CAPÍTULO X- Escolhas. -Feito por Luketyto
Os agentes chegaram rápido no quarto de Tai.
A visão que tiveram era pavorosa. O corpo da rata jazia estirado no chão, com uma enorme poça de sangue ao seu redor. Ela estava quase irreconhecível, pelo seu nível de mutilação. Cortes enormes percorriam seu corpo, especialmente na região do peito e da barriga. Uma das mãos estava separada do resto do corpo, e as pernas estavam estendidas em ângulos estranhos, bem como os braços. Mas o pior, o pior de tudo era o rosto da rata. Ele estava terrivelmente deformado, com a boca aumentada por um corte transversal e a língua decepada, rolando para fora em uma posição no mínimo maligna. As orelhas não pareciam mais orelhas, e sim trapos ensanguentados Os olhos... Os olhos poderiam ser considerados a pior parte. Não eram mais do que coisas ensangüentadas, como bolas estouradas com uma tesoura. Ela parecia... Errada. Como uma boneca colocada no microondas.
Kuurt foi o primeiro a entrar. Mesmo com tudo o que havia passado como rebelde, seus pêlos se arrepiaram ao ver a figura no chão. Atrás dele, vinham Nedle, Quiqui e Guzonaro. Os outros vinham atrás, bem como os novos recrutados.
- Não deixem que as crianças vejam isso. –Disse Guzo, enojado. A tristeza começou a crescer dentro dele aos poucos quando a ficha começou a cair e ele se lembrou de quem realmente estava estirada ali no chão.
Os outros sentiram o mesmo quando a viram.
- Venham, crianças. –Disse Luke, com sua voz áspera e seca, vendo uma chance para sair daquele lugar e a agarrando no ar. Ele havia aprendido a ser frio em seus anos como agente, mas aquilo não lhe trazia boas lembranças. –Não vão querer ver isso. –Disse ele aos novos agentes.
- Não somos crianças. –Disse Bruh, indignada.
- Ok. E eu sou um soldado de Ratler. –Retrucou o rato.
- Você é? –Perguntou Stroonda, preocupado.
Luke lhe lançou um olhar homicida com seu único olho, e nada respondeu. Os dois jovens ficaram quietos, percebendo que era melhor não insistir no assunto.
Eles passaram pela porta da sala de armas. O atirador de facas resolveu quebrar o silêncio tenso.
- Por que escolheu a katana? –Perguntou ele a Bruh. A rata se encolheu com o bafo estranho do rato, uma mistura de tabaco, maconha e álcool.
- Porque sim. –Respondeu ela, encarando-o de volta com a mesma intensidade que ele a olhava.
- Me dê uma resposta coerente, jovem. –Tornou Luke, ameaçador.
- Porque ela era a melhor escolha. –Respondeu ela, então.
Luke a encarou.
-Está certa. –Ele disse.
Então sacou de um pequeno bolso em sua calça uma faca prateada de duas pontas, totalmente afiada. Era sua preferida, Terminus, aquela que roubara da corte de Ratler. Ele nem menos olhou quando a atirou sobre Stroonda, que se abaixou antes que Terminus cortasse sua cabeça fora.
- ESTÁ LOUCO? –Exclamou o jovem. –PODERIA TER ME MATADO!
- Claro que não. –Respondeu Luke, caminhando até a parede onde sua faca ficara presa e retirando-a dali com um gesto displicente. – Você fez a escolha de não morrer quando se abaixou, assim como eu fiz a escolha de não matá-lo quando a atirei de uma forma que você pudesse ter uma chance de escapar da morte por suas lâminas. E depois... –O rato caminhou até Stroonda, que o encarou valentemente, embora suas pernas tremessem ligeiramente. –Você fez a escolha de me insultar.
- Ele estava certo. –Bruh falou, atrás de Luke. –Você é louco.
Luke suspirou. Haviam chegado aos quartos dos jovens.
- Entrem. –Rosnou ele. –E esperem que eu seja misericordioso nas próximas vezes também.
Os jovens entraram nos seus quartos, e Luke caminhou por entre os corredores, visando a sala de reuniões, para onde todos iriam após ver o que fariam com o corpo de Tai.
Ele esperou até estar distante o suficiente dos novos agentes para rir. Sua gargalhada era rouca e seca como sua voz. Parecia um latido.
- Por que toda essa alegria? –Perguntou alguém atrás dele. Era Quipper.
Luke se virou.
- Nada demais. –Disse ele. –Assustar os novatos é algo que me diverte.
- Coitados. –Respondeu Quip, com um sorriso. – Não foi aquela história das escolhas de novo, foi?
- É claro que foi. –Riu Luke. –Lembra-se da última vez?
- Lembro. –Retrucou Quiqui, sombrio. –Preferia esquecer.
- Ótimo, então esqueça. –Retrucou o amigo, provocador e sádico, como era. -Todos esquecem. Mas há aqueles que trazem as lembranças à tona. –Ele sorriu. -Eu posso ser um desses.
Quiqui estremeceu. Ele não queria mesmo lembrar.
- Você esqueceu. Deixou tudo para trás, lá naquela prisão. Não deixou? –Disse o agente incisivamente, sem pensar, e Luke se contraiu.
- Não fale sobre isso. –Murmurou ele, o punho se apertando contra uma faca.
- Tá. –Tornou Quip, meio culpado. –Deixe para lá. Achei que encontraria você mais triste.
- Não preciso derramar lágrimas para mostrar minha tristeza. –Retrucou Luke, relaxando um pouco.
- Estou aqui para te avisar que o Líder está te chamando lá na sala de reuniões. Você já está atrasado.
- Eu sempre estou atrasado... –Resmungou o rapaz de tapa-olho.
Enquanto isso, na Sala de Reuniões, o estado era de luto sombrio. O corpo de Tai havia sido levado para a sala da enfermaria, atualmente sendo usada como necrotério, e o Líder falava a todos. Kuurt estava sentado ao seu lado. Os outros rodeavam a mesa, e alguns derramavam lágrimas, como os amigos mais íntimos de Tai.
- A perda de Tainarak... –Disse o Líder. –Foi algo terrível para todos nós. Foi... Foi um grande dano. Não poderemos nunca nos esquecer de todas as ações que ela prestou a essa agência, e da vivacidade e alegria com que conduzia todas as suas ações. É com pesar que eu...
A porta se abriu.
- Desculpem o atraso. –Murmurou Quiquicp, envergonhado. Luke não disse nada, apenas se dirigiu ao seu lugar. Ele levava um cigarro na boca.
- Alguma explicação para isso? –o Líder perguntou friamente para Luke. O rato sacudiu a cabeça, dando de ombros. Apesar do sarcasmo, ele também parecia triste. O pesar influenciava suas ações.
O Líder suspirou. “O que eu faço com ele?” Pensou, antes de limpar a garganta.
- É com grande pesar que eu declaro seu corpo inutilizado. Seu espírito, desejo eu, estará agora flutuando suavemente sobre as relvas verdes do próximo plano.
Todos abaixaram a cabeça em sinal de paz e compreensão. Era um antigo ritual dos rebeldes.
- Apesar das perdas... –Disse o Líder, baixinho. –Precisamos continuar nossos planejamentos. Tainarak não gostaria que ficássemos presos a ela.
- Está certo. –Aprovou Kuurt. –O exército de Ratler está a dois dias de Micelândia. Não temos tempo algum. Eles vão se instalar em um galpão previamente preparado, a poucos quilômetros daqui.
- O tamanho do exército...? –Indagou Bxmice.
- Ratler aproveitará todas as chances que tiver para acabar conosco. –Respondeu Kuurt. –E seu exército não é pequeno; Estimamos que esteja em torno de cento e cinqüenta ratos armados.
- Um desafio. –Aprovou Quedrogameu. –Prossiga.
- E eu sugiro –Continuou Kuurt com voz sombria. –Que aproveitemos a chance tão bem quanto eles.
- O que está querendo dizer? –Perguntou Nedle.
- Estou querendo dizer –Respondeu o Sub-Comandante. –Que devemos plantar espiões na base inimiga. Devemos aproveitar totalmente nossas chances e descobrir a fonte de seu poder. Devemos descobrir como eles destroem as cidades tão rapidamente e matam os ratos com tanta eficácia.
“Precisamos descobrir quais são suas armas.”
CAPÍTULO XII- Escondidos. -Feito por Quedrogameu
Todos haviam parado depois da fala do Sub-Comandante.
Ninguém ali queria realmente invadir a base da FZ.
- Preciso de dois ratos para essa missão. –Falou o Líder com calma, sabia que não iria ser fácil levar algum deles para aquela missão.
Um frio invadiu Quedro, ele nunca esteve lá, mas mesmo assim sabia as historias.
Gritos, sangue e dor
Só isso aparecia nas historias de Luke, ele talvez quisesse voltar para libertar seus pais mesmo loucos. Alias ali muitos poderiam levantar à mão para chegar perto de Ratler e vingar a morte de seus pais, mas ninguém levantou a mão.
E o silêncio continuou, ate que...
-Eu vou. –disse Nedle.
-Certo Nedle. Preciso de mais um. –Falou novamente o Líder.
Os ratos se olhavam, realmente ninguém queria ir.
-Eu também vou. –Disse Quedrogameu.
- Certo. Nedle e Quedro fiquem aqui. Os outros arrumem suas coisas iremos partir hoje mesmo.
Todos saíram da sala rapidamente e um silêncio tomou conta da sala
- O plano é o seguinte... – continuou o Líder
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Todos os outros participantes primeiramente foram enterrar Tai que ainda estava no quarto, não havia nenhum sinal do suspeito e o clima era tenso.
Primeiro a chegada dos soldados e depois a morte sem nenhum suspeito, há não ser claro, Dehco, mas ele sempre estava à vista de Kuurt e ninguém ali sabia da existência do ‘Fantasma’.
Depois do pequeno enterro ao lado da casa todos foram arrumar as coisas, ainda não sabiam onde seria a próxima base, mas sabiam que teriam muito mais trabalho para construí-la.
-Sabem qual o lado bom nisso? –perguntou Louizx à Bx e Luke que estavam junto dele arrumando as coisas.
- Não há lado bom. – respondeu Luke jogando suas coisas dentro de uma pequena mala.
- Poderemos ter mais coisas na base... - disse Louiz.
- Se quiser trabalhar mais. – complementou Bx.
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-Entendido? –terminou o Líder.
- Sim – Disse Quedro.
- O.K – Falou Nedle.
- Agora arrumem suas coisas, nos levaremos para nova base. –mandou o Líder.
- Como saberemos onde será a nova base? – perguntou pensativo Quedrogameu
- Veremos, agora vão. – responde o Líder.
Os dois saíram da sala em silêncio para o quarto.
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Uns 30 minutos depois da reunião o Líder saiu da sala, com algumas malas.
- Prontos? – perguntou o Líder aos jovens.
- Sim – Disse Quip.
- Então vamos pegar um túnel ao sul. Nedle e Quedro vocês já sabem o que fazer. – Disse o Líder.
- Certo. – afirmou Nedle.
Todos os ratos começaram a andar atrás do líder que ia em direção de um dos corredores menos usados pela equipe.
Stron foi o ultimo a desaparecer no corredor escuro.
- Boa sorte. – Disse Quedro
- É vamos precisar. – Falou Nedle.
Eles subiram pela escada principal que dava para a pequena casa, lembrando sempre das ordens do Líder.
A primeira: Nunca usem seus poderes (essa especialmente para Nedle)
Saíram pela noite, uma nevoa em cobria a lua.
Começaram a andar entre as montanhas, como o plano do Líder.
Depois de uns 20 minutos começaram a ouvir o barulho ritmado das tropas. Ratler sabia que estariam em maior numero se não fariam silencio.
Eles ficaram escondidos atrás de uma pedra esperando pela ultima legião.
Não demorou muito e ela chegou.
Eles foram escondidos ate ao lado da ultima fila de soldados.
Os soldados pareciam vidrados no nada, com certeza não eram ratos comuns.
O primeiro a fazer o que o mestre pedira foi Nedle.
Segurou a boca de um soldado e o puxou para trás da pedra e ejetou no soldado uma seringa.
O Líder havia falado que nela continha veneno de uma cobra que matava rapidamente.
Quedroga fez o mesmo e os dois vestiram a armadura e se juntaram a fila.
Tudo parecia estar dando muito certo.
Como o líder havia dito, os soldados quebraram toda a casa e depois botaram fogo. Eles pareciam controlados, pois quebravam a casa em uma ordem própria.
E os dois jovens tiveram que se encaixar.
Era realmente difícil acreditar que estavam dentro sem problemas.
CAPÍTULO XIII- Base inimiga. -Feito por Stroonda
Passaram-se minutos, talvez horas, parecia uma eternidade para eles. Um cara que tinha escrito na camisa: Sub-Coronel se encostou a Nedle.
- Você é uma molenga? O que está fazendo tão perto de – Ele se inclinou para ler o nome que tinha na camisa de Quedroga – André?
- N... Não Senhor, quer dizer, Desculpa senhor!
- Ah, assim que eu gosto de ver.
Assim que o soldado saiu Nedle falou com Quedroga:
- Nossa, aqui eles são muito rigorosos.
- Sim, estamos na turma de “Novos Soldados”. Nossa, você está tremendo, ficou com medo do coronel?
- Anh... Claro que não! E como sabe que estamos na turma de Novos Soldados?
- Só olhar ali naquela faixa em frente.
Nedle se sentiu como um idiota por não ter visto a faixa tão grande, então ficou quieto.
- Aff, que dor nas pernas – Diz ele.
- Para de reclamar cara, minha perna está toda doendo também.
- Ok. Será que vai demorar muito?
Assim que ele falou isso avistou uma montanha que parecia bem íngreme.
- Aaah, agora teremos que subir uma montanha!
Mas eles não podiam fazer nada, aliás, o plano era entrar e descobrir, segredos e onde fica a sede de Ratler para atacá-los e libertar – provavelmente – prisioneiros.
Assim que subiram notaram uma casa, muito estranha, era preta, videiras velhas e amarelas cercavam quase a casa toda.
- Acho que chegamos – Fala Quedroga.
- Ah você acha? – Diz quase que ao mesmo tempo Nedle.
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- Que chatice, ainda vai demorar muito? – Pergunta Stron.
- Não sei, nunca vi esse corredor aqui – Responde Louiz.
- Calma meninos, já estamos chegando – O Líder estava longe mas conseguia escutar a pergunta de Stronda, claro que ele deveria ter os sentidos bem aguçados, mas assim de tão longe?
Passaram-se minutos, 10, 20, meia hora, silêncio horrível, paredes pretas, pinturas parecendo assustadas e finalmente chegaram a um quartinho pequeno e um alçapão, somente isso, dentro dele.
CAPÍTULO XIV- Poderes. -Feito por Nedlemouse
O Líder e os outros que o seguiam acabaram chegando a uma porta, ela dava para uma escada, e por fim, a um lugar subterrâneo, não escavado. O Líder parou e disse:
– Eu já previa que teríamos que encontrar outra base, por isso mantive aquele corredor, enquanto mandava alguns soldados escavarem para mim. Bem, aqui será nossa nova base, mas primeiramente devemos escavá-la.
Todos resmungaram, por haviam percorrido todo aquele corredor, por muito tempo, e estavam realmente exaustos. Quip então indagou:
–Líder, não poderíamos ao menos descansar? Passamos horas até chegar aqui.
– É verdade, estamos realmente cansados. – Disse Louiz, sentando-se num assento lamacento.
– Bem, eu também estou um pouco cansado. Talvez devêssemos realmente parar um pouco. Vocês tem uma hora.
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Os soldados da FZ foram se aproximando da casa. Dessa vez, não parecia que eles iam destruí-la, na verdade, observando de mais perto a casa, podia se ver alguns outros soldados a espera deles. A casa se mostrava quase como um quarto coletivo, apenas para que eles pudessem descansar.
Nedle e Quedroga estavam tentando entender o que se passava, os soldados formaram uma fila, e eram inspecionados pelos outros soldados. Eles murmuraram entre si alguma coisa, e assentiram. A fila ia andando, mesmo que lentamente, quase a chegar à vez deles, Quedroga caiu no chão, e começou a tossir fortemente, e espernear.
Isso chamou atenção dos soldados. Enquanto isso, Nedle passou levemente despercebido pelas tropas, e entrou na casa. Ao ver que Nedle passou, e Quedroga parou de tossir e espernear, dando uma desculpa de que era um crise de asma.
Nedle olhou para os bolsos, havia guardado a faca de Quedroga, para que ele não fosse pego. Os dois se encontraram lá dentro. A casa era grande, revestida de camas por todos os lados. Havia alguns corredores e portas entre algumas camas, isso chamou a atenção de Nedle e Quedroga.
Os soldados que faziam a patrulha externa também pararam, era a hora de descansar (Mesmo que fosse dia). Os soldados haviam trocado apenas alguns pares de roupas, e depois foram para a cama. Quando o auge do dia chegou, Nedle se levantou como um gato, e acordou Quedroga, levemente. Os dois andaram até uma das portas da casa.
Ela dava para uma escada funda, parecia ser um porão. Eles se esgueiraram por ali, até chegar ao fundo. O lugar parecia um local de estratégias, onde estavam mapas, pequenas tachinhas que deveriam significar as bases mais próximas. E alguns tanques miniaturas, que estavam estrategicamente distribuídos pelo mapa.
– Ei, vamos levar isso para o Líder, talvez ele saiba o que fazer com isso. – Disse Nedle
– Nós devemos ir, antes que o grupo saia, pelo que posso ver por esse mapa, o próximo ponto de ataque, é a nossa antiga base, devemos destruí-la, para que eles não possam achar nada sobre nós.
– Certo, procure por mais alguma coisa.
Eles rodaram a sala, a procura de mais algo importante, mas só acharam bússolas, armas e outros bonecos de marcação do mapa. As escadas ruíram, as orelhas alertas de Quedroga e Nedle se aguçaram, e eles se esconderam rapidamente.
Das escadas desceram dois soldados, um conhecido, o Sub-Coronel, e outro, que parecia ser o soldado da vistoria. Eles conversavam sobre alguma coisa:
– Mas então, nossos soldados trazendo novos integrantes falharam? Eles não voltaram?
– Sim Coronel, parece que eles foram abordados no caminho, e foram encontrados mortos próximos a o que parecia ser uma base, mas não das nossas.
– Humm, talvez nosso Líder goste de saber disso. Vamos mandar tropas para lá, está certo Comandante?
– Certo senhor Coronel!
Depois os dois ficaram apenas conversando sobre assuntos supérfluos, e depois saíram. Nedle e Quedroga, então, suspiraram e saíram de seus esconderijos.
– Eles vão atacar nossa antiga base, devemos ir Nedle, agora!
– Certo, mas como vamos sair, sem que ninguém perceba?
– Não sei, mas temos que tentar, e logo.
– Certo, vamos tentar sair por onde entramos, porque acho que os soldados, além do Coronel e do Comandante, estão todos dormindo.
Quedroga assentiu, e os dois subiram as escadas. O corredor de camas estava quieto, só haviam soldados dormindo. Os dois foram andando em direção da porta, cautelosamente. Abriram-na, mas foram recebidos pelo Coronel lá fora. Os dois se assustaram.
De repente, o exército de soldados que estava dormindo, estavam já com armas apontadas para eles. O Coronel então, quebrou o silêncio dizendo:
– Vocês dois realmente acharam que eu acreditei naquela história de André? E depois daquela “crise” de asma? Meus soldados são bem treinados para serem frios, e completamente seguros. É por isso que o fim de vocês está próximo. Soldados, preparem as armas.
Os soldados miraram nos intrusos, prontos para atirar a qualquer momento. Quedroga estava quase morrendo naquela situação, mas Nedle parecia calmo, e concentrado. O Coronel então gritou:
– Atirem!
As balas foram rápidas, mas Nedle também, ele ergueu as mãos, e as balas pareceram refletir em um escudo. De repente, viu-se Quedroga e ele correndo para longe do lugar, e Nedle parecia mancar, talvez por causa de ter usado grande parte de sua energia.
O Coronel completamente impressionado, ficou furioso, e gritou:
– VÃO ATRÁS DELES!
Os soldados correram, mas Nedle e Quedroga já estavam no alto da montanha. Ao passar a montanha, Nedle caiu, cansado, ele gemeu de dor. Quedroga parou, ao vê-lo.
– Nedle! O que houve?
– Eu não posso usar meus poderes tão frequentemente quanto pensam... eu não agüento mais correr.
– Tudo bem amigo, vem aqui. – Quedroga pegou Nedle pelo ombro. – Eu te ajudo, até chegarmos a base.
– Obrigado, eu só preciso... descansar.
Quedroga foi o mais rápido que pode, sem machucar Nedle.
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– Ótimo, vocês estão gostando do novo lugar que vamos ter? É incrível mudar de base! – Disse o Líder.
Ninguém respondeu, todos só olharam irônicos para o Líder, como se ele houvesse dito algo totalmente errado.
– Ah, que isso, nem deve cansar fazer essas coisas.
– Então vem fazer no meu lugar. – Disse Guzo para ele mesmo.
– Eu escutei, certo senhor Guzonaro?
Guzo ficou vermelho. O Líder então disse:
– Vou verificar se Nedle e Quedroga já cuidaram do que nós havíamos combinado, fiquem aqui.
O Líder saiu pelos corredores. Ele era realmente rápido quando queria, parecia que se tele-transportava a cada passo. Ele chegou até a antiga base, encontrando Quedroga e Nedle chegando pela porta secreta. Ele pegou Nedle pelo braço, tentando ajudar-lhe a se apoiar.
– O que houve com você? Bem, você me explica isso na outra base, agora Quedroga, faça o que eu te pedi, enquanto eu cuido do Nedle.
Quedroga assentiu. O Líder levou Nedle para a outra base, os outros se entreolharam quando viram Nedle naquele estado. Luke parou o que estava fazendo, e foi até ele dizendo:
– O que você já andou fazendo seu psicopata?
– Eu só devo ter bloqueado umas seiscentas balas com um escudo de energia. – Disse Nedle rindo, mas depois voltando ao estada semi-morto dele.
– Você é louco! Nunca mais faça isso.
Nedle não respondeu, ficou apenas olhando para Luke, com os olhos serrados, e com uma cara de quem não tinha como não fazer aquilo.
– Tudo bem senhor Luketyto, eu vou cuidar dele. Daqui a pouco ele vai melhorar, agora volte a trabalhar.
Luke voltou para a sua escavação, revoltado. Guzo disse irônico:
– E onde está o fracote do Quedroga? Ele morreu? –Disse Guzo quase rindo.
– Não, ele está fazendo o favor que pedi para ele.
O Líder então deitou Nedle em um colchão improvisado, e o deixou numa posição confortável para que ele pudesse descansar. E pegou um pouco de água e molhou um pano para deixar na cabeça de Nedle, que estava queimando de febre.
Quedroga apareceu, e foi avistado por Guzo, com uma cara não muito boa. O Líder se aproximou dele e disse:
– Então, o que vocês conseguiram?
– Esse mapa. Tem as localizações dos próximos pontos de ataque e das bases da FZ. E se você perceber, tem um ponto central, parece ser uma base-mor. Talvez seja onde Ratler se esconde.
– Certo, vamos planejar tudo, completamente.
O Líder se virou, e então viu Nedle gritando coisas sem sentido, ele estava começando a delirar. O Líder então, tentou ir trocando a água, mas não adiantava. Quip tentava seus remédios, mas não estavam adiantando. Nedle não estava mesmo preparado para aquilo.
CAPÍTULO XV- Revelações. -Feito por Louizx.
4 dias se passaram.
As obras de mudança da Base estavam quase prontas. Haveria outra missão após a mudança. E ela não seria das pequenas, pelo jeito.
- Bem, estamos quase terminando, o que falta? – Disse o Líder, para um auxiliar.
- Apenas trazer o arsenal de armas que capturamos das tropas de Ratler.
- Ótimo. Mande o Kuurt ir lá pegar o armário em que guardamos elas, e comunique aos nossos ratos que iremos ter uma reunião daqui a 20 minutos.
- Sim Senhor!
O auxiliar caminhou até Kuurt, e pediu pra ele o que o Líder falou, então, entrou numa sala, e gritou no megafone:
- REUNIÃO DAQUI A 20 MINUTOS! SE APRONTEM!
Kuurt pegou rápido o arsenal, ele era forte pra caramba, e trouxe ele nas costas, e colocou no devido lugar.
Passaram-se os 20 minutos, todos foram para a sala de reuniões, agora era como, como um... auditório. Todos ficavam sentados numas cadeiras, e lá na frente, o Líder falando num microfone. A Nova Base era... mais tecnológica. Não, não tanto pra bazookas e metralhadoras de 500 balas, mas estava saindo da madeira e terra, foi para... metal.
- Olá. Bem, vamos começar falando sobre a nova Base, então, gostaram dela?
- Sim! – Disseram todos, em coral.
- Isso é uma boa notícia. Depois eu vou deixar vocês escolherem seus próprios quartos. Bem, agora é o mais importante: A missão. Quedrogameu e Nedlemouse foram na base da FZ, e coletaram um mapa, com a localização dos dormitórios, arsenais, salas, tropas e tudo. Nós faremos um ataque lá em breve, e esse vai ser pra valer. Com esse ataque eu pretendo refazer o mundo do jeito que era antes.
Todos esticaram seu pescoço naquele momento. Claro, o que você tanto esperava por vários anos pode ser realizado em talvez menos de uma semana, mas com sua vida em risco. Meio chocante, não?
- Isso mesmo que vocês ouviram, este será o fim. Ou o nosso, ou o deles. Não podemos essa era continuar por mais tempo. Muitas pessoas estão sendo mortar por causa disso, precisamos derrotá-lo o mais cedo possível.
Um rato levantou a mão.
- Fale.
- O planejamento já está pronto?
- Quase. Kuurt e eu estamos dando os planos finais, daqui a pouco contaremos. Vamos fazer um intervalo, preciso falar com o Kuurt na minha sala, já voltamos.
Os dois saíram do auditório. E todos começaram a conversar sobre isso.
- Cara, isso foi bem repentino. Nossa missão pode acabar hoje gente! – Disse Louiz
- Pois é, mas fácil que não vai ser... – Quedro comentou.
- Não sei se estou pronto. – Disse o Guzonaro, preocupado.
- Vamos lá gente, tem possibilidade do Líder fazer com que seja uma coisa fácil, sem ser preciso a luta, ou a guerra, apenas a morte silenciosa. – Falou Kurtzadena, sempre otimista.
- Espero que esteja certo... –Disse o novato Stronda.
Então eles ouvem um barulho, como uma explosão, que pareceu ter vindo da Sala do Líder.
- O que será que foi isso? –Falou Luke, sério como sempre.
- Vamos conferir.
Os ratos saíram do auditório, e caminharam para a sala do Líder. Quando chegaram, tiveram uma surpresa: A porta estava detonada, Kurt estava deitado, acordado, mas com um tiro no ombro, e com o olho roxo, a sala estava destruída, e o Líder não estava lá.
- MEU DEUS, O QUE ACONTECEU AQUI KURT? – Disse o Quip, desesperado.
- Argh... u-uma sombra apareceu por aqui, então ela desapareceu do corpo do rato, ele era cinzento, como eu, e-eu não me lembro co-como era a a-aparência dele, só-só sei que eu tentei... cof... lutar contra ele, mas ele me deu um soco como a velocidade da luz, e então, atirou no meu ombro, fiquei meio desacordado, mas conseguir ver ele lutar contra o Líder, mas ele acabou segurando o-o Li-líd-e-rrr e... AAAAAAUGH... se-se tele...
Então ele desmaiou.
- Caramba, ele está muito mau, vou ter que leva-lo para a enfermaria. E agora? O que vai ser de nós?
- Eu vou cuidar da Base, e falarei com o Kuurt quando ele melhorar.
Então o desespero bateu em todos. Uns começaram a chorar de medo, outros começaram a rezar, Nedle e Luke ficaram quietos. Então o dominador de facas frio foi botar ordem:
- FIQUEM CALADOS! ESTA É UMA SITUAÇÃO MUITO RUIM, MAS DEVEMOS FICAR CALMOS. KUURT IRÁ ME DETAHAR O QUE EXATAMENTE OCORREU NAQUELE ATAQUE, MAS POR FAVOR FIQUEM QUIETOS PARA EU ME CONCENTRAR.
Todos pararam, e ficaram calados no canto deles.
- Ok, falarei para o Kuurt me contar como estava o Plano, e irei termina-lo, e iremos agir o mais rápido possível. E eu já vi o Ratler uma vez. Foi ele que entrou em ação aqui, e foi ele que capturou o Líder, pois ele é praticamente um gêmeo do Kuurt.
Quip entrou no corredor, e falou:
- Ele está bem, precisa descansar um pouco, o tiro não foi grave, seria pior se tivesse acertado em outro lugar. Ele já acordou.
- Vou falar com ele. – Falou Luke.
Luke foi para a enfermaria, e conversou com Kuurt:
- Então, Kuurt, o rato era cinzento... e ele fez o que com o Líder?
- Ele era praticamente um gêmeo meu. Ele tinha uma incrível habilidade de luta, e estava empatando com o Líder, só que ele segurou o Líder, pegou um aparelho, apertou um botão e uma sombra cobriu os três, e eles desapareceram.
- Como assim, três?
- Covarde estava lá.
- Interessante,
Os dois ouviram um barulho entre os armários de remédios, então apareceu uma outra sombra. Luke agiu rápido e pulou como uma voadora na Sombra, então a substância escura desapareceu. Era Dehco. Ele caiu.
- DEHCO? KURT, VOCÊ NÃO TINHA MATADO ELE?
- Foi o Líder que enviou ele para a sala...
- Bem, agora eu te mato.
Luke sacou uma faca, e atirou rapidamente em Dehco. Ele desviou, e pulou para dar um chute giratório, Luke se abaixou, e pegou o pé dele, e Dehco caiu. Luke jogou Dehco para a parede, e deu um chute aéreo em seu estômago. Dehco caiu gritando de dor, e Luke chutou ele, ele sacou outra faca, e quase matou Dehco, mas ele deu um golpe de capoeira, e chutou a faca para longe.
Ele levantou, e deu um chute na cara de Luke, deu dois socos na cara dele, e Dehco golpeou Luke com sua faca em seu braço. Ele começou a sangrar um monte.
Então Kurt levantou.
- Você não lutou assim quando eu fiz seu teste.
- Só fingição.
Dehco correu com sua faca em Kuurt, quando chegou nele, Kuurt se esquivou para o lado e “passou o rodo” em Dehco. Ele caiu.
- Senti um Dejávu agora. – Zombou Kurt.
- CALE A BOCA!
Dehco nervoso levantou, gritou, e saltou a uma altura surpreendente, mas Kurt também pulou, e deu um chute em Dehco bem lá em cima. O espião caiu, de um jeito bem doloroso. Kurt desceu levemente.
- Mesmo com um tiro no ombro eu ganho de você. – Zombou mais uma vez.
- CALE ESSA MALDITA BOCA! AAAAAAAAAAAHHHHHH
Dehco explodiu de fúria e correu numa grande velocidade contra Kuurt, mas ele se abaixou, e encaixou uma “tesoura” em Dehco, que caiu com os tornozelos quebrados.
- DROGA!
- Você nunca deveria ter me desafiado, morra.
Uma faca estava no chão, ao lado de Kurt, ele encaixou o pé nela, e a jogou na sua mão, então a pegou, e a infincou no coração de Dehco.
- Você-nunca-ganhará.
Essas foram as últimas palavras de Dehco.
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- Então você me trouxe para a sua Base, irmão.