram refletir em um escudo. De repente, viu-se Quedroga e ele correndo para longe do lugar, e Nedle parecia mancar, talvez por causa de ter usado grande parte de sua energia.
O Coronel completamente impressionado, ficou furioso, e gritou:
– VÃO ATRÁS DELES!
Os soldados correram, mas Nedle e Quedroga já estavam no alto da montanha. Ao passar a montanha, Nedle caiu, cansado, ele gemeu de dor. Quedroga parou, ao vê-lo.
– Nedle! O que houve?
– Eu não posso usar meus poderes tão frequentemente quanto pensam... eu não agüento mais correr.
– Tudo bem amigo, vem aqui. – Quedroga pegou Nedle pelo ombro. – Eu te ajudo, até chegarmos a base.
– Obrigado, eu só preciso... descansar.
Quedroga foi o mais rápido que pode, sem machucar Nedle.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
– Ótimo, vocês estão gostando do novo lugar que vamos ter? É incrível mudar de base! – Disse o Líder.
Ninguém respondeu, todos só olharam irônicos para o Líder, como se ele houvesse dito algo totalmente errado.
– Ah, que isso, nem deve cansar fazer essas coisas.
– Então vem fazer no meu lugar. – Disse Guzo para ele mesmo.
– Eu escutei, certo senhor Guzonaro?
Guzo ficou vermelho. O Líder então disse:
– Vou verificar se Nedle e Quedroga já cuidaram do que nós havíamos combinado, fiquem aqui.
O Líder saiu pelos corredores. Ele era realmente rápido quando queria, parecia que se tele-transportava a cada passo. Ele chegou até a antiga base, encontrando Quedroga e Nedle chegando pela porta secreta. Ele pegou Nedle pelo braço, tentando ajudar-lhe a se apoiar.
– O que houve com você? Bem, você me explica isso na outra base, agora Quedroga, faça o que eu te pedi, enquanto eu cuido do Nedle.
Quedroga assentiu. O Líder levou Nedle para a outra base, os outros se entreolharam quando viram Nedle naquele estado. Luke parou o que estava fazendo, e foi até ele dizendo:
– O que você já andou fazendo seu psicopata?
– Eu só devo ter bloqueado umas seiscentas balas com um escudo de energia. – Disse Nedle rindo, mas depois voltando ao estada semi-morto dele.
– Você é louco! Nunca mais faça isso.
Nedle não respondeu, ficou apenas olhando para Luke, com os olhos serrados, e com uma cara de quem não tinha como não fazer aquilo.
– Tudo bem senhor Luketyto, eu vou cuidar dele. Daqui a pouco ele vai melhorar, agora volte a trabalhar.
Luke voltou para a sua escavação, revoltado. Guzo disse irônico:
– E onde está o fracote do Quedroga? Ele morreu? –Disse Guzo quase rindo.
– Não, ele está fazendo o favor que pedi para ele.
O Líder então deitou Nedle em um colchão improvisado, e o deixou numa posição confortável para que ele pudesse descansar. E pegou um pouco de água e molhou um pano para deixar na cabeça de Nedle, que estava queimando de febre.
Quedroga apareceu, e foi avistado por Guzo, com uma cara não muito boa. O Líder se aproximou dele e disse:
– Então, o que vocês conseguiram?
– Esse mapa. Tem as localizações dos próximos pontos de ataque e das bases da FZ. E se você perceber, tem um ponto central, parece ser uma base-mor. Talvez seja onde Ratler se esconde.
– Certo, vamos planejar tudo, completamente.
O Líder se virou, e então viu Nedle gritando coisas sem sentido, ele estava começando a delirar. O Líder então, tentou ir trocando a água, mas não adiantava. Quip tentava seus remédios, mas não estavam adiantando. Nedle não estava mesmo preparado para aquilo.

CAPÍTULO XV- Revelações. -Feito por Louizx.

4 dias se passaram.
As obras de mudança da Base estavam quase prontas. Haveria outra missão após a mudança. E ela não seria das pequenas, pelo jeito.
- Bem, estamos quase terminando, o que falta? – Disse o Líder, para um auxiliar.
- Apenas trazer o arsenal de armas que capturamos das tropas de Ratler.
- Ótimo. Mande o Kuurt ir lá pegar o armário em que guardamos elas, e comunique aos nossos ratos que iremos ter uma reunião daqui a 20 minutos.
- Sim Senhor!
O auxiliar caminhou até Kuurt, e pediu pra ele o que o Líder falou, então, entrou numa sala, e gritou no megafone:
- REUNIÃO DAQUI A 20 MINUTOS! SE APRONTEM!
Kuurt pegou rápido o arsenal, ele era forte pra caramba, e trouxe ele nas costas, e colocou no devido lugar.
Passaram-se os 20 minutos, todos foram para a sala de reuniões, agora era como, como um... auditório. Todos ficavam sentados numas cadeiras, e lá na frente, o Líder falando num microfone. A Nova Base era... mais tecnológica. Não, não tanto pra bazookas e metralhadoras de 500 balas, mas estava saindo da madeira e terra, foi para... metal.
- Olá. Bem, vamos começar falando sobre a nova Base, então, gostaram dela?
- Sim! – Disseram todos, em coral.
- Isso é uma boa notícia. Depois eu vou deixar vocês escolherem seus próprios quartos. Bem, agora é o mais importante: A missão. Quedrogameu e Nedlemouse foram na base da FZ, e coletaram um mapa, com a localização dos dormitórios, arsenais, salas, tropas e tudo. Nós faremos um ataque lá em breve, e esse vai ser pra valer. Com esse ataque eu pretendo refazer o mundo do jeito que era antes.
Todos esticaram seu pescoço naquele momento. Claro, o que você tanto esperava por vários anos pode ser realizado em talvez menos de uma semana, mas com sua vida em risco. Meio chocante, não?
- Isso mesmo que vocês ouviram, este será o fim. Ou o nosso, ou o deles. Não podemos essa era continuar por mais tempo. Muitas pessoas estão sendo mortar por causa disso, precisamos derrotá-lo o mais cedo possível.
Um rato levantou a mão.
- Fale.
- O planejamento já está pronto?
- Quase. Kuurt e eu estamos dando os planos finais, daqui a pouco contaremos. Vamos fazer um intervalo, preciso falar com o Kuurt na minha sala, já voltamos.
Os dois saíram do auditório. E todos começaram a conversar sobre isso.
- Cara, isso foi bem repentino. Nossa missão pode acabar hoje gente! – Disse Louiz
- Pois é, mas fácil que não vai ser... – Quedro comentou.
- Não sei se estou pronto. – Disse o Guzonaro, preocupado.
- Vamos lá gente, tem possibilidade do Líder fazer com que seja uma coisa fácil, sem ser preciso a luta, ou a guerra, apenas a morte silenciosa. – Falou Kurtzadena, sempre otimista.
- Espero que esteja certo... –Disse o novato Stronda.
Então eles ouvem um barulho, como uma explosão, que pareceu ter vindo da Sala do Líder.
- O que será que foi isso? –Falou Luke, sério como sempre.
- Vamos conferir.
Os ratos saíram do auditório, e caminharam para a sala do Líder. Quando chegaram, tiveram uma surpresa: A porta estava detonada, Kurt estava deitado, acordado, mas com um tiro no ombro, e com o olho roxo, a sala estava destruída, e o Líder não estava lá.
- MEU DEUS, O QUE ACONTECEU AQUI KURT? – Disse o Quip, desesperado.
- Argh... u-uma sombra apareceu por aqui, então ela desapareceu do corpo do rato, ele era cinzento, como eu, e-eu não me lembro co-como era a a-aparência dele, só-só sei que eu tentei... cof... lutar contra ele, mas ele me deu um soco como a velocidade da luz, e então, atirou no meu ombro, fiquei meio desacordado, mas conseguir ver ele lutar contra o Líder, mas ele acabou segurando o-o Li-líd-e-rrr e... AAAAAAUGH... se-se tele...
Então ele desmaiou.
- Caramba, ele está muito mau, vou ter que leva-lo para a enfermaria. E agora? O que vai ser de nós?
- Eu vou cuidar da Base, e falarei com o Kuurt quando ele melhorar.
Então o desespero bateu em todos. Uns começaram a chorar de medo, outros começaram a rezar, Nedle e Luke ficaram quietos. Então o dominador de facas frio foi botar ordem:
- FIQUEM CALADOS! ESTA É UMA SITUAÇÃO MUITO RUIM, MAS DEVEMOS FICAR CALMOS. KUURT IRÁ ME DETAHAR O QUE EXATAMENTE OCORREU NAQUELE ATAQUE, MAS POR FAVOR FIQUEM QUIETOS PARA EU ME CONCENTRAR.
Todos pararam, e ficaram calados no canto deles.
- Ok, falarei para o Kuurt me contar como estava o Plano, e irei termina-lo, e iremos agir o mais rápido possível. E eu já vi o Ratler uma vez. Foi ele que entrou em ação aqui, e foi ele que capturou o Líder, pois ele é praticamente um gêmeo do Kuurt.
Quip entrou no corredor, e falou:
- Ele está bem, precisa descansar um pouco, o tiro não foi grave, seria pior se tivesse acertado em outro lugar. Ele já acordou.
- Vou falar com ele. – Falou Luke.
Luke foi para a enfermaria, e conversou com Kuurt:
- Então, Kuurt, o rato era cinzento... e ele fez o que com o Líder?
- Ele era praticamente um gêmeo meu. Ele tinha uma incrível habilidade de luta, e estava empatando com o Líder, só que ele segurou o Líder, pegou um aparelho, apertou um botão e uma sombra cobriu os três, e eles desapareceram.
- Como assim, três?
- Covarde estava lá.
- Interessante,
Os dois ouviram um barulho entre os armários de remédios, então apareceu uma outra sombra. Luke agiu rápido e pulou como uma voadora na Sombra, então a substância escura desapareceu. Era Dehco. Ele caiu.
- DEHCO? KURT, VOCÊ NÃO TINHA MATADO ELE?
- Foi o Líder que enviou ele para a sala...
- Bem, agora eu te mato.
Luke sacou uma faca, e atirou rapidamente em Dehco. Ele desviou, e pulou para dar um chute giratório, Luke se abaixou, e pegou o pé dele, e Dehco caiu. Luke jogou Dehco para a parede, e deu um chute aéreo em seu estômago. Dehco caiu gritando de dor, e Luke chutou ele, ele sacou outra faca, e quase matou Dehco, mas ele deu um golpe de capoeira, e chutou a faca para longe.
Ele levantou, e deu um chute na cara de Luke, deu dois socos na cara dele, e Dehco golpeou Luke com sua faca em seu braço. Ele começou a sangrar um monte.
Então Kurt levantou.
- Você não lutou assim quando eu fiz seu teste.
- Só fingição.
Dehco correu com sua faca em Kuurt, quando chegou nele, Kuurt se esquivou para o lado e “passou o rodo” em Dehco. Ele caiu.
- Senti um Dejávu agora. – Zombou Kurt.
- CALE A BOCA!
Dehco nervoso levantou, gritou, e saltou a uma altura surpreendente, mas Kurt também pulou, e deu um chute em Dehco bem lá em cima. O espião caiu, de um jeito bem doloroso. Kurt desceu levemente.
- Mesmo com um tiro no ombro eu ganho de você. – Zombou mais uma vez.
- CALE ESSA MALDITA BOCA! AAAAAAAAAAAHHHHHH
Dehco explodiu de fúria e correu numa grande velocidade contra Kuurt, mas ele se abaixou, e encaixou uma “tesoura” em Dehco, que caiu com os tornozelos quebrados.
- DROGA!
- Você nunca deveria ter me desafiado, morra.
Uma faca estava no chão, ao lado de Kurt, ele encaixou o pé nela, e a jogou na sua mão, então a pegou, e a infincou no coração de Dehco.
- Você-nunca-ganhará.
Essas foram as últimas palavras de Dehco.

------------------------------------------------------------------------------------------------

- Então você me trouxe para a sua Base, irmão.

sábado, 1 de outubro de 2011

História- Parte 2 (Capítulo VI ao X)

CAPÍTULO VI- Sozinhos na Escuridão. - Bxmice

Covarde continuou adentrando a floresta, cada vez mais densa e escura. O sol já havia se posto quando o rato parou de correr. Estava cansado. Com frio. Com fome. Mas não podia parar, não estava seguro. Tomou coragem e olhou para trás para certificar-se de que a criatura já não o seguia mais. Não viu nada. Uma onda de alívio percorreu seu corpo, e ele desmaiou por causa do cansaço.


A equipe do HS, juntamente com os novos recrutas, já armara acampamento quando Luketyto avistou tropas de Ratler. Haviam escolhido montar as barracas em uma área em que os soldados não os veriam facilmente, mas, por segurança, os que não estavam muito feridos revezaram-se na guarda. Parece que não poderiam sair dali com os feridos, não sozinhos. Luke pegou um pequeno transceptor de mão que carregava consigo, e ligou à frequência correta para comunicar-se com a base. Felizmente as freqüências de rádio não eram muito monitoradas, então a comunicação deste modo era fácil.
Luke encontrou o líder ainda acordado. O líder disse-lhe que quase todos os agentes estavam em missões, e que os poucos ociosos não poderiam sair a essa hora. Pela manhã, um grupo seria mandado para ajudar com os feridos.


Ratler sentava-se sobre uma escrivaninha em seu escritório, um grande e equipado escritório conectado a uma biblioteca com um acervo enorme. Não conseguia dormir. Nos últimos dias, perdera muitos homens. A quantidade era pequena, se comparada aos números do exército, mas houve um aumento considerável.
Somado a isso, Ratler também passava por problemas pessoais. Sua esposa dizia que ele estava ficando insuportável. Ele tentava melhorar, mas a pressão de comandar praticamente o mundo todo o deixava nervoso e às vezes violento com as pessoas que ama.


Era a vez de Quiquicp de guardar o acampamento. Estava sonolento quando notou o comportamento estranho de um soldado da FZ. Ele estava olhando fixamente na direção deles. Os outros membros do grupo do soldado estavam puxando-o pelo braço para que ele continuasse andando, mas ele resistia. O soldado disse algo a seus companheiros, e eles começaram a andar na direção do acampamento.
- Acordem! – gritou Quiqui – Eles estão vindo!
- Que? Eles quem? – perguntou Quedrogameu, ainda sonolento.
- Os soldados. E não há sinal da manhã chegando. Não há sinal do dia. Teremos que lutar sozinhos.

CAPÍTULO VII- O desaparecimento. - Nedlemouse

Enquanto isso, na floresta, Nedle fazia a trilha com as árvores que encontrava, enquanto os outros andavam, a procura de Covarde. Eles estavam exaustos, já havia 1 dia que estavam em viagem, e a comida deles havia acabado, mas começaram a pegar as amoras do caminho, para suprirem parte da nutrição deles.
– Já estamos aqui a horas, por que não paramos para descansar? –Disse Guzo, ofegante.
– É uma boa ideia. Louiz, nós deveríamos parar, acho que já andamos de mais por hoje, vamos acampar. –Disse Nedle.
– Esperem, acho que estou ouvindo alguma coisa. –Disse Louiz, erguendo suas orelhas.
Eles ficaram em silêncio, só ouvindo algo que se movia rastejante por entre os arbustos. Eles se preparam para atacar, mas quando tentaram abrir entre as folhagens, um bicho pulou no rosto de Tainarak, fazendo-a gritar em horror:
– Tirem isso de mim!
Guzo pegou o pobre bicho, era um coelho assustado. Ele olhou para a cara do bicho e disse:
– Coitadinho, o que está fazendo aqui? E por que está tão assustado?
O bicho apenas ficou parado nas mãos dele, sem reação. Louiz então disse:
– Bem, se ele está assustado, pode ser o Covarde que o fez vir parar aqui, vamos seguir por onde esse coelho saiu.
Todos assentiram, e começaram a andar em direção de onde o pobre coelho havia saído. Eles viram alguns rastros, e começaram a ouvir sons, como se alguém os seguisse. Então, Nedle se concentrou no lugar de onde vinha o barulho, e num movimento, abriu caminho por onde aquele som provinha.
Todos se assustaram, havia um rato de pupilas brancas parado entre as árvores. Naquele instante, ele desapareceu, no ar. Todos se entreolharam horrorizados.
– Mas o que..? Como..? Quem..? – Se perguntava Nedle.
– Acho que é sobre aquela lenda do Rato da Alma Perdida. Dizem que ele era conhecido como: O rato da alma perdida, segundo os livros de história ele fora um irmão de Ratler que fora morto em um assalto de um banco. – Disse Louiz, inseguro.
– Mas, uma alma? Estranho. Bem, devemos procurar Covarde, ele deve estar próximo. – Disse Tainarak.
– Certo. Ei olhem aquilo, é fumaça?
– Sim, deve ser ele. Vamos!
Eles correram até o local. Mas quando chegaram, só encontraram uma fogueira que parecia ter sido apagada recentemente e uma barraca mal-armada.
– Ele não sairia daqui, ainda mais de noite. Alguma coisa aconteceu. – Disse Louiz, analisando o local.
– Certamente, esperem, um pedaço de roupa, está com uma mancha de amoras... – Disse Guzo, pegando o pedaço de pano da árvore.
– É a roupa do Covarde, ele sempre colhe amoras. O que será que aconteceu? – Disse Tainarak.
– Eu acho que ele foi sequestrado. Olhem isso. –Disse Nedle, mostrando um papel que pegou na barraca.
O papel dizia: “Istamus cum eli, ci quizerem ver eli di novo, vão ter qui nos incontrar. Hahahaha.”
– Quem escreveu isso? Está quase ilegível. – Disse Guzo.
– Pode ter sido um soldado sem formação, tentando melhorar de cargo. – Disse Tainarak
– Pessoal, o Líder vai nos matar quando descobrir que o filho dele foi sequestrado. – Disse Nedle.
– Nós precisamos encontrá-lo, e logo. – Disse Louiz
– Certo, vamos ter que voltar a base, falar com nossos colegas e tentar arrumar um grupo de busca, mas sem que o Líder saiba. – Disse Tainarak.
– Mas ele vai nos perguntar sobre a missão. –Disse Guzo
– Droga! Vamos ter que contar para ele. – Disse Nedle.
– Sim, e não tem jeito, vamos voltar. Antes que um grupo de busca venha atrás de nós.
================================================== ==========
Os soldados se aproximavam cada vez mais. Luke então disse:
– Ei, levem os feridos para a base. Deixem os soldados comigo e com o Quedroga.
– Senhor Luke, eu posso ir? –Perguntou Dehco sem jeito.
– Tudo bem garoto, mas tome muito cuidado, essa não é uma luta em que o bem sempre sai ganhando.
Dehco assentiu, Quiqui e os outros, levaram os feridos, enquanto Luke, Quedroga e Dehco ficaram posicionados. Os três sacaram suas facas, e Dehco parecia gostar do desafio que os aguardava.
De repente, surgiu um soldado, rapidamente acertado por Luke, depois disso surgiram mais dois, que foram detidos por Dehco e Quedroga. Mas eles não esperavam, cinco soldados apareceram com espadas bem maiores que as facas deles.
Luke bateu o primeiro, dando um soco no pescoço, fazendo-o perder suas forças, e logo após um golpe de faca mortal. Quedroga pegou a faca do soldado abatido, e se levantou já sendo atacado por dois dos soldados. Ele desviou as espadas, e deu um soco em cada soldados, fazendo-os ir para trás, e depois finalizando com um chute na barriga de um soldado, e um soco transversal no outro.
Dehco estava enganando o soldado, correndo por todos os cantos do lugar, e acertando ele sempre que podia. Luke se levantou, para dar conta do outro soldado. Ele não foi tão difícil, Luke só teve de acertar-lhe um soco, ele não parecia muito forte, foi fácil derrubá-lo.
Dehco enfim, terminou com seu oponente, que de tão tonto, acabou desmaiando. Os três estavam ofegantes, aquela luta foi um tanto cansativa.
– Então, vamos voltar para a base? – Disse Quedroga, se sentando em algum lugar acolchoado.
– Sim, vamos. O pessoal já deve ter chegado por lá, vamos.
================================================== ==========
– Bem Líder, conseguimos recrutar 3, dois estão aqui, e o outro ficou para ajudar na luta. Esses são Stroonda e Bruhvizolli. –Disse Quiqui
– Bem vindos ao Heroes of Shadow. Agora vocês iram passar por um treinamento rigoroso, para que um dia possam combater Ratler e suas tropas.
O grupo que estava a procura de Covarde chega. Junto com Quedroga, Luke e Dehco, pareciam ter se encontrado no caminho.
– Então. Quem é este novo membro?
– Meu nome é Dehco senhor.
– Hmm, Dehco. Então, deseja se juntar a nós?
– Claro senhor! Ahn, se o senhor permitir, claro.
– Sim, eu permito. Luke, arrume algum lugar para eles ficarem. Quedroga, mostrem-nos o lugar e... espere, vocês aí – O Líder apontou para o grupo de Louiz. – Onde está meu filho?
– Senhor, é que... bem, olhe isso. – Louiz pegou o bilhete e entregou para o Líder.
Depois de alguns segundos pode se ouvir um grito avassalador, era o Líder, nervoso pela notícia. Todos tiveram de escutar as broncas do Líder, ele era realmente nervoso sobre qualquer coisa relacionada a seu filho. Os únicos que foram poupados foram os novos integrantes da HS e Luke e Quedroga, que estavam longe do local naquele momento.

CAPÍTULO VIII- O início de um ataque. - Stroonda

Quedroga e Luke pediram para que Stroonda, Bruh e Dehco os seguissem pelo corredor – Ele era sombrio, tinha chifres e animais empalhados na parede.
De repente Quedroga vê caindo uma lágrima do olho de Stronda.
- O que foi cara?
- Desculpe-me, é que aquele pica-pau empalhado lembra-me meu último passeio com meu pai. Ele me levou ao parque para ver alguns animais.
- Me falou que era o preferido dele – Diz Stronda fazendo uma pausa para enxugar o rosto.
--------------------------------------------------------------------------
Depois da bronca que levaram do Líder foram para a sala conversar
- Ele não tem o direito de gritar com a gente assim! – Retruca Tai com muita raiva.
- Afinal, não fomos nós que seqüestramos o filho dele – Murmura Nedle.
- Calma gente, temos que obedecê-lo, ele é o nosso Líder e a qualquer minuto pode nos matar, vocês viram o que ele fez com Luke, deixou ele ferido com um simples olhar – Diz Louiz querendo acalmá-los.
- Ah, se não fosse por isso eu esganava esse cara! – Murmura baixinho Guzo.
--------------------------------------------------------------------------
- Chegamos, Bruh, seu quarto é ali do lado. Dehco, Stronda, terão que dividir o quarto, estamos um pouco sem vagas.
Eles assentiram, na verdade não se importaram quase nada, estavam dividindo o mesmo local para dormir já faz muito tempo. Quedroga e Luke se retiraram.
Bruh entrou no quarto dela primeiro, seguido de Dehco e Stronda.
- Nossa! É lindo! – Retruca ela muito impressionada.
O quarto realmente era muito bonito, tinha paredes pretas do jeito que ela gostava e outros detalhes que ela gosta.
- Legal, agora quero ver o nosso! Vem Stronda. – Diz Dehco parecendo curioso.
Bruh vai logo atrás deles. A porta do quarto eles já acharam legal, era cheia de detalhes militares. Assim que entraram os dois falaram juntos:
- Nossa!
O quarto deles era muito legal, com paredes iguais a porta, roupas novas em cima da cama, enfim, eles adoraram.
--------------------------------------------------------------------------
- Mas é assim, mudando de assunto, vocês acham que aqueles meninos vão nos ajudar com alguma coisa?
- Eu acho que vão, eles parecem ótimos, só precisam de um bom treinamento como nós precisávamos antes – Diz Nedle.
- Bom, não estamos com muita gente para poder recusá-los, vamos ver o que eles podem fazer – Murmura Tai.
- Sim, estamos perdendo muitos soldados com missões perigosas que estão ocorrendo – Retruca Guzo tentando não parecer entediado.
--------------------------------------------------------------------------
Na sala de reuniões parecia que o Líder falava com um tom de medo e urgência.
- Então Ratler está armando outro ataque no Sul?
- Sim, minhas fontes me informaram recentemente – Diz uma voz que estava coberta por uma sombra que deixaria qualquer um com medo.
- Temo que tenha que mandar os novos recrutas sem treinamento junto com os outros.
- Legal, novos recrutas, adoro a cara de medo que eles fazem quando me vêem.
- Tente não assustá-los, por favor.
- Então... Conte-me sobre eles.
- Bem... Não há muito o quê contar, um deles é o Dehco, muito hábil com facas, outro é Stronda, bom com espadas, já outra é a Bruh, usa uma Katana e parece ser muito esperta.
- Ah, uma katana, muito tempo que não vejo uma.
Assim, encerra-se a conversa misteriosa do Líder e do rato.
Todos os soldados se encontraram em pé, na hora do jantar lá fora. Parecia algo com urgência para todos os agentes se encontrarem ali, em um local só.
Alguns agentes ficaram juntos discutindo sobre o que acham que aconteceria de tão urgente.
Por que o Líder chamou a gente aqui? – Pergunta Stronda.
- Deve ser algo muito urgente, ele me tirou do meu sono de beleza – Diz Louiz reparando em alguns risos.
- Ah, seja homem, sono de beleza que nada, quero ir para uma missão – Retruca Quedroga.
Calma apressadinho – Murmura Guzo –, Nem sabemos se será uma missão.
- É, pode ser qualquer coisa – Fala Nedle.
- Muitos estão se perguntando por que eu os chamei aqui, peço que me desculpem por ter tirado vocês dos seus aposentos, explicarei tudo. Recebi do meu informante a notícia que invadirão de novo o Sul – Grita o Líder.
- Ah, de novo? Na última vez quase não conseguimos derrotá-los – Fala baixinho Louiz, provavelmente ninguém escutou.
- Peço que organizem grupos para ir em cada helicóptero e tentem ser os mais discretos possíveis – Grita de novo o Líder.
Quando as palavras do Líder cessaram todos foram para os seus quartos descansar, pois estavam exaustos.

CAPÍTULO IX- O Sub-comandante da HS. - Louizx

O sol nasceu de novo.
Os ratos acordaram com o Líder gritando em seus quartos para acordarem, óbvio, e também para irem na sala de reuniões. O Grupo estava andando até a Sala, e estavam conversando.
- Sério, estou começando a ficar enjoado dessas reuniões. – Disse Louiz.
- Fazer o quê, né... – Quedro respondeu.
Eles chegaram a sala, já estava um bom bando de ratos ali.
Passou-se alguns minutos, e todos os membros estavam ali, inclusive os recrutas.
- Por favor, recrutas, vocês podem vir aqui? – Perguntou o Líder (mais pra uma ordem)
Dehco, Stroonda e Bruh foram para o Palco, onde estava localizado o Líder, com a mesma capa preta de sempre, e um outro rato, cinza, com uma cicatriz no olho esquerdo, orelha esquerda rasgada, e uma boca muito seca.
Foi até capaz de ouvir um “Gulp”, que soou de um dos 3 ratos que estavam subindo.
- Acho que já perceberam esse rato aqui ao meu lado, saibam que ele é o melhor guerreiro da HS, ele é o Sub-Comandante, mesmo que vocês nunca tenham ouvido falar dele. Ele será o treinador desses recrutas, enquanto eu estarei com vocês destruindo as tropas de Ratler. O nome dele é Kuurt. Ele possui umas técnicas de luta que as vezes nem eu consigo acompanhar.
- Obrigado... bem, olá, eu sempre fui secreto aqui na HS, mas eu comandava junto com o Líder nossos planos para defender o Transformice, ele estava esperando a hora certa para me revelar, eu ajudei ele a armar estratégias para derrotar as tropas de Ratler, e várias delas funcionaram, eu ajudei também na estratégia para derrotar as tropas que virão para o Sul. Eu treinarei esses 3, que vejo que tem muito potencial, enquanto vocês atacam.
- Obrigado Kuurt, recrutas, fiquem aqui. O resto está dispensado, podem ir para seus quartos, daqui a pouco eu chamo vocês para mostrar a estratégia.
Então todos saíram pela porta que ficava lá atrás.
Então Kuurt começa a falar, com o Líder o assistindo.
- Vejo que você é o Dehco. Mostre-me sua habilidade com facas.
Dehco fica quieto.
- Vamos lá, me ataque.
O recruta suspira, e fala:
- Ok.
Ele corre encima do Kuurt, e dá dois ataques com faca nele, ele desvia rapidamente dos dois, se movendo em um piscar de olhos para suas costas, que dá dois chutes na sua coluna.
- Eu sei que você pode fazer melhor. Vamos lá! Ataque com toda sua força.
Outro suspiro, e ele vai pra cima, ele pula, e tenta dar mais 4 golpes com suas facas, Kuurt abaixa, desviando de todas, passa como um raio por debaixo de suas pernas, e dá uma rasteira no iniciante, que cai.
- Bem, mas vamos lá, você faz melhor.
- MAS QUE SACO, EU NÃO TENHO CHANCES CONTRA VOCÊ, CALA SUA BOCA.
- Vejo que é nervosinho.
- PORQUE NÃO TEMOS ARMAS DE FOGO? ASSIM FICARIA BEM MAIS FÁCIL.
- Me respeite.
- QUE SE DANE.
Kuurt, com uma velocidade surpreendente, dá dois socos na cara do Dehco, um chute na sua barriga, uma rasteira, e segura ele pelo pescoço. Tudo isso em questão de menos de 5 segundos.
- Olha aqui. Você vai aprender a me respeitar, eu posso chegar a ser tão cruel quanto seu Líder, e pro seu próprio bem, é bom você não me irritar, ou as consequências não serão nada confortáveis.
Ele solta Dehco, que cai todo machucado, e vai para o próximo.
- Vejo que você é o Stroonda. Bom com espadas. E sua espada é das boas, pelo que vejo em sua mão.
- Obrigado. Meu pai que fez pra mim. Ele me treinou com espada e escudo.
- Muito bom. Ok, me ataque.
Stron prepara sua espada de prata, e vai pra cima, dá dois golpes de diagonal em Kuurt, que desvia com sua velocidade, ele dá a volta, e vai para as costas do recruta, Stronda, com um gesto rápido, dá meia volta e golpeia Kurt com sua espada, ele retira um tufo de pelo do peito de Kuurt. Ele começou a bater palmas.
- Muito bom, muito bom, você tem muito potencial, garoto. Você dará um ótimo guerreiro. Ainda precisa de um pouco mais de treinamento, mas está muito bom, parabéns.
- O-obrigado, senhor.
- Agora vamos para você, Bruhvizolli, você usa uma katana, muito tempo que não vejo uma dessas, e pelo jeito é das espertas...
- É...
- Ok, faça como os outros, me ataque.
Bruh pega sua katana, ela era outra com habilidade e agilidade surpreendente, ela dá 3 golpes e Kuurt, que pula, desviando delas, e tenta dar um chute na cara da Bruh, mas ela desvia, fazendo um golpe nas costas de Kuurt, que percebendo o erro, dá um mortal no ar, e chuta a katana no chão, que cai. Bruh tenta dar socos em Kuurt, que desvia deles, apenas mexendo sua cabeça, e dá um chute em sua barriga, que cai.
- Bruh, você está de parabéns, mostrou uma habilidade surpreendente com sua katana, uma agilidade muito boa, e reflexos que não é todo mundo que pode ter. Minhas palmas a você.
- Obrigada! – Disse Bruh.
Então o Líder entrou no meio, dizendo:
- Habilidosos, o treinamento não será tão difícil com vocês dois. Já com o Dehco, vamos ter uma conversinha, Kuurt, daqui a pouquinho eu vou chamar nossos guerreiros, mas antes venha comigo falar com o Dehco.
O recruta teimoso estava no chão, choramingando.
- Kuurt, pegue ele, vamos para a minha sala.
Kurt pega o Dehco, e os 2 caminham até a sala do Líder, eles entram, e fecham a porta.
- Dehco vai se ferrar, hehehe... – Disse Bruh.
- Mas também esse cara é teimoso pra caramba.
- Concordo.
- Bruh, eu percebi que você tá olhando muito o Quip, o que é isso, hein?
- CALE A BOCA, NÃO QUERO NADA COM ELE NÃO.
- Aham, sei, você tá afim dele que eu sei.
- Ah, que ótimo, agora você vai ficar me enchendo o saco.
Os dois ouvem um grito que saiu da sala do Líder, ele estava muito zangado, os dois riram.

CAPÍTULO X- O mistério da morte. - Guzonaro

Um grito foi ouvido na sala do Líder. Era o grito de Dehco. Ele começou a sofrer tortura por um membro secreto da HS, para revelar sua verdadeira identidade: ele era um espião da FZ!
- Vamos lá, fale o que sabe! – Disse o rato misterioso
- Eu não sei de nada, eu juro. – Responde Dehco.
- Fale agora, ou morrerá! – Diz Kuurt, em tom ameaçador
- Tá bom, eu falo – Responde ele, e complementa: - Sou um espião da base da FZ, e me disfarcei de criança para ser resgatado pela HS. Ninguém desconfiou de mim, até a hora em que estourei. Eu só fui mandado para cá para poder descobrir as entradas secretas dessa base.
- MAS ISSO É TERRIVEL! – Grita o Líder
- Por que é terrível, meu caro? – Pergunta Kuurt
- Isso significa que Ratler já sabe de nosso esconderijo, e pode vir atacar a qualquer momento!
- Isso é terrível, mas, o que faremos com este espião? – Pergunta o rato misterioso
- Mate-o! Ele não pode revelar nossas entradas – Responde o Líder – Leve-o para a sala da morte.
- Deixe isso comigo – Responde Kuurt.
Kuurt sai da sala do Líder, carregando Dehco.
Stroonda e Bruh estão impressionados com o que vêem.
- Vocês não viram nada disso, ok? – Ameaça Kuurt
- O-ok – Os dois respondem.
Então, Dehco é levado para a sala da morte, e desaparece.
---------------------------------------------------------------------------------
Enquanto isso, no corredor, estavam lá Quiquicp e Luketyto conversando
- Nossa aquela novata, a tal da Bruh, ela é bonitinha, não acha Luke? – Diz Quiqui
- Hmm... tá apaixonado né? – Diz Luketyto, tirando um sarro de Quiqui
- Para Luke, não se brinca com o amor... – Responde Quiqui, com raiva.
- O que está acontecendo aí? Quiqui está se declarando para o Luke? – Disse Guzo, rindo muito
- Para Guzo, não interrompa o casal ali – Retruca Louiz, continuando a zoeira com Luke e Quiqui.
- Para com isso... Eu estou falando de outra pessoa... – Disse Quiqui, nervoso.
- Calma... Eu não faço mais, eu juro. – Diz Guzo.
- Ah, enfim, vamos direto ao assunto: Eu e o Guzo estávamos indo ver o que está acontecendo lá com os recrutas. Vocês querem vir? – Pergunta Louiz – Nós vamos chamar todo mundo.
- Já chamou a Tai? – Pergunta Luketyto.
- Já, mas ela não respondeu. – Responde Louiz, com um tom preocupado.
- E o Quedroga? – Pergunta Quiqui.
- Aff... Nem me fale daquele retardado – Responde Guzo, sem se dar conta que Quedroga estava bem atrás dele.
- QUEM É O RETARDADO? – Pergunta Quedroga, nervoso.
- Ué, você. Não ouviu o que eu falei? – Responde Guzo, num tom irônico.
- Nossa... Essa vai deixar uma marca! – Diz Bxmice, que acabou de chegar também.
- Ah é? Então vamos brigar aqui, seu crianção – Responde Quedroga, puxando sua faca.
- Pode vir – Diz Guzo, se preparando para desviar de um possível ataque.
- BRIGA! BRIGA! BRIGA! – Dizem todos, formando um círculo entre Guzo e Quedroga.
Na hora que Quedroga avança sobre Guzo, ele desvia rapidamente, deixando Quedroga no chão. Porém, na hora do ataque de Guzo, se ouve o chamado do Líder
- Atenção: venham todos para minha sala. – Diz o Líder, num tom preocupado – É um assunto urgente!
- Nossa, se é urgente, temos que ir mesmo – Disse Bxmice para todos.
- Ainda bem que o Líder chamou, senão o Quedroga seria um rato morto. – Diz Guzo
- Você vai ver só na saída... – Retruca Quedroga
Todos se dirigem até a sala do Líder, onde o Líder e o Kuurt estão à espera de ambos.
---------------------------------------------------------------------------------
No Q.G. da FZ, Ratler dá uma ordem para seus soldados:
- Invadam Micelândia, e devastem tudo o que sobrou lá.
- Sim senhor – Respondem os soldados de Ratler
Eles se dirigem com todas suas tropas para Micelândia.
---------------------------------------------------------------------------------
Na sala do Líder...
- Estão todos aqui? –Pergunta Kuurt
- Não, não conseguimos achar a Tai – Responde Bxmice – E nem o Nedle.
- Temos que começar a reunião, mesmo sem a Tainarak e o Nedlemouse. – Responde o Líder, muito preocupado. – Eu chamei vocês aqui para anunciar que fomos descobertos.
- O QUÊ??? – Todos dizem ao mesmo tempo, e todos estão surpresos.
- Sim, é isso mesmo que vocês ouviram. Ratler descobriu nosso esconderijo, graças ao espião Dehco.
- Quer dizer que o Dehco era um espião? – Pergunta Guzo, surpreso.
- Sim. Agora teremos que mudar nossa base para que ela não seja invadida pelas tropas de Ratler – Responde Kuurt, também preocupado.
- Mas nós não conseguiremos deter um possível ataque deles? – Indaga Quedroga
- Não. Eles viriam com toda sua força. – Responde o Líder – Acredito que tenhamos que mudar nossa base de lugar.
- Mas como faremos isso? – Pergunta Stroonda
- É, como? – Complementa Louiz
- Nós iremos usar uma tecnologia escondida – Responde o Líder – É uma tecnologia que conseguimos roubar de Ratler.
De repente, a reunião é interrompida por Nedle, que entra gritando na sala:
- A TAI ESTÁ MORTA! A TAI ESTÁ MORTA!
Todos levantam, surpresos.
- Como assim? – Pergunta Bruh
- Eu acabei de vê-la no quarto. – Responde Nedle – Ela está toda ensanguentada, e seu corpo está todo furado, além de seus olhos terem sido arrancados. Eu estou com muito medo.
- Mas, quem a matou? – Pergunta Luke, confuso.
- MANTENHAM A ORDEM! – Grita o Líder. – Iremos resolver isso pacificamente.
- Deixe que eu irei recolher o corpo dela. – Diz Kuurt.