INÍCIO- Como tudo começou. - Luketyto
O ano é 2013. Uma facção alemã chamada Fraktion der Zerstörung (Facção da Destruição) tomou conta do planeta. Eles estabeleceram o poder à força, usando mão de um enorme e misterioso exército, que atacava de noite e dizimava nações inteiras, sem deixar rastro. O frio e dominador líder, com nome desconhecido, conhecido popurlamente como 'Ratler' parece ter tudo o que sempre quis, mas nem tudo está perdido para os ratos.
Atuando às sombras da ratidade (humanidade dos ratos lol), uma organização secreta intitulada Heroes of Shadow (Heróis da Sombra) guerreia incessantemente contra o regime ditatorial. Eles atuam às sombras, principalmente à noite, e são conhecidos pelo povo remanescente como "Sombrios".O nome de seu Líder também é desconhecido. A liberdade é seu objetivo e sua vida, e eles não descansarão enquanto não obtê-la. Porém, o Ditador não vai deixar por isso mesmo, e as vidas dos nossos heróis estão apenas à um fio...
CAPÍTULO I- Reunião. -Guzonaro
01/03/2013, 10:00
Na cidade deserta de Micelândia, um dia uma grande metrópole, destruída por Ratler, o Líder, fica a base secreta da HS (Heroes of Shadow). Lá dentro, uma reunião de emergência foi convocada.
- Vamos correndo gente, não podemos nos atrasar. – Disse Louiz, apressadamente.
- Calma Louiz. Por que está correndo tanto assim? – Perguntou Guzonaro, intrigado.
- Reunião de emergência. Não ouviu o chamado?
- Burro! – Disse Quedrogameu, também correndo.
- Depois nós resolvemos isso... – Disse o Guzo, em tom ameaçador.
- Há há, to morrendo de medo. – Disse Quedrogameu.
- Galera, vamos parar de discutir e correr para a sala de reuniões? – Gritou Bxmice.
De repente, a porta da sala de reuniões se abre sozinha, saindo de lá o Líde, nervoso.
- O que esta acontecendo aqui? – Perguntou o Líder, gritando. Ele usava uma capa negra, era alto, extremamente poderoso.
- Calma Senhor, não está acontecendo nada. Só estávamos indo para a sala de reuniões. – Disse Tainarak, tentando acalmá-lo.
- Bem, vocês estão atrasados. O que deu em vocês para ignorarem uma ordem minha?
- Não é da sua conta. – Retrucou Luketyto.
Logo após ele ter dito isso, ele cai no chão, ferido.
- Isso é pra você aprender a respeitar seu superior – Disse o Líder.
- Não vamos perder mais membros, afinal, estamos em menor número. – Retrucou Quiquicp.
- Tem razão, e é por isso que eu os chamei até aqui. – Retruca o Líder, em tom desesperador – Quero que vocês recrutem mais pessoas para nosso grupo. Tentem chamar pessoas que estão sozinhas na cidade.
- Sim senhor. - Disse todos os ratos ali presentes.
- Muito bem. Dispensados.
Todos saíram, mas um rato, além do Líder, ficou dentro.
CAPÍTULO II- Discussões. - Luketyto
Luke enrolou uma atadura não muito limpa ao redor do ferimento no ombro. Ele não concordava com aquele tipo de hierarquia; Não depois de... O rato sacudiu a cabeça marcada por cicatrizes e tocou seu tapa-olho. Não queria pensar nisso naquele momento.
Mas havia alguém que poderia distraí-lo.
- Olá, Nedle. –Murmurou Luke ao ouvir o amigo chegando. Ou nem tão amigo assim.
Nedlemouse era muito mais prático do que os outros.
- Por que está perturbado? –Perguntou o jovem, ao ver Luke sacar uma faca.
- Como sabe se eu estou perturbado de verdade? –Perguntou Luke a Nedle, fechando a cara, e mirando a faca num alvo toscamente pintado na parede.
- Pelas facas. –Respondeu Ned, simplesmente.
- Eu sempre atiro facas. –Retrucou Luke, atirando a faca no alvo.
- Porque, quando está perturbado, você erra. –Disse Nedle, encarando-o.
A faca voou e voou, e se cravou no alvo. Ao lado da mosca.
- Argh. –Resmungou Luketyto. –Você mexeu a faca! –Acusou ele.
- Ora, mas é claro que não! –Respondeu Nedle. – Porque eu faria isso?
- Para que eu dissesse o porquê de estar nervoso.
- Ora, mas aí eu teria que ser muito manipulador, não acha?
- Mas você é.
Ned ia preparando uma resposta quando ambos ouviram passos. Eles se prepararam automaticamente. as patas indo para as armas. Então os passos foram reconhecidos e os dois relaxaram um pouco. Apenas um pouco.
- Bx. –Cumprimentou Nedle, ao vê-lo entrar no beco no qual estavam.
- Ah, são vocês! –Exclamou Bxmice. –Eu pensei ter ouvido duas velhinhas brigando.
- Alguma coisa contra velhinhas que brigam? –Disse outra voz. Quiqui aparecera atrás de Luke.
- Estamos falando de velhinhas brigando? –Perguntou outra voz, do lado de Bx. Tainarak estava empoleirada em uma caixa.
- Ah. –Resmungou Luke. –Acho que ninguém foi atrás dos outros ainda.
- Falou aquele que levou umas palmadas do Líder. –Riu Guzonaro, ao lado de Luke, que se sentiu tentado a jogar uma faca nele.
- Que tal se ligar em algum assunto pertinente, pequeno camundongo? –Retrucou outra voz, aparecendo sobre um dos muros do beco e depois pulando, suave e silenciosamente como um gato. Quedrogameu havia chegado. –O Líder me segurou lá dentro. Ele disse que queria que vocês se apressassem a seguir sua Ordem, antes que ele precisasse obrigar vocês a isso.
- Eu vou te mostrar quem é o pequeno camundongo aqui. –Respondeu Guzo.
- Calem a boca! –Disse Quiqui. –CALEM JÁ A BOCA!
- Não posso acreditar que você está apoiando ele! –Gemeu Guzonaro, magoado.
- Cale a boca e ouça. –Disse Tainarak. – Tem alguém vindo.
E eles logo iriam descobrir que talvez não fosse apenas um simples traunsente indefeso...
CAPÍTULO III- O Filho do Líder. - Tainarak
Enquanto isso em um lugar não muito distante, o filho do Líder, cujo nome era desconhecido - chamavam-lhe de Covarde, por nunca ficar perto do pai e assumir suas responsabilidades - estava colhendo deliciosas amoras, em sua volta tinha um belo jardim que era conhecido apenas por ele que tinha descobrido por acaso.
Covarde já estava de partida, por sua cesta estar quase cheia, pegou o mapa do lugar, colocou-o na cesta e foi caminhando; ele deu menos de cinco passos firmes quando ouviu um barulho estranho vindo dos arbustos, ele deu um passo para trás, o medo estava visível em seus olhos, ele não viu que tinha uma pedra e caiu sentado no chão, ficou apenas olhando para aquela fera desconhecida que saía pronta para atacar, Covarde começou a tocar amoras na fera, que ficou muito brava e saltou em cima dele, Covarde já podia sentir o seu passado passando diante de seus olhos, aquele era o cheiro da morte, aquele era o cheiro do medo, aquele cheiro sufocava qualquer pessoa, foi quando Covarde olhou fixamente nos olhos da fera e desmaiou.
Quando covarde acordou viu que sua cesta estava jogada em um canto e completamente vazia, e o mapa sumira, e o pior de tudo, ele não sabia como voltar para casa sem aquele mapa.
Voltou a colher amoras, pois a caminhada era longa, além do mais quando não se sabe para onde estava indo, quando a cesta encheu ele começou a caminhada sem saber aonde estava indo.
No mesmo tempo em que Covarde seguia seu caminho, na base secreta estavam continuando a discussão:
- Calem a boca! –Disse Quiqui. –CALEM JÁ A BOCA!
- Não posso acreditar que você está apoiando ele! –Gemeu Guzonaro, magoado.
- Cale a boca e ouça. –Disse Tainarak. – Tem alguém vindo.
E eles logo iriam descobrir que talvez não fosse apenas um simples traunsente indefeso...
Quando a porta foi violentamente aberta pelo Líder que disse furiosamente:
- Meu filho desapareceu!
CAPÍTULO IV- Fonte e Luta. - Quedrogameu
Quedrogameu já estava cansado das ordens do Líder, principalmente aquelas que se referiam ao filho.
Covarde.
- O que estão esperando, vão salva-lo! – Gritou o Líder.
- Não íamos recrutar mais pessoas? – Disse Quedrogameu com um tom de raiva.
- Vamos nos separar, uns recrutam e os outros procuram... –Disse Guzonaro agora mais calmo.
- Ele deve estar em algum lugar com acesso subterrâneo para a casa. Alguém o viu sair pela porta principal? – complementou Luketyto
- Não – falou Tainarak pensativa.
- Quais os grupos? – perguntou Quiquicp
- Hm... Guzonaro, Tainarak, Louizx e Nedle, vão procurar meu filho, o resto vai recrutar.
- Melhor... Não fiquei no grupo do Guzonaro – pensou Quedrogameu.
O Líder voltou para sua sala. Guzonaro, Tainarak, Louizx e Nedle se separaram e desceram algumas escadas empoeiradas.
- Então vamos... – Disse Bxmice desanimado.
Luke foi à frente, subiu a escada que levava para o térreo. Os outros o seguiram.
O Térreo da casa era como o de uma casa normal: Paredes pintadas, tapete, quadros, janelas e portas. A única coisa que fazia aquela parecer casa estranha era por fora, ela parecia uma casa abandonada. Com madeiras caídas, telhas quebradas e ate mesmo algumas teias de aranhas (Quiqui sempre tirava quando tinha coragem)
Eles começaram a andar para leste, existia uma pequena cidade ali e eles sabiam que alguns ratos se escondiam.
Quedrogameu colocou seu capuz, não gostava que os outros vissem sua expressão, mesmo que estivesse feliz ou triste.
Já estavam a pelo menos 5 km da cidade quando ouviram o gemer de rodas e passos fortes.
- Se abaixem- cochichou Quiquicp.
Eles ficaram abaixados por pelo menos 3 minutos e os responsáveis pelo barulho apareceram. Quatro ratos enormes com olhos vermelhos e com alguns cicatrizes pelo corpo puxavam uma carroça onde 3 ratos bem machucados estavam dentro. E é claro como todos os soldados de Ratler tinham uma pequena bandeira da Fraktion der Zerstörung amarrado no braço direito.
- Achamos quem recrutar – cochicou Bxmice animado.
- Não esta vendo os soldados? – cochicou Luketyto.
Mas para o azar deles os soldados ouviram.
- Agora vamos ter que lutar. – falou quedrogameu.
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- Que lugar lindo. –disse Tainarak
Aquele lugar era realmente bonito.
Havia uma pequena fonte de água no centro, a grama era muito verde e varias arvores de amoras se espalhavam em volta da fonte.
- Como ele foi se perder aqui? E só procurar essa fonte. - Disse guzonaro desanimado.
Os quatro caminharam ate uma pequena montanha que existia atrás da fonte. Aquele lugar parecia mágico e quando subiram na montanha descobriram isso.
Existiam varias daquelas fontes, com varias montanhas atrás delas e varias arvores de amora.
- Fu – pasmou Louizx.
- É, agora não é só procurar a fonte. – Disse Nedle encarando Gun.
- Nedle, tenta fazer uma trilha com as arvores. – Falou Tainarak cansada , já pensando no caminho que iam ter que fazer.
- O.K
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Os quatros soldados olharam em volta mais pareciam ter visto anda, então voltaram a andar. Quando Quiqui já estava pensando em um plano para atacar de surpresa, Bx teve uma brilhante idéia.
- Ei vocês ai. Venham me atacar!- Gritou Bxmice tirando a espada.
- Aff - Disse Quiquicp
Os quatro ratos se olharam, parecendo conversar mentalmente e então 3 deles vieram para cima do pequeno grupo.
Luke conseguiu acertar a perna de um soldado com uma de suas facas, Bx girou a espada para tentar acertar a canela de um dos ratos que conseguiu pular, mas Quiqui foi mais rápido e fincou sua adaga no olho do soldado, que começou a vazar pus verde.
-Cuidado é venenoso – alertou Luketyto
- Minha adaga – lamentou Quiquicp
Enquanto isso Quedrogameu lutava contra o outro rato com sua faca, ele tentou a cravar em baixo da costela do outro rato, mas ele desviou e deu um murro na cara de Quedrogameu ele voou e caiu com o braço direito em cima de uma pedra pontiaguda. Seu braço começara a sangrar, conseguiu se levantar, mas não adiantou muito a mão direita é sua mão boa. Só viu Luke, Bx e Quiqui lutando com os dois soldados que aviam sobrados.
Ele foi caminhando lentamente ate a carroça. Ali dentro aviam 2 meninos e uma menina.
-Quais são os nomes de vocês? –Perguntou enquanto desamarrava as cordas.
- Stroonda- disse o menino que estava mais ferido.
- O meu é Dehco- Disse o outro que estava ao lado da menina.
- Sou Bruhvizolli – Falou por fim a menina.
CAPÍTULO V- O médico e o morto. - Quiquicp
Quiqui andava por entre os feridos, trazia os remédios de cura que sempre levava consigo caso ocorresse algum acidente.
Antes verificou os prisioneiros, os três tinham machucados, ferimentos e cortes, porém a maioria não era grave (exceto os de Stroonda). Ele apenas enfaixou seus membros quebrados e jogou um tipo de pasta sobre os cortes.
Depois disso ele foi analisar seus companheiros, Quedrogameu teve que deixar um gelo em sua nuca e enfaixar o seu braço, o resto estava bem e não sentia dores.
Luke voltava de dentro da carroça após ter averiguado a mesma, trazia consigo uma caixa de madeira.
- Encontrei isso lá dentro. Alguém trouxe um pé de cabra?
Ninguém respondeu, portanto ele pegou uma de suas facas e começou a abrir a caixa.
- Não é nada de mais, apenas algumas armas e um pouco de munição. – Disse ele após abrir o objeto de armazenamento. – Podemos dar as armas para os novos integrantes da HS...
- Me desculpe, mas o que é HS? – Perguntou Dehco antes de Luke terminar.
Bx olhou para os lados, procurando encontrar um rato que os havia ouvido.
- Não podemos discutir isso agora. Ao chegarmos na base você entenderá tudo.
Luke puxou de dentro da caixa uma Katana, uma espada ninja japonesa.
- Uma Katana... interessante, e afiada. Boa para alguém que seja ágil e tenha sede por sangue. Alguém a quer?
A rata chamada Bruhvizolli levantou sua mão rapidamente, pegou a Katana e se juntou ao fundo do grupo ao lado de Quiqui.
Depois disso Luke levantou um machado, que foi aceito por Negoseducion, e uma simples faca que foi dada para Dehco.
- Acho que devemos acampar aqui hoje Luke. – Comentou Quedrogameu para o líder da missão. – Já está anoitecendo, e sair de noite por aí é suicídio.
- Concordo. – Respondeu Luke. – Monte as barracas e dormiremos aqui.
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Covarde seguia a trilha da floresta cuidadosamente.
Sempre olhava para trás procurando pela fera.
Até que em um momento ele virou uma curva e se deparou com um rato sem pupilas, tinha olhos brancos, fixando-o.
O rato fugiu Covarde ficou parado ali com medo.
Reconhecera aquele rosto dos livros de história do pai que ele lia sem o mesmo saber.
Ela era conhecido como: O rato da alma perdida, segundo os livros de história ele fora um irmão de Ratler que fora morto em um assalto de um banco.
Covarde correu rápido como um raio, dessa vez não olhava para trás porque seu medo era gigante.