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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

História- Final

CAPÍTULO XXI- Então, este é o fim? (Parte 2)

Feito por Luketyto
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Covarde encarou Ratler nos olhos e caminhou até ele.
– Você não tem o direito de tocar em nenhum de nós, Ratler. –Disse o rato, e sua voz era cruel. –Você não tem o direito de olhar para nós. Seu maldito traidor da espécie...
– Ora, ora, ora... –Sibilou Ratler em resposta. –Vejam só! Parece que aquele que nos fala com tanta ousadia nada menos é do que Covarde, o filho fraco e medroso do meu querido irmão...
– Você não tem o direito de falar dele! –Gritou Covarde. Ratler riu.
– E o que vai fazer comigo, Covarde? –Disse ele. –Vai me atacar? Será que quer mesmo acabar como o seu amigo? –O ditador apontou a mão cheia de cicatrizes para Luke, estendido diante deles, semimorto. –Você tem CORAGEM para acabar como o seu amigo, Covarde?
Covarde estava em conflito. Todas as células do seu corpo diziam-lhe para fugir dali, para ir embora. Todo o seu ser lhe ordenava que largasse suas armas e saísse correndo. Olhar para Ratler, zombando dele diante dos outros, e para Luke, um guerreiro experiente, o mais velho dos rebeldes, caído no chão, inteiramente machucado... Aquilo era demais para ele.
Mas o rato covarde não era mais o mesmo. O jovem havia feito uma promessa a si mesmo, e a promessa era de que ele honraria seu próprio pai e destruiria Ratler. Ele iria pôr um fim nisso. Ele nunca mais seria chamado de Covarde.
Então alguém pôs a pata no ombro de Covarde.
– Deixe ele comigo. –Disse Quedro.
– Eu... –O jovem pensou por um momento. –Juntos.
Quedro assentiu, e juntos ambos partiram para cima do ditador.
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Quip girou e bateu com o punho da espada em um soldado, fincando-a em outro, atrás dele. O jovem médico suspirou. Haviam mais soldados do que eles jamais poderiam ter previsto, pelo menos uns vinte para cada um deles. O rato tocou sua cicatriz acima do olho, e se lembrou de como a conseguira...
Ele se distraíra por tempo suficiente. Vindo das sombras, um enorme guarda alemão esgueirava-se por trás do rebelde, pronto para infincar sua espada-mosquete na nuca do adversário...
Mas o próprio guarda não estava preparado para Bruh, que pulou em seu pescoço e fez um corte transversal em sua garganta com a katana. A rata caiu no chão antes do inimigo, sem fazer ruído, e Quip a beijou.
– Salvando o dia, mais uma vez? –Ele murmurou para ela.
Bruh riu. Os dois sacaram suas armas, costas a costas, lutando simultaneamente contra 4 guardas cada um.
– Concentre-se, amor. –Disse Bruh acima do barulho. Os dois giraram, dando-se as mãos, para atingir dois guardas um pouco mais afastados, Bruh girou e, num movimento em diagonal, derrubou dois guardas, com o lado plano da katana, enquanto Quip desviava um ataque direto com sua adaga e a enterrava no peito de outro guarda. Bruh fez um movimento para ele e o jovem médico percebeu o seu significado imediatamente. Ela lhe dizia que fosse.
– Eu vou ficar bem! – Exclamou ela. –VÁ!
Quip correu. Ele precisava chegar até Luke, ou seria tarde demais para ele. Bruh estava segura, por ora, mas ele não tinha certeza quanto aos outros. Guzo, Louiz e Nedle estavam lutando mais adiante. Ele viu Nedle caindo, de relance, e quase 10 guardas voando para todos os lados...
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Luke ouvia barulhos indistintos ao redor dele. Ele pensou ter ouvido a voz de Covarde. Se lembrou de quando o filho do Líder era criança, e ambos saíam juntos da base porque não agüentavam as ordens do Líder... Na verdade, se lembrar do que quer que fosse era muito rápido agora. Ele parecia estar vendo toda a sua vida passar diante de seus olhos. O rebelde quase riu diante desse pensamento, mas rir doía muito. Ele estaria morrendo? Ele, Luke, estaria morrendo?
Não, não, não... Seria muito cruel. Que irônico, Luke pensou, contraindo-se com a dor em todo o seu corpo. Ter me esforçado durante toda a minha vida para evitar esse lugar, e, vejam só, morrer aqui. Morrer na corte de Ratler...
Não, aquele não era exatamente o local que ele teria desejado para seus últimos momentos. Em um momento de frieza, o rapaz avaliou seus ferimentos... Hematomas, cortes, escoriações... Ele estava acostumado com isso. As fontes da dor estavam localizadas no ombro direito e na pata traseira esquerda, machucada. Ele não a sentia. Estaria quebrada?
Se eu realmente vou morrer, Luke pensou, em um último esforço, então que eu morra como um homem e um guerreiro. Que eu morra como um rebelde. Que eu morra como um Líder. Um rato livre.
E o Líder dos Rebeldes abriu o seu único olho e percebeu que estavam perdendo.
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Feito por Guzonaro
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Enquanto Luke estava agonizando, Quedro e Covarde estavam lutando contra Ratler, porém Ratler era mais forte do que eles. Em um piscar de olhos, ambos estavam no chão.
- Há há há há... Acham mesmo que podem me vencer, ou me ferir? – Diz Ratler
Um silêncio toma conta do lugar, até que Quedro resolve falar
- Claro que não podemos vencê-lo, mas podemos tentar – Diz Quedro, já partindo pra cima de Ratler.
Uma gota de sangue cai no chão. É o sangue de Ratler. Quedro o atingiu no braço direito.
- Irá se arrepender! – Grita Ratler, fazendo um corte profundo na perna esquerda de Quedro.
- QUEDROGA! – Grita Covarde, assustado. Seu grito é ouvido por todos que estão por ali.
- Covarde... Vá! Fuja! Deixe-me aqui! – Diz Quedro, morrendo de dor.
- Não, não irei te deixar. – Responde Covarde
De repente, uma flecha aparece voando no meio da sala. Ela quase atinge Ratler.
Essa flecha foi atirada por um rato desconhecido.
- Quem fez isso? Quem ousa tentar me matar? Ah, é você...Pensei que tivesse te matado na explosão de sua base. – Diz Ratler
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Quip está correndo até Luke, porém, no caminho, ele vê Nedle, todo arranhado, com vários hematomas pelo corpo. Do lado dele, Guzo e Louiz estavam matando alguns guardas, para proteger Nedle.
- Quip, me salva. – Diz Nedle, agonizando
- Ai meu Deus, e agora, o que eu faço? Salvo o Luke ou o Nedle? – Pensa Quip.
Guzo e Louiz estão lutando, mas, durante a luta, Louiz pergunta para Guzo:
- Onde está o Stron? E o Bx?
- Aguarde que você verá.
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- Bx, não acha que devemos estar lá com eles para ajudá-los? – Indaga Stron
- Calma Stron, vamos esperar a Bruh, e colocar em ação o plano
- Mas, com oera mesmo o plano?
- É assim, vou te explicar...
Porém, na hora que Bx iria explicar o plano, 5 guardas aparecem e capturam Stron.
- SOCORROOOOO BX!! ME SALVA!!! – Grita Stron, desesperado
- Fique calmo, irei te salvar – Responde Bx, com medo.
Bruh aparece do lado de Bx
- Demorou demais hein Bruh... – Diz Bx, nervoso.
- Estive limpando minha katana... Mas, agora, vamos a execução do plano?
- Não podemos, temos que resgatar o Stron.
- O QUÊ?? ELE FOI CAPTURADO??
- Sim...
- Então, o que estamos esperando? Vamos atrás dele
Nesta mesma hora, Bx segura Bruh pelos dois braços e a encosta na parede
- O que está fazendo Bx?
- Bruh, você tem que me falar agora. Quem matou a Tai?
- Não vou falar.
- DIGA AGORA!!! SUA SOBREVIVÊNCIA DEPENDE DISSO.
- Ok, eu digo... Ninguém matou a Tai...
- O QUÊ??
- Isso mesmo que você ouviu, a Tai está viva.
- Mas eu vi o corpo dela...
- Você provou o sangue? Pelo menos cheirou ele?
- Não. Quem faz isso com um corpo...
- Pois é... Era ketchup. E o corpo era um cadáver que eu e ela encontramos na frente da HS.
- Mas... Por que fazer isso?
- Ora... Alguém tinha que ser o elemento surpresa né...
- Bem, mas... O que houve com ela?
- Ela se escondeu na base, mas, com a explosão, ela foi soterrada pelos escombros, e perdeu a memória. Acho que, a essa altura do campeonato, ela já deve ter a recuperado.
Bx fica confuso, mas resolve soltar Bruh e seguir ao resgate de Stron
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Um tempo se passou, Covarde e Ratler estavam numa luta feia, além do rato misterioso. Covarde já sabia quem era, mas ele preferiu não falar, para não se desconcentrar.
Quip chegou na sala, carregando Nedle. Ele resolveu curar o Luke e o Nedle juntos, e ainda viu Quedroga caído.
- Covarde, distraia o Ratler, enquanto eu os curo. – Diz Quip.
- Pode deixar – Responde Covarde.
Logo em seguida, aparecem Guzo e Louiz, que acabaram de vencer a luta contra os 10 soldados.
- Acho que não devíamos estar aqui, não é Louiz? – Pergunta Guzo.
- Não venha ser covarde agora Guzo, temos que ajudar na luta.
Então, Guzo vê Quedroga caído no chão, agonizando por causa de sua perna. Ele fica pasmado. Então, ele pensa:
- Meu Deus, eu briguei a vida inteirinha com o Quedro, por um motivo fútil, e agora, veja, ele agonizando, e eu podendo ajudar, mas, estou com medo, nunca senti isso antes. O que devo fazer?
- CUIDADO GUZO! – Grita Louiz, pulando na frente dele para segurar a faca que foi lançada por Ratler.
- LOUIZ! – Grita Guzo
A faca atingiu Louiz na cabeça, porém, não atingiu o cérebro. Louiz cai.
- Guzo, tire esta faca de mim.
- Pode deixar, vou tirar.
- Guzo, se você tirar esta faca assim, você irá matá-lo. – Diz Quip – Deixe que eu tiro. Vá, vá ajudar a Bruh, pois ela está demorando demais.
- Ok. – Diz Guzo, que corre em direção ao local indicado por Quip.
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Bruh e Bx estão correndo por um corredor estranho, quando veem uma porta. Ela está trancada.
- Afaste-se Bx, vou arrombá-la.
Bruh arromba a porta, e encontra a sala das máquinas.
- Veja Bx, a sala das máquinas. Bx? Bx??
Bx foi capturado por um guarda. Logo após, Guzo aparece, ele parece estar perdido.
- Guzo, venha cá – Diz Bruh
- Que foi Bruh?
- Fique aqui, cuidado para não ser capturado por nenhum guarda, ok?
Quando ela olha, ele também tinha sido capturado pelos guardas.
- Oh meu Deus, agora estou sozinha aqui. Ah, e agora? O que farei?
De repente, 8 guardas entram na sala.
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Ratler consegue manter Covarde longe, e o rato desconhecido também. Mas, Covarde não desiste.
- Jamais irei deixar você escapar vivo Ratler.
- Rá, rá, rá. É o que veremos.
Então, Ratler fura um olho de Covarde, o deixando cego deste olho.
- Aaaaah, meu olho! Seu...
- Fique calado, que eu te darei uma morte rápida.
Ratler começa a encher Covarde de pancadas. A HS ainda está perdendo. Mas, acontece um apagão. A luta está agora no escuro, que é o ponto fraco de Ratler.
O rato desconhecido tenta se aproveitar disso, mas é atingido e voa longe.
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Feito por Quiquicp
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A situação não estava nada bem para HS.
Simplificando tudo o que ocorria no momento: Quiqui tentava salvar Luke, porém sem sucesso: suas patas estavam cheias de sangue do companheiro.
Covarde lutava com Ratler, o herói começava a se cansar após ter perdido um olho, porém o líder não.
Bruh fora surpreendida pelos 8 soldados inimigos, tentava combater dois deles, porém outros 3 já a capturavam.
Aparentava ser uma batalha perdida.
Porém Kurtzadena ainda estava vivo e livre.
E sabia o que tinha que fazer.
Ele carregava o carrinho com o pedido de Bx.
O eco da batalha que acontecia já era audível, gritos, tiros e a morte. Era isso apenas o que era ouvido.
Ele tinha que chegar até Bx.
O tempo corria, o tempo, era o que eles precisavam: de mais tempo.
No meio do caminho ao local combinado do encontro ele encontrou o alvo.
Havia um total de 10 soldados do lado de fora do galpão.
Ele não tinha tempo, mas tinha que investigar.
Se aproximou, e viu Bx, Guzonaro e Bruh presos em uma parede do galpão, prestem a serem mortos.
Ele tinha que salva-los.
Desembainhou Kakó, ele sabia que provavelmente aquilo seria suicídio, também percebia que estavam perdendo.
Deixou o carrinho escondido e correu para o galpão com Kakó pronta para ser usada.
Alguns soldados perceberam, por sorte nenhum deles tinham armas de fogo, porém praticamente pularam em cima de Stroonda como ratos esfomeados quando veem um queijo.
O primeiro soldado foi morto rapidamente com a perícia de Kurtzadena na espada.
Formou-se uma roda de soldados em volta dele, obviamente ele foi capturado, nesse combate ele quebrou um braço.
Todos os soldados entraram de volta no galpão, carregando consigo Stroonda.
Esqueceram de seus prisioneiros.
Bx, enquanto acontecia o combate de Kurt se soltou. O nó em que fora amarrado não era do mais fortes, e aqueles soldados também não eram dos mais espertos.
Soltou Bruh e Guzo, e os três correram de lá.
Enquanto os soldados entravam no galpão eles formulavam um plano: Tinham que voltar no galpão e recuperar suas armas, depois salvariam Kurt e concluiriam depois o plano.
Acabou que acharam o carrinho com a parte essencial do plano.
- Explosivos. – Comentou Bruh, ao abrirem o carrinho.
- Exatamente. – Respondeu Bx – Vamos mandar esse maldito galpão de armas aos ares.
Se preparam para a missão de salvamento e destruição.
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Enquanto isso Quiqui cuidava de Nedle, um médico mais experiente fora cuidar de Luke e Louiz. Nedle estava em um estado menos grave que seus companheiros de quarto.
O aprendiz de médico cuidava de Nedle, enfaixando os cortes e curando os hematomas, pouco a pouco, com uma mistura de ervas medicinais, agua e dentre outros ingredientes.
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Enquanto isso Covarde lutava febrilmente com Ratler, enquanto o rato desconhecido matava hordas de soldados adversários.
A batalha parecia ser eterna.
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Feito por Stroonda
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Em pouco tempo, Luke, Nedle e Louiz já estavam ajudando Covarde a lutar contra Ratler.
Ratler tentou jogar Nedle na parede com seus poderes, mas ele se manteu firme e chutou Ratler, que conseguiu desviar por pouco.
Louiz tentou socá-lo, mas caiu no chão e não conseguiu se mover, Ratler estava usando seus poderes mais uma vez, ele parecia fraco cada vez que usava. Isso ajudaria nossos heróis.
Luke atirou uma faca, mas ela voltou em direção ao coração dele que com tamanha agilidade conseguiu desviar e segurá-la pelo cabo.
- Nada mal, tem certeza de que não quer se tornar parte da FZ? – Insiste Ratler.
- NUNCA! – Responde jogando uma faca no olho de Ratler, que a desvia e percebe outra faca vinda na direção de sua barriga. Um truque. A faca o atinge de raspão, fazendo um pequeno corte.
- Você vai pagar, insolente!
Com um simples movimento dos dedos, Luke caiu no chão, dessa vez, Ratler apertava seus punhos e Luke se contorcia, era isso, Ratler estava tentando explodi-lo.
Por sorte, uma flecha raspa na roupa de Ratler e ele olha da onde ela veio. O mesmo rato que quase atinge Ratler.
- Aff, errei de novo, estou ruim de pontaria – O rato usava uma mascará e uma roupa escura, assim, não dava para perceber se era homem ou mulher.
- Quem é você? – Pergunta Nedle.
Ele tira a máscara e percebe-se que era uma menina, Tainarak.
- Oi gente, que tal derrotarmos esse cara?
- Boa idéia – Responde Louiz dando uma facada nas costas de Ratler, por azar, ele conseguiu fazer a faca parar.
- Mas o que?
- Ainda acham que podem me vencer? – Fala Ratler.
- Achamos não, temos certeza - Diz Luke, jogando outra faca, junto com Louiz. Era o fim para Ratler, as facas vinham em duas direções, uma vinda por trás e a outra pela frente. Ratler fez uma ponte no chão e as facas passaram direto. Luke e Louiz pularam para o lado, quase que eram acertados.
- Essa passou perto – Murmura Louiz.
- Ainda com esperança? – Pergunta Ratler, dando gargalhadas.
- Já ouviu aquele ditado? “A esperança é a ultima que morre”.
Ratler jogou Louiz, Luke e Tai na parede, eles desmaiaram. Só sobrou Nedle, ele se mantia firme contra os poderes de Ratler. Teria que ser uma luta corpo a corpo.

Nedle sacou uma faca que escondia no short e partiu para cima de Ratler. Ele foi atingido na barriga, mas nada comparado ao murro que ele deu em Nedle, que cambaleou e por pouco não caiu. Pegou outra faca e jogou a Ratler, ele usou seu poder e fez voltar a atacar Nedle. Os dois, qual poder era maior? Eles veriam agora.
Nedle também usou as mãos para dar força, já Ratler rodou o dedo e fez a faca sair voando ao olho de Nedle, com uma força inacreditável.
Ele pulou para o lado e a faca cortou o rosto dele que sangrava sem parar.
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Feito por Louizx
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Nedle estava ficando fraco. Ele sentia o seu corpo ficando cada vez mais fraco, e não conseguiu ficar acordado, e caiu no chão, desmaiado.
- Bem, já foram os 4 inúteis, só você e eu, sobrinho. PREPARE-SE!!!
Ratler foi contorcer Covarde com o poder da mente, mas não conseguiu: Seus poderes acabaram.
- Droga, pelo jeito vai ser no corpo-a-corpo.
- Bem, que seja. VAMOS LUTAR!
Covarde pegou uma espada que estava no chão, e avançou em Ratler, e foi golpeá-lo na cabeça. Ratler abaixou, e lhe deu uma rasteira. Covarde caiu. Ratler pegou uma faca, e a tacou em Covarde, o garoto rolou pelo chão, escapando do golpe.
- É, nada mau, seu pai deve ter te treinado bem.
- Você está enganado, tio. Aprendi sozinho, agora, É HORA DA SUA MORTE!
E avançou de novo. Deu um chute aéreo, que acertou em cheio em Ratler, deu dois socos na sua cara, um chute no estômago, e pulou chutando sua nuca.
- Vou admitir, isso doeu um pouco. Mas não vai ser comparado a isso.
E Ratler correu com toda sua velocidade, que era surpreendente, parecia até um raio negro. De repente, num piscar de olhos, Covarde começou a sentir uma dor intensa na sua barriga. Ratler fez uma técnica antiga, que apenas mestres podiam fazer. Combinar velocidade com sua força, e golpear deixando-a fraca. Covarde caiu, com falta de ar extrema.
- Gostou, né? Agora, adeus, sobrinho.
Ratler apontou uma faca em Covarde. Só que de repente Taai acordou, e correu, e deu um chute com toda sua força na cabeça de Ratler. Ele foi pro lado, e tropeçou.
- É, doeu um pouco, mas foi inútil. Prepare-se para a morte.
E Ratler usou sua técnica, mas essa foi mais complexa, ele não apenas fez o golpe no estômago, como também deu uma cotovelada em sua nuca. Tai caiu imediatamente, desfalecida.
- TAI! NÃO! – Falou Covade, desesperado
Louiz e Luke acordaram. Covarde ainda estava fraco, e Nedle estava quase acordando.
- Bem, espere um pouco sobrinho. Já vai ser sua vez, mas primeiro esses dois.
- Luke, me atire para Ratler, estou com minha espada.
- Ok.
Luke pegou Louiz no ombro, e o jogou, Louiz rapidamente pegou sua espada, e foi golpear Ratler. O ditador conseguiu recuperar um centésimo de seu poder, e segurou Louiz com o poder da mente, e o jogou pra cima, e atirou sua faca, e acertou em seu ombro. Louiz caiu com toda a força, e estava desmaiado também. E não ia acordar tão cedo.
- LOUIZ! – Gritou Luke e Covarde, quase ao mesmo tempo.
- Quer saber? Vou te matar logo, sobrinho. Cansei de esperar.
Ratler pegou novamente sua faca no ombro de Louiz. Nedle acordou, e viu Ratler agindo. Ele conseguiu correr com seus poderes o ajudando, e acabou entrando na frente da faca que ia acertar Covarde. Ela acertou em seu coração. Nedle sentiu seu corpo esfriar. Ele estava morrendo. Se lembrou de seus momentos na vida, bons e ruins. Se lembrou de Ratler explodindo seus pais em milhões de pedacinhos, porque os poderes de seus pais eram fortes para armas, o Líder achando-o numa loja abandonada, matando os soldados, vendo o Líder morrer, e na atualidade, essa faca. E abaixou a cabeça e fechou os olhos.
- NEDLE, NÃÃÃÃO! – Falou Covarde, furioso. – ESSA FOI A GOTA D’ÁGUA, TIO. LUKE, SAIA DAQUI IMEDIATAMENTE. LEVE NEDLE E OS OUTROS. – Falou, e levantou. – TIO, PREPARE-SE PARA MORRER!
- Co-covarde?
- VAI.
Luke, respeitando o pedido, pegou os corpos da Tai e do Nedle. Ratler tentou impedi-lo com uma faca, mas Covarde levantou na velocidade da luz e meteu um chute na nuca de Ratler, que caiu, tropeçando. Luke saiu da Sala, e Covarde e Ratler ficaram a sós. Agora seria a Batalha do Destino. Covarde não era mais o Covarde. Ele agora estava furioso, poderoso e corajoso. Estava disposto a matar a raiz de todo o mal naquele dia. Ia matar seu parente, o maior inimigo da espécie dos ratos.
E a Batalha começou.
Covarde se arrumou, e correu numa velocidade surpreendente até Ratler. O vilão foi defender a espada de Covarde que estava na mão dele, e desviou de Covarde por um raspão, mas Covarde deu uma meia volta rápida e acertou uma parte da barriga de Ratler.
O vilão mancou, mas voltou à tona. Era sua vez. Pegou outra faca, e a atirou em Covarde, que desviou facilmente, mas levou um chute inesperado de Ratler, e havia dado um mortal rápido e um chute em seu estômago, que fez ele voar para longe. Covarde bateu na parede, mas voltou à tona. Estava meio machucado. Ele teve uma idéia. Começou e escalar a parede. Escalou no teto, Ratler ficou olhando, e mirando com sua faca. Sim, Ratler é um atirador de facas, como Luke. E atirou a faca, que acertou na camisa de Covarde. Ela rasgou, e Covarde ficou sem a camisa. Mas continuou escalando.
- VENHA AQUI E LUTE COMO UM RATO! – Ratler disse.
- Se é isso o que você quer...
Covarde deu dois socos no teto, que quebrou, e se segurou ali. Começou a balançar já acertava os pés no teto, e soltou. Ele começou a dar mortais. Ele só tinha uma chance de usar sua técnica.
Tudo isso durou em uma fração de segundos.
Covarde caiu com tudo, que chegou a quebrar uma parte do chão. Mas não foi por causa dos pés dele. Ele acertou Ratler com tudo. O vilão teve várias fraturas, e tentou levantar, e começou a mancar.
- Gostou, né? MORRA! – Falou Covarde.
Covarde pegou sua espada, e avançou.
- He-he. Bem como eu queria. – Disse Ratler.
Covarde estava prestes a dar o golpe final, mas Ratler fez uma técnica em que ele conseguiu chutar a espada e quebra-la no meio, e deu um golpe com os dedos no pescoço de Covarde. Este, caiu imediatamente, sonolento.
- O-o que-quê vo-você fe-fez em mim, su-sua ra-rata-za-zana?
- Simples. Suguei todo o seu poder. E recuperei meus poderes psíquicos. Prepare-se para a morte.
Ratler usou sua mente e fez Covarde voar para o alto. Ratler o segurou no ar.
- É HORA DA EXPLOSÃO!!!
- Não, NÃO POSSO DEIXAR.
E a explosão aconteceu.
- Está morto. O mundo é meu.
Mas de repente Covarde caiu, vivo, e acordado, com olhos obscuros.
- Você pagará, Ratler. Você não é da minha família.
- MORRA!
Ratler tentou usar seus poderes psíquicos, mas nada acontecia: Covarde ficou imune a esses poderes!
- É só o combate corpo-a-corpo, tio. Você não vai ganhar.
Covarde pegou suas bombas, a as atirou em Ratler, que acertou, e o vilão voou. Covarde começou a caminhar para Ratler.
Ratler pegou uma faca, e a atirou em Covarde, e começou a avançar. Covarde simplesmente segurou a faca, e a atirou de volta, em que acertou o braço de Ratler. A faca foi tão rápida que nem deu tempo de Ratler desviar. Ele andou pra trás e tropeçou, batendo a cabeça na parede.
- Você não ganhará, Ratler.
- Vai sonhando, sobrinho.
- Não me chame de sobrinho, você não é mais da minha família.
Covarde começou a correr e deu um chute aéreo na cara de Ratler, que já estava sangrando a beça.
Covarde estava em pé, na frente de Ratler. Ele se agachou, e falou bem na cara do vilão:
- Imaginar, que ontem mesmo você tinha o mundo a seus pés, agora está deitado e imóvel bem na frente do seu sobrinho, que tem apelido de Covarde. Você é patético, Ratler.
- Se é isso o que você quer, me mate logo.
- Não vou te matar ainda. Eu te humilharei na frente do mundo, seu panaca. Todo o Transformice vai ver Ratler, o cara que nos escravizou, dependente de nós.
- Me mate. ME MATE!
- Não. Você merece a dor.
Estava acabado. Ratler estava sob os pés de Covarde, sé é que podemos chama-lo assim.
O ditador foi derrubado.
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Feito por Nedlemouse
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Covarde agora estava imponente sobre o ditador perverso, que dominou um mundo inteiro por décadas de sofrimento e pavor por parte dos ratos de todo Transformice. Este não estava apenas morrendo de medo da sua inesperada morte, mas também estava morrendo de vergonha por ter sido incapaz de impedir alguém que era denominado de “Covarde”.
Covarde o olhava com desprezo, o ódio em seus olhos era incrivelmente visível, seus pelos estavam eriçados, como os de um ouriço, seus olhos semi-cerrados, a sua pata segurando firmemente a faca, suas orelhas aguçadas para qualquer movimento imprevisto de Ratler. Ele estava preparado. Ele cortou o silêncio novamente da sala, enquanto Ratler suava frio a seus pés:
– Vou mostrar a todos os seus soldados como você é insolente, e como pode estar perdendo para mim, tio. Eles vão rir da sua cara e você não poderá fazer nada, apenas se submeter as risadas áridas deles.
– Como você pretende fazer isso? Você não pode reunir todos aqui, sem sair de cima de mim. Me mate, isso é uma ordem.
– Você não está em condições de dar ordens a nem mesmo uma pulga. Eu vou lhe mostrar como irei fazer isso.
Então, Covarde estala os dedos, e eles surgem em um cenário totalmente novo. Um tipo de arena, onde os soldados da HS apareceram surpresos nas arquibancadas, Nedlemouse e Tainarak estavam sobre os cuidados de Quiquicp. Os outros apenas pareciam atônitos, por aparecem ali.
Por outro lado, os soldados de Ratler, e principalmente sua general cobra, aparecem num *puff* olhando para o ditador. No centro de tudo, estava Covarde rindo da cara assustado de Ratler. Ele parecia impressionado com o que o sobrinho acabara de fazer, tele-transportar múltiplas pessoas, de múltiplos lugares. Era assombroso a forma como fizera isso.
– Então, estamos todos aqui, reunidos para ver a humilhação do “Grande Líder”, do “Ditador supremo”. Ele vai perder a vida, para aquele que todos consideram fraco. Neste momento, ele vai sentir na pele o que fez com todos os ratos até hoje. Das milhões e milhões de cabeças que rolaram em seu nome. – Alguns soldados da HS aplaudiram o discurso – Mas então, o que acham todos de ver seu Grande Líder agora, próximo de sua morte?
Ouviu-se vaias do lado dos soldados de Ratler, e ao mesmo tempo, aplausos calorosos vindos da HS, onde felizmente, Tainarak e Nedlemouse retomaram a consciência, e agora já conseguiam até dar passos fracos, graças a medicina milagrosa de Quiquicp.
– Bem, não podemos adiar tanto o Grande Evento. Ratler, diga suas últimas palavras antes de declinar.
– Você vai pagar meu sobrinho, vai pagar. Soldados, peguem-no! – Mas infelizmente os soldados apenas observavam o ditador com certa pena nos olhos. – O QUÊ?! NEM MESMO VOCÊS VÃO ME APOIAR!?
– Não Ratler. Nem seus próprios soldados te apóiam. Ninguém te apóia. Agora, já que dissera as palavras que queria, não vamos prolongar isso.
Então, Covarde ergueu a faca (que por sinal agora parecia uma espada salvadora em suas mãos), e desceu sem piedade. Ao atingir o corpo do Grande Líder, raios negros começaram a sair do ditador, parecia uma energia fortíssima vinda dele, talvez fosse de onde tirasse seus poderes psíquicos. Covarde estava como que sugando aquele poder por meio da faca.
Então, de repente, Nedle ao ver a cena intrigante, se levantou e salto até o lugar, mas quando tentou tocar Covarde para tentar tirá-lo dali, ele levou algo como um enorme choque, e saindo voando pelos ares, parando próximo aos soldados da HS, mas ainda dentro da arena.
O corpo de Ratler se dissolveu à medida que a energia se emanava pela faca. O céu pareceu até mesmo se escurecer com os raios negros, e todo aquele evento acontecendo. Todos estavam boquiabertos com tudo, mas continuaram ali, apenas vendo aquilo. Quando tudo acabou, restava apenas Covarde, e uma faca no meio do nada. Ele se levantou, limpou a roupa, e virou o olhar frio e severo a todos que estavam na arena.
– Eu sou aquele que todos desacreditaram desde pequeno. Aquele desprezado, que todos pensavam ser o mais fraco, o mais inútil de todos. Vocês sempre pensaram que não era capaz. Vocês me denominavam de Covarde, por que temia a Ratler, e a ser morto por ele, e suas tropas. Meu nome é Will Turner Ratler. Não! Meu nome é Will Turner, eu me recuso a ter o sobrenome de um fraco, insolente, e esse sangue nas minhas veias. Eu agora me declaro, o novo Líder da humanidade. O novo todo-poderoso. O NOVO DITADOR DE TRANSFORMICE! – Um raio Desce dos céus nesse momento, atrás de Will.
Os antigos soldados de Ratler se curvam ao seu novo Líder, mas Luke se revolta ao ver aquilo, salta a arena e vai correndo em direção de Will. Mas de repente, algo o para, a general cobra lhe aparece na frente, repreendendo-lhe. Ele então percebe que não conseguiria chegar a Will sem antes lutar contra aquela cobra.
– É isso que você quer? É isso que você terá!
Luke dá um salto por cima da general, que tenta abocanhá-lo em pleno ar. Quando Luke termina o salto é surpreendido pela cauda da cobra, tentando lhe dar uma rasteira, mas Luke é astuto e rola para o lado. A cobra continua com as suas investidas contra Luke, que é obrigado a desviar de todas as tentativas furtivamente. Então Luke tem uma ideia, começa a correr como louco para uma das paredes da arena.
A General cobra sem saber o que fazer, apenas o segue, com muito agilidade. Luke ao se encontrar na parede, dá um salto e consegue se impulsionar mais para cima, com auxílio da mesma. Ele ergue a sua faca, e vê a general de boca aberta esperando a sua queda para digeri-lo.
Ele dá um sorriso malicioso no rosto, e desce com tudo com sua faca. Tudo foi muito rápido, Luke desceu pelo corpo da cobra, mas ao mesmo tempo rasgou-lhe a garganta e tudo que lhe apareceu pela frente. Ao fim, Luke estava todo ensangüentado, e cheio de uma gosma que parecia ter vindo do estômago da general. Ele volta para Will, que apenas levantou uma sobrancelha para o que ele fizera, como se não fosse nada perto do que realmente teria que fazer para derrotá-lo.
Luke voltou a tentativa furtiva de lutar contra Will, mas ao se aproximar, este levantou a pata e fez com que Luke parasse no ar e depois o jogou contra a plateia da HS.
– Você acha mesmo que seria tão fácil, apenas chegar, meter uma faca em meu peito, e tudo estaria resolvido. Ah Luke, você não sabe o que os poderes do titio podem fazer com você, junto com os poderes, vieram as memórias do que ele fez pessoalmente a você, todas as torturas que fizera, tudo, cada coisa. Agora entendo por que você é assim tão torturado psicologicamente. Vou lhe fazer em picadinhos moleque, tome cuidado comigo.
Luke estava quebrado na arquibancada da arena. Nedle estava acordando naquele momento, e os outros olhavam assustados para Will, que agora parecia estar se preparando para fazer algum ataque imprevisível. Nedle então olhou para Luke, e para Will, e viu que este ia fazer alguma coisa, e não seria nada fraco.
Will começou a mover as patas de maneira que Nedle conhecia(mas não sabia como conhecia tal técnica), ele ia realmente fazer Luke em pedacinhos, mas com os seus poderes. O tempo passou em câmera lenta naquele instante. Luke começou a se contorcer, lentamente, Nedle o olhou em desespero, Will contorcia os dedos e fazia outros movimentos inrelatáveis, os outros também pareciam apreensivos, e então, Nedle simplesmente esticou os braços e tudo parou.
O pessoal da HS agora estavam em sua base, Luke caiu, ao não ser mais erguido pela força tele-cinética de Will. Todos olharam para Nedle, mais atônitos do que quando foram parar na arena. Até que Louiz quebrou o silêncio:
– Nedle... como você fez isso...?
– Eu não sei... desde que acordei, me senti mas forte, e não entendo como sei de coisas que realmente não deveria saber, mas sei... algo aconteceu quando levei aquele choque ao tocar Covarde...
Tainarak levantou-se e foi até Nedle, tentando verificar se ele estava bem fisicamente.
– Parece que você sugou parte do poder de Ratler, e possivelmente, assim como o Covarde... quer dizer, Will... disse ter pego memórias dele. Você também deve ter pego algo do Ratler, Nedle. Deve saber de coisas que somente ele sabia.
– Sim, eu me sinto meio sombrio também, como se eu quisesse dominar o mundo, ou sei lá, algo assim.
– Influência das memórias dele. Descanse, é o melhor que podemos fazer. Quip, cuide do pessoal ferido, por favor, verifique se o Luke está bem, ok?
– Tudo bem Tai, vou verificar.
Quip saiu apressado, com Luke nos braços, para a instalação da nova base para “atendimentos médicos”.

História- Parte 4

CAPÍTULO XVI- Segredos & Verdades: O início do fim -Feito por Guzonaro-

Logo após o líder pronunciar a frase “Então você me trouxe para a sua Base, irmão.”, ele tomou um tapa na cara. Foi de um rato não identificado.
- Cale-se! Somente trouxe você para cá só por que desejo o seu bem. – Disse o rato – Irei te convencer a se juntar a mim. Juntos seremos os comandantes supremos deste mundo.
- Jamais irei me juntar a você. Não é por que nascemos na mesma ninhada que eu devo fazer tudo o que você faz. – Retruca o Líder.
- Silêncio, insolente. Covarde, venha cá.
- Sim, senhor. – Chega Covarde, que está hipnotizado.
- Faça com que ele durma.
- Sim, senhor.
O misterioso sai da sala. Então, o Lider tenta falar com seu filho, Covarde, para tentar tirá-lo da hipnose.
- Filho, fale comigo. Sou eu, seu pai. Eu estive muito preocupado com você. Aonde você estava?
Covarde não responde, e dá um chá de uma erva que faz a pessoa ficar inconsciente.
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Enquanto isso, na nova base, Quip estava curando Kuurt e Luke, enquanto os outros estavam consertando o buraco que foi feito na sala do Líder.
- Mas... Quem será nosso líder? – Pergunta Quedroga
- Cara... Não sei. – Responde Nedle
- Que tal o Kurt? – Sugere Guzo
- Hmm... Pode ser. Ele era o braço-direito do Líder. Mas temos que falar com ele antes. – Diz Louiz.
-Claro que eu serei o líder. Porém, teremos que ir até a base da FZ. Desconfio que o Líder está lá. – Diz Kuurt, antes de desmaiar novamente.
- Puxa, será que devo contar meu segredo? – Pensa Guzo, porém, ele acaba pensando alto, e Stroonda acaba ouvindo.
- Que segredo? - Indaga Stroonda – Por que ele é tão importante?
- Por favor, sem perguntas.
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Na antiga base da HS, uma mão começa a se levantar em meio aos destroços. Alguns ratos livres que estavam passando por perto veem aquilo, e vão tentar ajudar o rato que está de baixo dos destroços. Ao tirar, eles perceberam que ele estava sem memória.
- Onde estou? Quem sou eu?
- Calma, iremos te ajudar.
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2 dias se passaram após o líder ser raptado. Kuurt e Luke estão recuperados, mas Bruh pegou uma gripe terrível, e esta sendo tratada por Quip.
- E aí, como a Bruh está? – Pergunta Stroonda, preocupado.
- Ela está bem, irá se recuperar. – Responde Quip.
- Ufa, ainda bem.
Enquanto isso, na sala de reuniões...
- Temos que resgatar o Líder, de alguma forma. – Diz Kuurt
- Mas, como? – Pergunta Quedroga.
- Nós todos iremos numa missão suicida de resgate. – Responde Luke. – Se aprontem, iremos partir hoje à noite. Agora, vocês estão dispensados.
Todos foram para seus quartos, menos Guzo, que foi para um canto pouco conhecido da base. Mas, Louiz o seguiu. Quando Guzo chegou na área desconhecida, Louiz o parou, e perguntou pra ele:
- O que houve Guzo?
- Nada.
- Você está meio abatido. Me conte, o que houve?
- Estou em dúvida, se devo contar um segredo que carrego comigo faz anos.
- Hmmm... Faça o seguinte: conte para nós todos quando formos sair em missão.
- Ok.
Mas, um aviso interrompeu a conversa deles
- Atenção soldados, vamos partir! Vamos agora salvar nosso Líder. Venham até a sala de reuniões. - Diz Kuurt, pelo sistema de voz da base.
Todos vão até a sala de reuniões, inclusive Louiz e Guzo. Somente Quip e Bruh não vão, pois ela ainda está doente, e Quip está cuidando dela.
- Atenção, vou dar um mapa para cada soldado. Vocês irão seguir este mapa e também irão seguir as instruções que passei neste papel. – Diz Kuurt, enquanto passa os mapas e os papéis com as instruções.
- Senhor, nós iremos todos juntos? – Pergunta Nedle
- Sim, porém, quando estivermos chegando à FZ, iremos nos separar. – Diz Kuurt – Cada um vai por uma entrada da FZ, e iremos armar uma emboscada para resgatar o Líder.
- Agora, peguem suas armas, eu e o Kurt esperamos vocês lá fora. – Diz Luke
- Mas eu não tenho habilidade com armas – Retruca Guzo
- Se não quiser pegar arma, não precisa, seu tonto... – Diz Quedroga, irônico
- Só não te bato por que vamos para uma missão – Responde Guzo
- Louiz, você vai pegar aquela arma mesmo? – Pergunta Bx
- Claro. Não saio da base sem ela. – Responde Louiz.
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Na enfermaria:
- Quip, venha cá, por favor. – Diz Bruh
- Sim Bruh, diga.
- Eu tenho que te confessar uma coisa.
- O quê Bruh?
- Eu sei quem matou a Tai.
- Quem foi?
- Promete guardar segredo?
- Prometo.
Então, Bruh contou para Quip, que ficou impressionado, e desmaiou.
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Do lado de fora da base...
- Nossa, que medo – Diz Stroonda
- Fique tranquilo. Nada irá acontecer conosco, se Deus quiser – Diz Nedle, um pouco preocupado também.
Eles vão andando em direção à FZ, até que Louiz diz isso:
- Guzo, conte seu segredo para nós.
- Que segredo? – Diz Guzo, tentando disfarçar
- Ah, então era verdade, não é? – Diz Stroonda, com um riso na cara.
- Tá bom, eu conto. – Diz Guzo – Quando eu era criança, eu fiquei sabendo de uma história: Fiquei sabendo que o Lider e o Ratler são irmãos.
- IRMÃOS??? – Pergunta Luke, surpreso.
- Sim. – Responde Guzo. – Eu também fiquei surpreso quando soube disso, mas, por isso, fui pesquisar mais. Infiltrei-me na FZ, e roubei um álbum de família, e lá vi fotos do Líder e do Ratler quando ambos eram crianças. Eles se gostavam muito.
- Isso explica muita coisa... – Responde Kuurt.
- Mas... Não entendi... Por que Ratler então queria raptar o Lider? – Pergunta Quedroga, confuso
- Isso está na cara. Ele quer convencer o Líder a se juntar a ele, para que ambos possuam o controle do mundo. De acordo com esta história, eles ainda se amam muito. – Responde Luke
- Então, temos que correr. Pois, se caso o Líder rejeitar, o que eu acho mais provável, Ratler pode matá-lo. – Responde Louiz.
- Vamos correr! – Diz Stroonda
- Mas, vamos tentar ser cautelosos. Não sabemos o que poderemos encontrar pelo caminho. – Diz Kuurt
Então, eles continuam seu caminho, mas acabaram chamando a atenção de algumas criaturas, sem que eles percebessem.
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Na FZ...
- Ratler! Ratler! Acabamos de receber a notícia de que a HS está vindo.
- Isso não pode acontecer. Ah, já sei. Vamos matar o Líder.
- Mas, senhor... Ele é seu...
- Cale-se! Não importa o que ele seja meu... Marque o enforcamento dele para daqui a 2 dias, ao pôr do sol.
- Mas é tempo suficiente da HS chegar até aqui.
- Eles não irão chegar... Eu garanto.


CAPÍTULO XVII- A falha no plano -Feito por Luketyto-

O sentinela alemão levantou as orelhas, atento aos mínimos sons. Não era à toa que ele fora escolhido para ficar ali, no alto da mais alta torre da base central de Ratler. Era uma honra, ele sabia, e tinha muito orgulho de sua posição privilegiada na fria hierarquia que regia a corte da FZ, mas naquele momento sentia frio e o que mais queria era descer para a única refeição diária e depois dormir. Seu rosto, há muito treinado violentamente para não demonstrar emoção alguma, permanecia impassível, enquanto o vento o açoitava.
Então algo chamou sua atenção. A orelha do guarda virou para o lado bruscamente quando ouviu um silvo, e foi apenas o movimento rápido que o fez conseguir se desviar da faca de duas pontas, que se cravou com um ruído fluido na parede de pedra atrás dele.
Ele ouviu um palavrão dito em uma voz muito rouca, e sacou sua própria espada de mosqueteiro, fina como sua cauda.
- Q-Quem está aí? –Perguntou o sentinela, tremendo.
- Acho que a qualidade dos guardas daqui caiu muito, você não acha? -Ele ouviu uma segunda voz dizer. Então, antes que ele percebesse, uma outra faca, com escritos em grego, estava em sua garganta. A mesma voz, bem mais suave do que a outra, tornou a falar.
- Acha que devemos dar a ele a chance de proferir suas últimas palavras?
O soldado olhou para trás, tomando cuidado para não fazer movimentos bruscos que pudessem ser seus últimos. O que viu o assustou. Haviam dois ratos esguios e altos. O que o segurava trajava uma capa com capuz. O outro era um pouco mais alto, mais velho e mais triste, e usava uma jaqueta de couro negra, velha, e uma calça jeans. Ele usava um tapa-olho arranhado num dos olhos.
- Essa gente não vale a pena. –Respondeu o outro rapaz. –Mate-o de uma vez, Quedro.
- Uma pena sujar minha faca com esse sangue. –Grunhiu Quedro, matando o guarda com um único movimento transversal de sua faca.
O outro jovem rosnou.
- Ele fez bem em não gritar. –Disse Luke.
- Onde estão os outros? –Perguntou Quedroga, preocupado. –Kuurt disse que daria um sinal quando entrasse, então poderíamos avançar e nos juntar ao Quip e ao Guzo na ala noroeste da corte.
Luke deu de ombros.
- Antes –Disse ele, virando-se devagar para o lado. –Precisamos cuidar daqueles ali.
Alguns soldados haviam os visto. Eles apontavam os dedos cinzentos para os dois ratos na torre, e um deles havia saído correndo para tocar o alarme...
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Ratler estava pensativo. Ele havia capturado seu irmão, legal, mas o que fazer com ele? De uma coisa o grande líder tinha certeza... Não conseguiria matá-lo. Ele não podia ter deixado aquele pensamento escapar. Os soldados achariam que ele estava enfraquecendo? Que sua tão dura mão agora estava perdendo as rédeas do controle?
Ele caminhou até a janela, imerso em dúvidas. Sabia que tinha que ser frio naquele momento, afinal as informações que poderia conseguir seriam preciosíssimas. Sabia que estava sendo idiota, e, se ao menos se importasse com isso, estava sendo hipócrita, poupando uma vida ao destruir milhares de outras em outras câmaras do castelo, tão próximas...
Mas como torturar seu próprio irmão? Como fazê-lo dizer o que teria que dizer, como mesmo ouvir seus gritos de longe? Ratler estremeceu.
“Controle-se, idiota.” Ele pensou. “É só mais um rebelde. UM REBELDE!”
Ratler suspirou, muito abalado. Então, do nada, a porta se abriu com estrondo e um sentinela veio correndo até onde ele estava.
- Senhor! –Exclamou ele em posição de sentido.
Ratler fez um sinal para que prosseguisse.
- Acabamos de receber a notícia de que dois membros da HS invadiram a torre que fica diretamente a noroeste da base, senhor!
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Quiqui, Guzo, Bruh e Stroonda estavam num ponto mais ou menos a noroeste da base, onde Kuurt deveria estar naquele momento... Eles haviam sido atacados por soldados ao vir pelo oeste, e Stroonda, o mais novo dos agentes, estava machucado. Quiqui lhe fazia um curativo.
- Eu estou bem, é sério! –Protestou Stroonda ao ver os outros preocupados com ele. –Vejam!
O jovem tentou se levantar e caiu no chão.
- Descanse. –Aconselhou Quip ao se virar para Bruh. Ela piscou para ele os intensos olhos castanhos.
- Aah... –O médico fez, involuntariamente.
Guzo riu. Depois, sua expressão se tornou séria e preocupada.
- Kuurt e Bx já deveriam estar aqui. –Disse ele. –E Nedle e Louiz já deveriam ter dado o sinal. Luke e Quedro também.
- Não se preocupe. –Quiqui se pronunciou, tão nervoso quanto o amigo. –Coisas acontecem. Eles devem estar a caminho.
Neste momento um sinal luminoso surgiu no céu já escuro da ala nordeste da base alemã. Os quatro ratos olharam para cima, atentos.
Três rápidos sinais luminosos, depois uma pausa. Outro sinal, outra pausa. E outro sinal. Uma longa pausa... E os três rápidos sinais luminosos de novo.
Todos os quatro agentes se entreolharam, engolindo em seco.
Aquela luz vinha de Louiz e Nedle. A luz azul e laranja.
Mas não era isso que importava aos amigos.
. . . - - - . . . O significado dos sinais era claro.
Código Morse simples. Queria dizer S.O.S.
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Luke ergueu a cabeça ao ver os sinais luminosos no céu. Ele tocou em Quedro, um pouco mais à frente, nas muralhas em que estavam se escondendo até receberem permissão de executar sua parte do plano, e apontou para o céu escuro, pontilhado de azul e laranja.
- Hey. –Grunhiu o rapaz de tapa-olho. –Parece que a missão não está dando tão certo quanto esperávamos.
- Ah, droga! –Exclamou Quedro. –Louiz e Ned?
Luke não respondeu. Ele olhava fixamente para um ponto à sua frente, sua faca em mãos. De repente, os pêlos mais espessos de sua nuca se eriçaram e suas orelhas ficaram mais alertas. Quedro percebeu imediatamente que havia alguém ali, assim como percebemos quando alguém olha para nós ou quando tem alguém atrás da gente.
Uma voz feminina saiu da escuridão.
- Invasores? –Disse a voz, sarcástica. –Não, não, não... Mas que falta de etiqueta. Por que não se apresentam?
Luke rosnou. Quedro percebeu seu nervosismo e ficou inquieto também, a própria faca preparada em posição de ataque, e o corpo tenso, preparado para correr ou atacar. O que viesse primeiro.
A voz retornou, e os dois rebeldes perceberam que estava mais perto desta vez. Erguendo as orelhas, percebiam passos suaves contra a pedra da muralha.
Pelo menos vinte soldados treinados, marchando em harmonia.
Luke ouviu Quedro xingando baixinho. Ele mesmo estava repensando aquela missão. Teria aquilo tudo valido mesmo a pena? Os planos tão bem elaborados pareciam-lhe agora idiotas e infantis...
- Será que estou mesmo reconhecendo vocês? –Perguntou a voz, lenta e cruel. Quedro ouviu Luke engolir em seco, tenso. Ele tremia. –Será você o nosso querido Ladrão de Facas?
- Você... Não me conhece... –Rosnou Luke, tremendo. Quedro nunca o vira tão nervoso na vida, nem mesmo nas brigas entre os agentes na base ou quando eram perseguidos por soldados.
- Claro que conheço... –Riu a voz, alegremente. Luke xingou. –Ah... E parece que reconheço seu amigo também... –Foi a vez de Quedro estremecer. –Ah sim. Mas, vejam! Estamos em maior número aqui... Então, vocês têm duas alternativas. Podem tentar lutar e morrer mais rapidamente... Ou nos acompanhar e se juntar aos seus amigossss...
Então, de repente, as figuras sombrias apareceram na luz da lua, e só então Quedro pôde perceber o porquê do nervosismo do amigo, e porque aquela voz causava tamanho desespero nele mesmo.
A dona da voz era uma cobra. As principais torturadoras da corte de Ratler. As causadoras de toda a dor e portadoras de toda a morte. As últimas visões.
Atrás dela, 50 soldados armados.
Qued precisava tomar uma decisão rápida naquele momento. Ele olhou para Luke, que não estava em condições de lutar. E então analisou a si mesmo, e por algum tempo analisou aos soldados e à torturadora também.
- Nós vamos com vocês. –Disse ele. –Mas, antes, mostrem-nos nossos amigos. Não vamos tirar nenhuma vida, causar nenhum ferimento, apenas mostrem-nos nossos amigos, e então seguiremos em paz. O que vocês fizeram com eles?
A cobra sorriu. Se é que cobras sorriem. Ela deu um silvo agudo e os guardas se dividiram, demonstrando 2 ratos desmaiados, amarrados com correntes. Louiz e Nedle.
- Espera. –Grunhiu Quedro. –Onde estão Kuurt e Bx?
- Os outros dois ratosss? –Disse a cobra. Então sorriu de novo, mostrando a língua bifurcada. –Digamoss que não vão voltar a vê-losss tão cedo...
Luke sacou uma pistola e atirou seu código para o ar. Qued se admirou por vê-lo mover-se. . . . - - - . . . , as cores verde-musgo e amarelo vibraram no ar da noite.
.................................................. .................................................. .................................................. ...Quiqui e Guzo viram as luzes no céu. Bruh e Stroonda dormiam, numa pequena saliência na pedra, atrás deles.
- Então está acabado. –Disse Quiqui.
- Foi bom servir com você. –Murmurou Guzo.
E, naquele momento, trezentas legiões irromperam pelo portão principal da base alemã.
Estava acabado.


CAPÍTULO XVIII- Prisão. -Feito por Nedlemouse-

Ao fim de tudo, todos estavam acorrentados, indo em direção a um dos prédios do lugar. Enfim entraram, por dentro, parecia uma casa simples, com móveis, salas, quartos, e tudo mais. Mas havia uma entrada, que aparentava dar ao subsolo.
Todos ficaram em pé, a espera de que alguma coisa acontecesse. Um dos soldados que estava de vigia e parecia liderar todo aquele movimento, entrou em uma das salas. Ao voltar, pegou o primeiro da fila, Louiz. O rato entrou pelas portas, dando de cara com uma sala escura, totalmente escura. Não seria possível nem enxergar suas mãos, se quisesse.
Louiz apenas sentia as mãos dos soldados o conduzindo. Até que eles pararam, e fizeram com que Louiz se abaixasse. Ele estava sentando em uma cadeira. De repente, luzes se acenderam, e um rosto surgiu em frente a Louiz. Era o ditador maligno em pessoa, Ratler estava olhando no centro dos olhos de Louiz.
Aquilo o assustou, ele parecia tremer ao horror que vira. Ratler tinha algumas cicatrizes pelo rosto, que além de tudo tinha uma tonalidade estranha para um rato. Ele se parecia com o Líder, de certa forma. Então seus lábios estranhos quebraram o silêncio:
– Então. Você é um dos intrusos correto? Qual o seu nome?
Louiz permaneceu parado alguns segundos, antes de um dos soldados apertar sua garganta alertando que dissesse: – É Louiz.
– Hmm, nome estranho. O que você faz aqui? Louiz.
– Nada.
– Me responda garoto, sua pior punição aqui não é a morte. Mas sim a loucura.
– Eu já disse, nada.
– Tudo bem. Já que não veio fazer nada, que tal uma pequena tortura? – O velho rato pegou uma caneta tinteiro, aquelas com pontas de ferro afiadas, e continuou. – Espero que tenha feito a escolha certa garoto. Não tolero àqueles que me faltam com respeito.
De repente, Ratler fincou a caneta nas patas de Louiz, que deu um grito avassalador em resposta. Ele ficou com o braço tremendo, de dor.
– E então, agora o senhorzinho gostaria de me responder alguma coisa?
Louiz permaneceu calado. Mesmo com a dor. Ratler o olhou com desprezo.
– Nem assim ele responde. Podem levá-lo.
Eles ergueram Louiz enquanto as luzes do lugar se apagavam. Antes que o próximo entrasse, Ratler ficou meditando um pouco “Mas será que ele vai aceitar? Espero que sim, senão terei de tomar medidas drásticas”. Um outro rato entrou. Era Quiquicp. Ele se sentou, assim como Louiz. As luzes se reacenderam, e Quiquicp observou Ratler.
Ele não parecia tão assustado. Parecia já ter passado por cenas piores, principalmente por cuidar de ferimentos, aquele não deveria ter sido o pior “caso” de coisas estranhas que já havia visto. Ratler começou:
– E você, pequeno rato? Qual o seu nome?
– Quiquicp.
– E o que você faz rodeando meu lindo império livremente?
– Vim ajudar meus amigos.
– Hmm, amizade. Bom conceito. Mas não basta. Você parece ser um... médico, pelas suas roupas esfarrapadas e essa cruz vermelha. Você poderia se alistar a mim. O que acha?
– Nunca! – A voz de Quip se sobressaiu, fazendo com que um dos guardas o repreendessem. – Eu não vou me aliar a você.
– Mas que pena. Daria um ótimo médico. Agora terei de torturar até deixar você na cela de prisão.
– O que você fizer, não irá mudar meu conceito sobre você, seu rato nojento.
Ratler o observou com olhos ardentes. Quip havia acabado de lhe rebaixar com palavras. Ratler não hesitou e levantou a pata, fazendo Quip se contorcer sobre a mesa. Quip já estava tossindo, e batendo na mesa em sinal de que Ratler parasse. Ele teve sorte, algo chamou atenção de Ratler e o fez parar. Quip teve tempo para respirar.
– Levem-no, antes que eu o mate sem tortura alguma.
Os guardas o levaram. Quip parecia ter se traumatizado um tanto. Em poucos segundos, o próximo entrou. Era Luke. Ele fora acorrentado e depois amarrado à cadeira, talvez já houvesse se revoltado do lado de fora e necessitasse de mais cuidados. As luzes se acenderam, Ratler tornou para Luke, seus olhos se focaram, ele então disse:
– Ladrão de Facas! É você! Mas como... Você sobreviveu?! Eu mandei te matarem pessoalmente! Aqueles inúteis.
–Olá, vovô. Como tem passado seus dias, ditador barato? – Luke era sarcástico e suas palavras exalavam o cheiro de rum e de maconha que ele usualmente tinha. Porém, tremia, revelando seu medo e sua fúria.
– Não me falte o respeito. Bem, já que você é um caso conhecido, vamos relembrar a tortura dos seus pais.
– Cale a boca, idiota! – Luke sibilou. Ratler sorriu quando ele se ergueu da cadeira, só sendo parado pelas correntes. Se aproximou do focinho de Ratler, mas este movimentou suas patas levemente fazendo Luke ir contorcendo-se de dor, de volta para a cadeira estável.
– A forma como passei a faca em cada dedo das patas lindas e suaves da sua mãe. –Disse o ditador. – Ah, aquilo foi realmente emocionante.
Luke avançou novamente agora quase se soltando das correntes. Mas Ratler dessa vez se levantou, pegou um isqueiro do bolso, e ascendeu a chama. Ele começou a controlar o fogo, e fazê-lo expandir-se. Até que enfim parou o isqueiro e cessou aquela fonte de luz.
–Ou permanece sentado aí, ou terei de queimá-lo, por dentro.
– Eu nunca irei me submeter novamente à sua vontade Ratler. Você nunca vai me ter no seu exército, seu fascista manipulador, neonazista ridículo e torturador de m...
Ratler dessa vez não esperou mais. Fez mais alguns movimentos, dessa vez com o isqueiro aceso fazendo o estômago de Luke realmente queimar de dentro para fora. Luke fazia tudo para parar com aquilo, mas não funcionava. Antes que realmente desfalecesse, Ratler cessou com aquilo.
– Pobre ratinho, tão imediatista. Acha que pode comigo? Não terá vez, Ladrão de Facas.
Luke rosnou. – Meu nome é Luke. –Ele disse. – Me torture, faça o que quiser, enquanto não tiver você morto na minha frente, não vou descansar. Meu espírito irá te perseguir pelas sombras, caso você tenha a infelicidade de acabar com a minha vida antes que eu lhe faça o mesmo.
– Tolo. Eu não tenho medo das suas ameaças. Sua mãe ficou louca antes de morrer. Imagine qual foi sua última frase? Simples, “Não mate meu filho”, mesmo insana ela nunca deixou de amar, moleque idiota... –Ratler riu. – E foi por isso que a torturei por tanto tempo.
Luke parou por um instante, refletindo. Sua mãe o amara, e talvez tivesse mesmo dado sua vida por ele. Luke se voltou para Ratler com um riso maléfico:
– Você queria que ela te amasse não é Ratler? É por isso que perseguiu minha família por tanto tempo. É por isso que torturou meu pai sem piedade. É por isso, que tentou me aproximar de você. Mas não conseguiu, não é mesmo? Talvez tenha achado que eu poderia ser seu “filho”, que nunca teve...
– Cale-se, insolente. – Ratler movimentou as correntes em que Luke estava, e as levou até o pescoço, as forçando.
– Me mate! E prove a todos que o que eu disse era verdade. – Disse Luke, mais rouco do que nunca, entre as faltas de ar e o enforcamento em si.
Ratler largou as correntes, as voltando para o lugar.
– Levem-no logo. Não quero mais vê-lo na minha frente.
Os outros passaram rápido, sem muitas diferenças. Chegou a vez de Kurt. Ele entrou na sala, rapidamente pressentindo tudo em volta. Não esperou as luzes se acenderam e disse:
– Olá ditador. Como o senhor está passando?
– Imagino que seja um dos generais do meu irmão, se é que ele tem um. Você parece imponente demais para ser um simples soldadinho.
– Onde está o Líder?
– Está aguardando, talvez você não precise saber dele.
– Eu sinto a presença dele. Onde ele está?
– Você quer mesmo saber? Tudo bem. – Luzes se acenderam um pouco atrás de Ratler, e lá estava o Líder, acorrentado em uma esfera de vidro, das pernas as mãos.
– Líder! – Disse Kurt enquanto se libertava facilmente das correntes e corria até o lugar onde estava o Líder.
Mas ele foi interrompido, seu movimento falhou pelas mãos controladoras de Ratler. Ele o fez retornar a cadeira.
– Acalme-se. Ou não terei pena de você, como tive com os outros.
– Eu não vou me acalmar, eu vou te matar. – Kurt tentou levantar uma espada que havia guardado num lugar inacessível.
Mas Ratler explodiu em ódio. Jogou a faca longe e fez Kurt ser consumido por fogo, que nem tinha de onde ter vindo. Ele havia pulverizado o braço-direito do seu irmão em segundos. Agora tudo estava perdido.
– Agora tragam-me o próximo.
Nedle entrou na sala. Parecia frio. Mastigava seu palito como sempre. As luzes se acenderam, e ele apenas ficou observando friamente os olhos de Ratler.
– Você tem nome?
– Sim.
– E... qual é?
– Nedle Mouse.
– Nedle, que nome esquisito.
– Ratler, que nome sem vínculo a nada.
– Tudo bem. Vou tolerar. O que vem fazer aqui?
– Apenas me vingar do que me fizeram no passado.
– Vingança. E o que você tem a oferecer?
– Sua doce e peculiar morte.
– Quem você acha que é para falar assim? Acha que pode me matar?
– Não, mas seria divertido. Que tal você ir direto ao assunto para que eu possa sair logo dessa sala, e voltar aos meus planos para acabar com a sua vida?
– Não, você não vai sair daqui tão cedo. Mas, me diga. O que acha de se juntar a mim?
– Péssima ideia, acho que depois de eu ter ricocheteado várias balas dos seus soldados, acho que eu não quero me juntar ao seu grupo. Eles ainda devem querer me matar.
– Você move coisas?
– Talvez. Se isso levar a minha vingança, claramente.
– Interessante. Que tal se vingar do seu Líder?
– Que tal você calar a boca e me deixar ir logo?
Ratler impulsionou mais um dos seus ataques psíquicos, mas parecia que Nedle era invulnerável àquilo.
– Insolente. Se não pode sofrer pela mente, sofrerá pelo corpo!
Ratler pegou sua caneta tinteiro novamente, tentou fincá-la nas mãos de Nedle, mas o rato a desviava com facilidade. Mas tão logo Ratler arrumou um modo de enganá-lo. Ele “anulou” o desvio de Nedle com um dos seus ataques, e acertou em cheio a pata do inimigo. Nedle segurou a dor, relutante.
– E agora? Que tal parar de brincar de gato e rato e me responder minhas perguntas?
– Que tal você me dizer onde está o Kurt?
– Aquele generalzinho medíocre? Eu o pulverizei!
– Você o quê?!
– Transformei ele em carvão natural. Carne assada de boa qualidade.
– Ah, você vai pagar! – Nedle moveu a caneta de Ratler na direção do pescoço do próprio. Mas Ratler foi astuto e desviou rapidamente a caneta.
Não mais tolerando, Ratler se levantou, ergueu a mão direita, e jogou Nedle contra a parede. Mesmo ele relutando contra aquilo, não conseguiu impedir que Ratler lhe forçasse o pescoço com as próprias mãos.
A cena toda durou alguns segundos. Logo depois Ratler deixou Nedle quase desmaiado ao chão. Que após segundos recobrou a consciência, e ao invés de lutar, saiu da sala.
– Tragam-me o próximo.
– Senhor, não há próximo.
– Ah, já acabou? Então arrume cadeiras, traga meu general, o que é uma cobra, e enquanto isso, me deixem sozinho.
Os guardas assentiram e foram seguir as ordens do ditador. Logo então, Ratler viu o irmão na esfera e disse:
– Ei, eu tenho que lhe perguntar isso. Você vai se juntar a mim, ou será que terei de matá-lo?
– Eu nunca vou me juntar a você, Ratler. Eu te desprezo. Preferia que você nunca houvesse nascido de nossa ótima mãe. Agora vamos, me mate.
– Não, não vai ser tão rápido. Vou trazer alguns espectadores. Se lembra dos seus antigos companheiros de grupo? É, eles vieram, eu matei um deles. Torturei os outros, e agora, eles verão você morto!
– Não! Não os exponha a isso! Me mate agora!
– Ah, esqueça irmão. Todos irão ver isso.
Logo os guardas voltaram com as cadeiras, e atrás deles o general “cobra”. Eles ajeitaram as cadeiras, de frente a esfera de vidro.
– Agora chamem os convidados.
Logo todos preencheram os lugares da arquibancada principal. Desde Louiz, com sua pata furada, até Nedle, completamente zonzo após sua experiência psique com Ratler. Ratler aplaudiu a chegada dos convidados, que estavam assustados, até mesmo em pânico, ao ver o Líder deles em uma esfera de vidro.
Uma das curiosidades da esfera, é que parecia ter um dispositivo elétrico em sua base. Ratler então disse:
– Estamos aqui hoje, para assistirmos o espetáculo de mais uma execução! E dessa vez, iremos fazer isso com meu odiado irmão! Ele será explodido pelo sistema elétrico sem condutor aparente.
O silêncio além da voz de Ratler tomava a sala. Eles estavam extremamente assustados com aquilo. Se ele podia prender seu Líder, o que seria deles. Ratler então, vendo que aquilo já estava tomando tempo demais disse:
– Então, adeus irmão. – E então clicou em um botão, que fez as esfera fazer do seu irmão um pisca-pisca e depois um monte de pelo queimado.
Luke riu da cena. Ele odiava o Líder. Assim como Quedroga e Guzo, que deram uma pequena risada também. Pareciam gostar da ideia de que agora não tinham mais um comandante.Talvez a rebeldia deles se estendesse até aquilo. Mas então, Ratler continuou:
– Bem, agora que o show acabou. Todos para cela. Prisão! Perpétua! Com tortura.
Assim foi feito. Todos foram mandados para uma cela, alguns agrupados, outros não. Talvez fosse o fim deles, talvez não...


CAPÍTULO XIX- Saímos vivos. -Feito por Stroonda-

Quip, Bruh, Stron e Guzo estavam na mesma cela, conversando, talvez fosse os últimos dias deles.
- Então, esse é o fim para a gente? – Pergunta Stron atordoado.
- Provavelmente – Responde Guzo.
- E os outros?
- Hum... Devem estar distante daqui, Ratler foi esperto e não nos deixou na mesma cela nem no mesmo local.
Quip e Bruh estavam conversando em um canto da cela, eles pareciam ter uma ligação que ninguém poderia entender. De repente Quip a olhou e ficou mudo, Bruh parecia que estava sem falas, eles ficaram um bom tempo se olhando, quando Quip finalmente pegou seu queixo, levantou aquela carinha entristecida e a beijou, o beijo foi crescendo e eles souberam desde aquele momento que foram feitos um para o outro, era impossível duvidar daquilo, e mais difícil ainda descrever qual deles mais curtiu aquele momento.
Passaram-se horas, mas para eles dias, sem água, sem comida, sem nada. Um pequeno barulho veio do corredor, viam-se ratos, conhecidos, eram Nedle, Quedroga, Luke e os outros, com chaves na mão. Logo, abriram a cela com a chave.
- Onde acharam esta chave? – Pergunta Guzo.
- Vamos dizer que “um cara nos emprestou” – Responde Nedle.
Correram pelo corredor, esbarrando com alguns soldados de Ratler, até que o alarme soou.
- Estamos perdidos – Disse Stron.
- Ainda da para fugir, vamos correr mais rápido! – Grita Bruh.
Eles já estavam na saída da casa quando Guzo caiu no chão, não conseguia mover mais as pernas.
- Podem ir, me deixem aqui, sobrevivam.
Stronda voltou, levantou Guzo que conseguiu se apoiar.
Eles foram até a porta com dificuldade, mas quando abriram a mesma, um rato com muitas cicatrizes apareceu na porta, eles o reconheceram, Ratler.
- É tudo minha culpa, se eu não voltasse para pegar Guzo, se eu tivesse obedecido a ele, não estaríamos aqui, agora – Pensa Stron irritado.
- Acham mesmo que poderiam fugir? – Diz Ratler.
Ninguém responde, Stron pega a espada que guardava do seu pai e ataca Ratler com toda sua fúria. Ele não foi enganado tão facilmente, jogou Stronda na parede, com tanta força que ele desmaiou.
De repente lembranças da família, o dia que os pais abandonaram ele, começaram a rodar na sua pequena cabeça, lembranças boas e ruins, os pais achavam que ele era fraco, não conseguiria resistir, agora era a chance dele, de mostrar que era capaz.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Ele acordou, a espada começou a brilhar e a queimar na mão dele, logo atacou Ratler que levou um arranhão no braço.
- Como ousa fazer isso? Insolente, você vai morrer!
Ratler fez um pequeno movimento com a mão, todo tipo de móvel que estava na cena voou para Stronda, foi um impacto muito forte, ele caiu no chão gemendo de dor e com raiva de si mesmo por ter falhado.
- Você vai ser o primeiro a morrer, insolente. – Fala Ratler girando mais uma vez os dedos, Stroonda tremeu, gritou e de nada adiantou, Ratler continou a torturá-lo.
Quedroga atirou sua faca para o rosto de Ratler, ela parou diante do seu nariz.
- Vejo que você também quer morrer.
- Não irei morrer até derrotar você! – Grita Quedrogameu.
Todos avançaram contra Ratler, ele desapareceu com sua ultima fala:
- Ainda não é a hora, rapazes.
Quando Stronda acordou estava perto de uma fogueira, cabanas montadas, um verdadeiro acampamento.
- Onde estamos? Ai, que dor.
- Calma, você ainda está muito fraco, seus ferimentos foram muito fortes – Diz Quip.
- Que nada, eu consigo me levantar – Fala Stroonda fazendo um esforço e caindo novamente no chão.
- O que ele quis dizer com “Ainda não é a hora”? – Pergunta Quedroga.
- Acho que haverá uma guerra, uma ultima guerra entre nós e Ratler – Responde Luke.
Foi a última que se ouviu em horas, o silêncio tomou conta daquela noite escura e assustadora.


CAPÍTULO XX- Então, esse é o fim? (Parte 1) -Feito por Louizx-

- E então, o que vamos fazer? – Disse Guzo.
- Deveremos atacar amanhã. –Respondeu Luketyto, confiante.
- VOCÊ ESTÁ LOUCO? NÓS ACABAMOS DE PERDER NOSSOS LÍDERES, ESTAMOS TODO MACHUCADOS, E AINDA QUER ISSO?
- Sim. Eu tenho um mau pressentimento. Eu sinto que se não acabarmos com ele rápido, nós nunca mais teremos uma chance. Eu sinto que ele planeja acabar com o mundo de vez.
E então Stroonda interrompeu:
- Tem certeza que o Ratler é tão mau a ponto disso?
- Cara, ele já dominou o mundo inteiro, mata as pessoas fazendo elas sofrerem, eu acho que isso é possível. É uma lógica.
- Mas, o Nedle, o Stronda, e muitos outros estão muito machucados. Nós não venceremos assim. – Interrompeu de novo Stroonda.
- Gente, tenho que contar uma coisa a vocês. – Disse Nedle.
- O que foi Nedle?
- Eu acabei escutando o que Ratler estava planejando, sim, ele é tão malvado a ponto disso. Em breve ele vai zerar todos os ratos existentes, ainda existem cidades grandes que ele ainda não tem posse, mas parece que ele criou uma, sei lá, uma energia que deixa os ratos meio que, mutantes, não sei, só sei que ficam muito poderosos. E ele usará isso para matar todos os ratos existentes, tirando seu exército.
- CARAMBA. COMO UM RATO CHEGA A TRAIR SUA ESPÉCIE NESSE PONTO? – Disse Guzonaro.
- De algum jeito, alguma coisa deve ter acontecido com ele, porque é impossível alguém ser tão malvado assim. – Louiz falou.
- Então será isso. Amanhã nós atacaremos. Vamos para a Base agora. Ela está perto. – Luke mandou.
Passaram-se alguns minutos até eles chegarem a Base. Só que houve uma surpresa: Apenas um círculo preto estava lá. Estava esfumaçando, e em algumas partes pegando fogo. E uma raiva conteu em Luke.
Ratler explodiu a Nova Base.
- E é agora o nosso fim. – Falou o Quiquicp, tremendo.
- Esse Ratler está morto. Ele vai ver o que eu vou fazer com ele. Eu vou cortar em pedacinhos aquela ratazana. – Gritou o novo Líder, Luketyto, com uma raiva que ele nem parecia estar dentro do corpo dele no momento. – ELE ESTÁ MUITO FRITO.
- Luke, se acalme, a raiva é fruto do fracasso. – Falou sabiamente o Nedle.
- Não tem jeito, eu terei que matar Ratler sozinho. – Disse o novo Líder.
- Luke, não, você não vai conseguir derrotar uma tropa inteira. – Tentou impedir Louiz.
- Não dá, temos muitos feridos aqui. E não podemos esperar. O mais certo é eu me infiltrar e eu matar Ratler sozinho.
- Luke, não tente isso.
- Tarde demais. Não me sigam.
Luke então, com uma velocidade surpreendente, correu em direção à Base do Ratler.
Um tempo de silêncio durou, e então Quedro cortou ele:
- O Luke é louco. Ele não tem chances.
- Nós vamos morrer, Luke vai morrer, não teremos um Líder... está tudo acabado. Perdemos a guerra. Foi bom conhecer vocês. – Falou o pessimista do Stronda.
- Não, não perdemos. Ainda teremos uma Batalha final. Gente, nós vamos invadir de novo a base do Ratler, e ajudar o Luke. – Comandou Nedle.
- Mas, e os feridos? – Falou o médico Quiquicp.
- Stronda, você consegue pelo menos lutar? – Perguntou Nedle
- Bem pior do que o de costume, mas sim.
- Louiz, tua pata está furada, mas você ainda sim consegue lutar?
- Sim.
- Bem, eu consigo lutar bem também. Agora, temos que ajudar o Luke, se ele morrer, não restará mais ninguém para nós.
- Mas eu fui o terceiro a entrar... – Disse Quedro.
- Ah, cala a boca, mesmo tendo sido o terceiro você ainda é uma droga em lutas. – Zombou Guzo.
- AH É, QUE ENCARAR QUER?
- VEM PRA CIMA, MONTE DE PORCARIA!
- VOCÊS DOIS PAREM ANTES QUE EU USE MEUS PODERES E MANDE VOCÊS LONGE. – Gritou Nedle.
- Tá bom, parei. – Disse os dois encrenqueiros, em coro.
- Vamos.
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Luke estava se infiltrando na Base. Ratler havia esquecido o portão aberto, e Luke entrou escondido pelas redondezas.
Dois guardas estavam vigiando as portas, Luke atirou duas facas na cabeça de cada guarda, o que não os deixo gritar. Espiou no buraco da fechadura se a barra estava livre, e havia 4 soldados treinando ali. Ele escalou até o teto, abriu a porta levemente, e ficou escondido no teto.
Os soldados olharam, acharam que só tinha sido um vento, e continuaram treinando. Luke atirou facas em suas cordas vocais, e morreram na hora, silenciosamente.
Ele entrou num tubo de ar, andou num labirinto. E quando viu, estava em cima de uma sala de reuniões. Onde Ratler estava explicando aos soldados seu plano maléfico. Ele esperou por 1 hora e meia, e a Reunião acabou. Ratler estava sozinho na Sala. Essa era sua chance.
Luke abriu a portinha, e falou:
- Esse é seu fim, Ratler, te matarei agora mesmo.
- Oh, você. Gostou do novo visual da sua Base? Ficou chique, não?
- Seu desgraçado, VOCÊ VAI MORRER!
Luke avançou sobre Ratler, e atirou duas facas. Ratler pulou entre elas, pegou uma delas e a jogou contra Luke. Ele desviou, e em seguida avançou numa tentativa de um chute aéreo. Ratler segurou sua perna, o rodou, e o jogou contra a parede, atirou uma faca, Luke tentou desviar, mas foi acertado de raspão em sua cara.
Ele começou a agonizar um pouco, mas continuou lutando. Ele avançou de novo contra Ratler, e tentou dar dois golpes com a faca, Ratler se abaixou, desviando dos dois, deu uma “tesoura”, e um chute no estômago, o que fez Luke ir longe. Ratler caminhou até Luke, estirado no chão, todo machucado.
- É, você é bom. Mas não é páreo para mim. Morra.
Ratler apontou sua arma para Luke, só que um soldado interrompeu a cena.
- Senhor! Um Grupo de ratos invadiu nossa Base, eles estão guerreando contra nossos soldados... eles estão matando muitos....
E uma faca percorreu no corpo do soldado, interrompendo sua fala. Era Quedro.
- Precisa de uma ajuda? – Falou Quedro, com uma guerra atrás dele.
- Esses malditos. Bem, vou terminar com esse rato...
Só que de novo ele foi interrompido, mas desta vez por uma bomba de fumaça, onde Ratler acabou indo para trás.
Um rato jovem, com uma faixa na cabeça, com listras em todo seu corpo apareceu.
O rato era Covarde.

domingo, 30 de outubro de 2011

História- Parte 3 (Capítulo Xi ao XV)

CAPÍTULO X- Escolhas. -Feito por Luketyto

Os agentes chegaram rápido no quarto de Tai.
A visão que tiveram era pavorosa. O corpo da rata jazia estirado no chão, com uma enorme poça de sangue ao seu redor. Ela estava quase irreconhecível, pelo seu nível de mutilação. Cortes enormes percorriam seu corpo, especialmente na região do peito e da barriga. Uma das mãos estava separada do resto do corpo, e as pernas estavam estendidas em ângulos estranhos, bem como os braços. Mas o pior, o pior de tudo era o rosto da rata. Ele estava terrivelmente deformado, com a boca aumentada por um corte transversal e a língua decepada, rolando para fora em uma posição no mínimo maligna. As orelhas não pareciam mais orelhas, e sim trapos ensanguentados Os olhos... Os olhos poderiam ser considerados a pior parte. Não eram mais do que coisas ensangüentadas, como bolas estouradas com uma tesoura. Ela parecia... Errada. Como uma boneca colocada no microondas.
Kuurt foi o primeiro a entrar. Mesmo com tudo o que havia passado como rebelde, seus pêlos se arrepiaram ao ver a figura no chão. Atrás dele, vinham Nedle, Quiqui e Guzonaro. Os outros vinham atrás, bem como os novos recrutados.
- Não deixem que as crianças vejam isso. –Disse Guzo, enojado. A tristeza começou a crescer dentro dele aos poucos quando a ficha começou a cair e ele se lembrou de quem realmente estava estirada ali no chão.
Os outros sentiram o mesmo quando a viram.
- Venham, crianças. –Disse Luke, com sua voz áspera e seca, vendo uma chance para sair daquele lugar e a agarrando no ar. Ele havia aprendido a ser frio em seus anos como agente, mas aquilo não lhe trazia boas lembranças. –Não vão querer ver isso. –Disse ele aos novos agentes.
- Não somos crianças. –Disse Bruh, indignada.
- Ok. E eu sou um soldado de Ratler. –Retrucou o rato.
- Você é? –Perguntou Stroonda, preocupado.
Luke lhe lançou um olhar homicida com seu único olho, e nada respondeu. Os dois jovens ficaram quietos, percebendo que era melhor não insistir no assunto.
Eles passaram pela porta da sala de armas. O atirador de facas resolveu quebrar o silêncio tenso.
- Por que escolheu a katana? –Perguntou ele a Bruh. A rata se encolheu com o bafo estranho do rato, uma mistura de tabaco, maconha e álcool.
- Porque sim. –Respondeu ela, encarando-o de volta com a mesma intensidade que ele a olhava.
- Me dê uma resposta coerente, jovem. –Tornou Luke, ameaçador.
- Porque ela era a melhor escolha. –Respondeu ela, então.
Luke a encarou.
-Está certa. –Ele disse.
Então sacou de um pequeno bolso em sua calça uma faca prateada de duas pontas, totalmente afiada. Era sua preferida, Terminus, aquela que roubara da corte de Ratler. Ele nem menos olhou quando a atirou sobre Stroonda, que se abaixou antes que Terminus cortasse sua cabeça fora.
- ESTÁ LOUCO? –Exclamou o jovem. –PODERIA TER ME MATADO!
- Claro que não. –Respondeu Luke, caminhando até a parede onde sua faca ficara presa e retirando-a dali com um gesto displicente. – Você fez a escolha de não morrer quando se abaixou, assim como eu fiz a escolha de não matá-lo quando a atirei de uma forma que você pudesse ter uma chance de escapar da morte por suas lâminas. E depois... –O rato caminhou até Stroonda, que o encarou valentemente, embora suas pernas tremessem ligeiramente. –Você fez a escolha de me insultar.
- Ele estava certo. –Bruh falou, atrás de Luke. –Você é louco.
Luke suspirou. Haviam chegado aos quartos dos jovens.
- Entrem. –Rosnou ele. –E esperem que eu seja misericordioso nas próximas vezes também.
Os jovens entraram nos seus quartos, e Luke caminhou por entre os corredores, visando a sala de reuniões, para onde todos iriam após ver o que fariam com o corpo de Tai.
Ele esperou até estar distante o suficiente dos novos agentes para rir. Sua gargalhada era rouca e seca como sua voz. Parecia um latido.
- Por que toda essa alegria? –Perguntou alguém atrás dele. Era Quipper.
Luke se virou.
- Nada demais. –Disse ele. –Assustar os novatos é algo que me diverte.
- Coitados. –Respondeu Quip, com um sorriso. – Não foi aquela história das escolhas de novo, foi?
- É claro que foi. –Riu Luke. –Lembra-se da última vez?
- Lembro. –Retrucou Quiqui, sombrio. –Preferia esquecer.
- Ótimo, então esqueça. –Retrucou o amigo, provocador e sádico, como era. -Todos esquecem. Mas há aqueles que trazem as lembranças à tona. –Ele sorriu. -Eu posso ser um desses.
Quiqui estremeceu. Ele não queria mesmo lembrar.
- Você esqueceu. Deixou tudo para trás, lá naquela prisão. Não deixou? –Disse o agente incisivamente, sem pensar, e Luke se contraiu.
- Não fale sobre isso. –Murmurou ele, o punho se apertando contra uma faca.
- Tá. –Tornou Quip, meio culpado. –Deixe para lá. Achei que encontraria você mais triste.
- Não preciso derramar lágrimas para mostrar minha tristeza. –Retrucou Luke, relaxando um pouco.
- Estou aqui para te avisar que o Líder está te chamando lá na sala de reuniões. Você já está atrasado.
- Eu sempre estou atrasado... –Resmungou o rapaz de tapa-olho.
Enquanto isso, na Sala de Reuniões, o estado era de luto sombrio. O corpo de Tai havia sido levado para a sala da enfermaria, atualmente sendo usada como necrotério, e o Líder falava a todos. Kuurt estava sentado ao seu lado. Os outros rodeavam a mesa, e alguns derramavam lágrimas, como os amigos mais íntimos de Tai.
- A perda de Tainarak... –Disse o Líder. –Foi algo terrível para todos nós. Foi... Foi um grande dano. Não poderemos nunca nos esquecer de todas as ações que ela prestou a essa agência, e da vivacidade e alegria com que conduzia todas as suas ações. É com pesar que eu...
A porta se abriu.
- Desculpem o atraso. –Murmurou Quiquicp, envergonhado. Luke não disse nada, apenas se dirigiu ao seu lugar. Ele levava um cigarro na boca.
- Alguma explicação para isso? –o Líder perguntou friamente para Luke. O rato sacudiu a cabeça, dando de ombros. Apesar do sarcasmo, ele também parecia triste. O pesar influenciava suas ações.
O Líder suspirou. “O que eu faço com ele?” Pensou, antes de limpar a garganta.
- É com grande pesar que eu declaro seu corpo inutilizado. Seu espírito, desejo eu, estará agora flutuando suavemente sobre as relvas verdes do próximo plano.
Todos abaixaram a cabeça em sinal de paz e compreensão. Era um antigo ritual dos rebeldes.
- Apesar das perdas... –Disse o Líder, baixinho. –Precisamos continuar nossos planejamentos. Tainarak não gostaria que ficássemos presos a ela.
- Está certo. –Aprovou Kuurt. –O exército de Ratler está a dois dias de Micelândia. Não temos tempo algum. Eles vão se instalar em um galpão previamente preparado, a poucos quilômetros daqui.
- O tamanho do exército...? –Indagou Bxmice.
- Ratler aproveitará todas as chances que tiver para acabar conosco. –Respondeu Kuurt. –E seu exército não é pequeno; Estimamos que esteja em torno de cento e cinqüenta ratos armados.
- Um desafio. –Aprovou Quedrogameu. –Prossiga.
- E eu sugiro –Continuou Kuurt com voz sombria. –Que aproveitemos a chance tão bem quanto eles.
- O que está querendo dizer? –Perguntou Nedle.
- Estou querendo dizer –Respondeu o Sub-Comandante. –Que devemos plantar espiões na base inimiga. Devemos aproveitar totalmente nossas chances e descobrir a fonte de seu poder. Devemos descobrir como eles destroem as cidades tão rapidamente e matam os ratos com tanta eficácia.
“Precisamos descobrir quais são suas armas.”

CAPÍTULO XII- Escondidos. -Feito por Quedrogameu

Todos haviam parado depois da fala do Sub-Comandante.
Ninguém ali queria realmente invadir a base da FZ.
- Preciso de dois ratos para essa missão. –Falou o Líder com calma, sabia que não iria ser fácil levar algum deles para aquela missão.
Um frio invadiu Quedro, ele nunca esteve lá, mas mesmo assim sabia as historias.
Gritos, sangue e dor
Só isso aparecia nas historias de Luke, ele talvez quisesse voltar para libertar seus pais mesmo loucos. Alias ali muitos poderiam levantar à mão para chegar perto de Ratler e vingar a morte de seus pais, mas ninguém levantou a mão.
E o silêncio continuou, ate que...
-Eu vou. –disse Nedle.
-Certo Nedle. Preciso de mais um. –Falou novamente o Líder.
Os ratos se olhavam, realmente ninguém queria ir.
-Eu também vou. –Disse Quedrogameu.
- Certo. Nedle e Quedro fiquem aqui. Os outros arrumem suas coisas iremos partir hoje mesmo.
Todos saíram da sala rapidamente e um silêncio tomou conta da sala
- O plano é o seguinte... – continuou o Líder

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Todos os outros participantes primeiramente foram enterrar Tai que ainda estava no quarto, não havia nenhum sinal do suspeito e o clima era tenso.
Primeiro a chegada dos soldados e depois a morte sem nenhum suspeito, há não ser claro, Dehco, mas ele sempre estava à vista de Kuurt e ninguém ali sabia da existência do ‘Fantasma’.
Depois do pequeno enterro ao lado da casa todos foram arrumar as coisas, ainda não sabiam onde seria a próxima base, mas sabiam que teriam muito mais trabalho para construí-la.
-Sabem qual o lado bom nisso? –perguntou Louizx à Bx e Luke que estavam junto dele arrumando as coisas.
- Não há lado bom. – respondeu Luke jogando suas coisas dentro de uma pequena mala.
- Poderemos ter mais coisas na base... - disse Louiz.
- Se quiser trabalhar mais. – complementou Bx.

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-Entendido? –terminou o Líder.
- Sim – Disse Quedro.
- O.K – Falou Nedle.
- Agora arrumem suas coisas, nos levaremos para nova base. –mandou o Líder.
- Como saberemos onde será a nova base? – perguntou pensativo Quedrogameu
- Veremos, agora vão. – responde o Líder.
Os dois saíram da sala em silêncio para o quarto.

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Uns 30 minutos depois da reunião o Líder saiu da sala, com algumas malas.
- Prontos? – perguntou o Líder aos jovens.
- Sim – Disse Quip.
- Então vamos pegar um túnel ao sul. Nedle e Quedro vocês já sabem o que fazer. – Disse o Líder.
- Certo. – afirmou Nedle.
Todos os ratos começaram a andar atrás do líder que ia em direção de um dos corredores menos usados pela equipe.

Stron foi o ultimo a desaparecer no corredor escuro.
- Boa sorte. – Disse Quedro
- É vamos precisar. – Falou Nedle.
Eles subiram pela escada principal que dava para a pequena casa, lembrando sempre das ordens do Líder.
A primeira: Nunca usem seus poderes (essa especialmente para Nedle)
Saíram pela noite, uma nevoa em cobria a lua.
Começaram a andar entre as montanhas, como o plano do Líder.
Depois de uns 20 minutos começaram a ouvir o barulho ritmado das tropas. Ratler sabia que estariam em maior numero se não fariam silencio.
Eles ficaram escondidos atrás de uma pedra esperando pela ultima legião.
Não demorou muito e ela chegou.
Eles foram escondidos ate ao lado da ultima fila de soldados.
Os soldados pareciam vidrados no nada, com certeza não eram ratos comuns.
O primeiro a fazer o que o mestre pedira foi Nedle.
Segurou a boca de um soldado e o puxou para trás da pedra e ejetou no soldado uma seringa.
O Líder havia falado que nela continha veneno de uma cobra que matava rapidamente.
Quedroga fez o mesmo e os dois vestiram a armadura e se juntaram a fila.
Tudo parecia estar dando muito certo.
Como o líder havia dito, os soldados quebraram toda a casa e depois botaram fogo. Eles pareciam controlados, pois quebravam a casa em uma ordem própria.
E os dois jovens tiveram que se encaixar.
Era realmente difícil acreditar que estavam dentro sem problemas.

CAPÍTULO XIII- Base inimiga. -Feito por Stroonda

Passaram-se minutos, talvez horas, parecia uma eternidade para eles. Um cara que tinha escrito na camisa: Sub-Coronel se encostou a Nedle.
- Você é uma molenga? O que está fazendo tão perto de – Ele se inclinou para ler o nome que tinha na camisa de Quedroga – André?
- N... Não Senhor, quer dizer, Desculpa senhor!
- Ah, assim que eu gosto de ver.
Assim que o soldado saiu Nedle falou com Quedroga:
- Nossa, aqui eles são muito rigorosos.
- Sim, estamos na turma de “Novos Soldados”. Nossa, você está tremendo, ficou com medo do coronel?
- Anh... Claro que não! E como sabe que estamos na turma de Novos Soldados?
- Só olhar ali naquela faixa em frente.
Nedle se sentiu como um idiota por não ter visto a faixa tão grande, então ficou quieto.
- Aff, que dor nas pernas – Diz ele.
- Para de reclamar cara, minha perna está toda doendo também.
- Ok. Será que vai demorar muito?
Assim que ele falou isso avistou uma montanha que parecia bem íngreme.
- Aaah, agora teremos que subir uma montanha!
Mas eles não podiam fazer nada, aliás, o plano era entrar e descobrir, segredos e onde fica a sede de Ratler para atacá-los e libertar – provavelmente – prisioneiros.
Assim que subiram notaram uma casa, muito estranha, era preta, videiras velhas e amarelas cercavam quase a casa toda.
- Acho que chegamos – Fala Quedroga.
- Ah você acha? – Diz quase que ao mesmo tempo Nedle.
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- Que chatice, ainda vai demorar muito? – Pergunta Stron.
- Não sei, nunca vi esse corredor aqui – Responde Louiz.
- Calma meninos, já estamos chegando – O Líder estava longe mas conseguia escutar a pergunta de Stronda, claro que ele deveria ter os sentidos bem aguçados, mas assim de tão longe?
Passaram-se minutos, 10, 20, meia hora, silêncio horrível, paredes pretas, pinturas parecendo assustadas e finalmente chegaram a um quartinho pequeno e um alçapão, somente isso, dentro dele.

CAPÍTULO XIV- Poderes. -Feito por Nedlemouse

O Líder e os outros que o seguiam acabaram chegando a uma porta, ela dava para uma escada, e por fim, a um lugar subterrâneo, não escavado. O Líder parou e disse:
– Eu já previa que teríamos que encontrar outra base, por isso mantive aquele corredor, enquanto mandava alguns soldados escavarem para mim. Bem, aqui será nossa nova base, mas primeiramente devemos escavá-la.
Todos resmungaram, por haviam percorrido todo aquele corredor, por muito tempo, e estavam realmente exaustos. Quip então indagou:
–Líder, não poderíamos ao menos descansar? Passamos horas até chegar aqui.
– É verdade, estamos realmente cansados. – Disse Louiz, sentando-se num assento lamacento.
– Bem, eu também estou um pouco cansado. Talvez devêssemos realmente parar um pouco. Vocês tem uma hora.
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Os soldados da FZ foram se aproximando da casa. Dessa vez, não parecia que eles iam destruí-la, na verdade, observando de mais perto a casa, podia se ver alguns outros soldados a espera deles. A casa se mostrava quase como um quarto coletivo, apenas para que eles pudessem descansar.
Nedle e Quedroga estavam tentando entender o que se passava, os soldados formaram uma fila, e eram inspecionados pelos outros soldados. Eles murmuraram entre si alguma coisa, e assentiram. A fila ia andando, mesmo que lentamente, quase a chegar à vez deles, Quedroga caiu no chão, e começou a tossir fortemente, e espernear.
Isso chamou atenção dos soldados. Enquanto isso, Nedle passou levemente despercebido pelas tropas, e entrou na casa. Ao ver que Nedle passou, e Quedroga parou de tossir e espernear, dando uma desculpa de que era um crise de asma.
Nedle olhou para os bolsos, havia guardado a faca de Quedroga, para que ele não fosse pego. Os dois se encontraram lá dentro. A casa era grande, revestida de camas por todos os lados. Havia alguns corredores e portas entre algumas camas, isso chamou a atenção de Nedle e Quedroga.
Os soldados que faziam a patrulha externa também pararam, era a hora de descansar (Mesmo que fosse dia). Os soldados haviam trocado apenas alguns pares de roupas, e depois foram para a cama. Quando o auge do dia chegou, Nedle se levantou como um gato, e acordou Quedroga, levemente. Os dois andaram até uma das portas da casa.
Ela dava para uma escada funda, parecia ser um porão. Eles se esgueiraram por ali, até chegar ao fundo. O lugar parecia um local de estratégias, onde estavam mapas, pequenas tachinhas que deveriam significar as bases mais próximas. E alguns tanques miniaturas, que estavam estrategicamente distribuídos pelo mapa.
– Ei, vamos levar isso para o Líder, talvez ele saiba o que fazer com isso. – Disse Nedle
– Nós devemos ir, antes que o grupo saia, pelo que posso ver por esse mapa, o próximo ponto de ataque, é a nossa antiga base, devemos destruí-la, para que eles não possam achar nada sobre nós.
– Certo, procure por mais alguma coisa.
Eles rodaram a sala, a procura de mais algo importante, mas só acharam bússolas, armas e outros bonecos de marcação do mapa. As escadas ruíram, as orelhas alertas de Quedroga e Nedle se aguçaram, e eles se esconderam rapidamente.
Das escadas desceram dois soldados, um conhecido, o Sub-Coronel, e outro, que parecia ser o soldado da vistoria. Eles conversavam sobre alguma coisa:
– Mas então, nossos soldados trazendo novos integrantes falharam? Eles não voltaram?
– Sim Coronel, parece que eles foram abordados no caminho, e foram encontrados mortos próximos a o que parecia ser uma base, mas não das nossas.
– Humm, talvez nosso Líder goste de saber disso. Vamos mandar tropas para lá, está certo Comandante?
– Certo senhor Coronel!
Depois os dois ficaram apenas conversando sobre assuntos supérfluos, e depois saíram. Nedle e Quedroga, então, suspiraram e saíram de seus esconderijos.
– Eles vão atacar nossa antiga base, devemos ir Nedle, agora!
– Certo, mas como vamos sair, sem que ninguém perceba?
– Não sei, mas temos que tentar, e logo.
– Certo, vamos tentar sair por onde entramos, porque acho que os soldados, além do Coronel e do Comandante, estão todos dormindo.
Quedroga assentiu, e os dois subiram as escadas. O corredor de camas estava quieto, só haviam soldados dormindo. Os dois foram andando em direção da porta, cautelosamente. Abriram-na, mas foram recebidos pelo Coronel lá fora. Os dois se assustaram.
De repente, o exército de soldados que estava dormindo, estavam já com armas apontadas para eles. O Coronel então, quebrou o silêncio dizendo:
– Vocês dois realmente acharam que eu acreditei naquela história de André? E depois daquela “crise” de asma? Meus soldados são bem treinados para serem frios, e completamente seguros. É por isso que o fim de vocês está próximo. Soldados, preparem as armas.
Os soldados miraram nos intrusos, prontos para atirar a qualquer momento. Quedroga estava quase morrendo naquela situação, mas Nedle parecia calmo, e concentrado. O Coronel então gritou:
– Atirem!
As balas foram rápidas, mas Nedle também, ele ergueu as mãos, e as balas pareceram refletir em um escudo. De repente, viu-se Quedroga e ele correndo para longe do lugar, e Nedle parecia mancar, talvez por causa de ter usado grande parte de sua energia.
O Coronel completamente impressionado, ficou furioso, e gritou:
– VÃO ATRÁS DELES!
Os soldados correram, mas Nedle e Quedroga já estavam no alto da montanha. Ao passar a montanha, Nedle caiu, cansado, ele gemeu de dor. Quedroga parou, ao vê-lo.
– Nedle! O que houve?
– Eu não posso usar meus poderes tão frequentemente quanto pensam... eu não agüento mais correr.
– Tudo bem amigo, vem aqui. – Quedroga pegou Nedle pelo ombro. – Eu te ajudo, até chegarmos a base.
– Obrigado, eu só preciso... descansar.
Quedroga foi o mais rápido que pode, sem machucar Nedle.
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– Ótimo, vocês estão gostando do novo lugar que vamos ter? É incrível mudar de base! – Disse o Líder.
Ninguém respondeu, todos só olharam irônicos para o Líder, como se ele houvesse dito algo totalmente errado.
– Ah, que isso, nem deve cansar fazer essas coisas.
– Então vem fazer no meu lugar. – Disse Guzo para ele mesmo.
– Eu escutei, certo senhor Guzonaro?
Guzo ficou vermelho. O Líder então disse:
– Vou verificar se Nedle e Quedroga já cuidaram do que nós havíamos combinado, fiquem aqui.
O Líder saiu pelos corredores. Ele era realmente rápido quando queria, parecia que se tele-transportava a cada passo. Ele chegou até a antiga base, encontrando Quedroga e Nedle chegando pela porta secreta. Ele pegou Nedle pelo braço, tentando ajudar-lhe a se apoiar.
– O que houve com você? Bem, você me explica isso na outra base, agora Quedroga, faça o que eu te pedi, enquanto eu cuido do Nedle.
Quedroga assentiu. O Líder levou Nedle para a outra base, os outros se entreolharam quando viram Nedle naquele estado. Luke parou o que estava fazendo, e foi até ele dizendo:
– O que você já andou fazendo seu psicopata?
– Eu só devo ter bloqueado umas seiscentas balas com um escudo de energia. – Disse Nedle rindo, mas depois voltando ao estada semi-morto dele.
– Você é louco! Nunca mais faça isso.
Nedle não respondeu, ficou apenas olhando para Luke, com os olhos serrados, e com uma cara de quem não tinha como não fazer aquilo.
– Tudo bem senhor Luketyto, eu vou cuidar dele. Daqui a pouco ele vai melhorar, agora volte a trabalhar.
Luke voltou para a sua escavação, revoltado. Guzo disse irônico:
– E onde está o fracote do Quedroga? Ele morreu? –Disse Guzo quase rindo.
– Não, ele está fazendo o favor que pedi para ele.
O Líder então deitou Nedle em um colchão improvisado, e o deixou numa posição confortável para que ele pudesse descansar. E pegou um pouco de água e molhou um pano para deixar na cabeça de Nedle, que estava queimando de febre.
Quedroga apareceu, e foi avistado por Guzo, com uma cara não muito boa. O Líder se aproximou dele e disse:
– Então, o que vocês conseguiram?
– Esse mapa. Tem as localizações dos próximos pontos de ataque e das bases da FZ. E se você perceber, tem um ponto central, parece ser uma base-mor. Talvez seja onde Ratler se esconde.
– Certo, vamos planejar tudo, completamente.
O Líder se virou, e então viu Nedle gritando coisas sem sentido, ele estava começando a delirar. O Líder então, tentou ir trocando a água, mas não adiantava. Quip tentava seus remédios, mas não estavam adiantando. Nedle não estava mesmo preparado para aquilo.

CAPÍTULO XV- Revelações. -Feito por Louizx.

4 dias se passaram.
As obras de mudança da Base estavam quase prontas. Haveria outra missão após a mudança. E ela não seria das pequenas, pelo jeito.
- Bem, estamos quase terminando, o que falta? – Disse o Líder, para um auxiliar.
- Apenas trazer o arsenal de armas que capturamos das tropas de Ratler.
- Ótimo. Mande o Kuurt ir lá pegar o armário em que guardamos elas, e comunique aos nossos ratos que iremos ter uma reunião daqui a 20 minutos.
- Sim Senhor!
O auxiliar caminhou até Kuurt, e pediu pra ele o que o Líder falou, então, entrou numa sala, e gritou no megafone:
- REUNIÃO DAQUI A 20 MINUTOS! SE APRONTEM!
Kuurt pegou rápido o arsenal, ele era forte pra caramba, e trouxe ele nas costas, e colocou no devido lugar.
Passaram-se os 20 minutos, todos foram para a sala de reuniões, agora era como, como um... auditório. Todos ficavam sentados numas cadeiras, e lá na frente, o Líder falando num microfone. A Nova Base era... mais tecnológica. Não, não tanto pra bazookas e metralhadoras de 500 balas, mas estava saindo da madeira e terra, foi para... metal.
- Olá. Bem, vamos começar falando sobre a nova Base, então, gostaram dela?
- Sim! – Disseram todos, em coral.
- Isso é uma boa notícia. Depois eu vou deixar vocês escolherem seus próprios quartos. Bem, agora é o mais importante: A missão. Quedrogameu e Nedlemouse foram na base da FZ, e coletaram um mapa, com a localização dos dormitórios, arsenais, salas, tropas e tudo. Nós faremos um ataque lá em breve, e esse vai ser pra valer. Com esse ataque eu pretendo refazer o mundo do jeito que era antes.
Todos esticaram seu pescoço naquele momento. Claro, o que você tanto esperava por vários anos pode ser realizado em talvez menos de uma semana, mas com sua vida em risco. Meio chocante, não?
- Isso mesmo que vocês ouviram, este será o fim. Ou o nosso, ou o deles. Não podemos essa era continuar por mais tempo. Muitas pessoas estão sendo mortar por causa disso, precisamos derrotá-lo o mais cedo possível.
Um rato levantou a mão.
- Fale.
- O planejamento já está pronto?
- Quase. Kuurt e eu estamos dando os planos finais, daqui a pouco contaremos. Vamos fazer um intervalo, preciso falar com o Kuurt na minha sala, já voltamos.
Os dois saíram do auditório. E todos começaram a conversar sobre isso.
- Cara, isso foi bem repentino. Nossa missão pode acabar hoje gente! – Disse Louiz
- Pois é, mas fácil que não vai ser... – Quedro comentou.
- Não sei se estou pronto. – Disse o Guzonaro, preocupado.
- Vamos lá gente, tem possibilidade do Líder fazer com que seja uma coisa fácil, sem ser preciso a luta, ou a guerra, apenas a morte silenciosa. – Falou Kurtzadena, sempre otimista.
- Espero que esteja certo... –Disse o novato Stronda.
Então eles ouvem um barulho, como uma explosão, que pareceu ter vindo da Sala do Líder.
- O que será que foi isso? –Falou Luke, sério como sempre.
- Vamos conferir.
Os ratos saíram do auditório, e caminharam para a sala do Líder. Quando chegaram, tiveram uma surpresa: A porta estava detonada, Kurt estava deitado, acordado, mas com um tiro no ombro, e com o olho roxo, a sala estava destruída, e o Líder não estava lá.
- MEU DEUS, O QUE ACONTECEU AQUI KURT? – Disse o Quip, desesperado.
- Argh... u-uma sombra apareceu por aqui, então ela desapareceu do corpo do rato, ele era cinzento, como eu, e-eu não me lembro co-como era a a-aparência dele, só-só sei que eu tentei... cof... lutar contra ele, mas ele me deu um soco como a velocidade da luz, e então, atirou no meu ombro, fiquei meio desacordado, mas conseguir ver ele lutar contra o Líder, mas ele acabou segurando o-o Li-líd-e-rrr e... AAAAAAUGH... se-se tele...
Então ele desmaiou.
- Caramba, ele está muito mau, vou ter que leva-lo para a enfermaria. E agora? O que vai ser de nós?
- Eu vou cuidar da Base, e falarei com o Kuurt quando ele melhorar.
Então o desespero bateu em todos. Uns começaram a chorar de medo, outros começaram a rezar, Nedle e Luke ficaram quietos. Então o dominador de facas frio foi botar ordem:
- FIQUEM CALADOS! ESTA É UMA SITUAÇÃO MUITO RUIM, MAS DEVEMOS FICAR CALMOS. KUURT IRÁ ME DETAHAR O QUE EXATAMENTE OCORREU NAQUELE ATAQUE, MAS POR FAVOR FIQUEM QUIETOS PARA EU ME CONCENTRAR.
Todos pararam, e ficaram calados no canto deles.
- Ok, falarei para o Kuurt me contar como estava o Plano, e irei termina-lo, e iremos agir o mais rápido possível. E eu já vi o Ratler uma vez. Foi ele que entrou em ação aqui, e foi ele que capturou o Líder, pois ele é praticamente um gêmeo do Kuurt.
Quip entrou no corredor, e falou:
- Ele está bem, precisa descansar um pouco, o tiro não foi grave, seria pior se tivesse acertado em outro lugar. Ele já acordou.
- Vou falar com ele. – Falou Luke.
Luke foi para a enfermaria, e conversou com Kuurt:
- Então, Kuurt, o rato era cinzento... e ele fez o que com o Líder?
- Ele era praticamente um gêmeo meu. Ele tinha uma incrível habilidade de luta, e estava empatando com o Líder, só que ele segurou o Líder, pegou um aparelho, apertou um botão e uma sombra cobriu os três, e eles desapareceram.
- Como assim, três?
- Covarde estava lá.
- Interessante,
Os dois ouviram um barulho entre os armários de remédios, então apareceu uma outra sombra. Luke agiu rápido e pulou como uma voadora na Sombra, então a substância escura desapareceu. Era Dehco. Ele caiu.
- DEHCO? KURT, VOCÊ NÃO TINHA MATADO ELE?
- Foi o Líder que enviou ele para a sala...
- Bem, agora eu te mato.
Luke sacou uma faca, e atirou rapidamente em Dehco. Ele desviou, e pulou para dar um chute giratório, Luke se abaixou, e pegou o pé dele, e Dehco caiu. Luke jogou Dehco para a parede, e deu um chute aéreo em seu estômago. Dehco caiu gritando de dor, e Luke chutou ele, ele sacou outra faca, e quase matou Dehco, mas ele deu um golpe de capoeira, e chutou a faca para longe.
Ele levantou, e deu um chute na cara de Luke, deu dois socos na cara dele, e Dehco golpeou Luke com sua faca em seu braço. Ele começou a sangrar um monte.
Então Kurt levantou.
- Você não lutou assim quando eu fiz seu teste.
- Só fingição.
Dehco correu com sua faca em Kuurt, quando chegou nele, Kuurt se esquivou para o lado e “passou o rodo” em Dehco. Ele caiu.
- Senti um Dejávu agora. – Zombou Kurt.
- CALE A BOCA!
Dehco nervoso levantou, gritou, e saltou a uma altura surpreendente, mas Kurt também pulou, e deu um chute em Dehco bem lá em cima. O espião caiu, de um jeito bem doloroso. Kurt desceu levemente.
- Mesmo com um tiro no ombro eu ganho de você. – Zombou mais uma vez.
- CALE ESSA MALDITA BOCA! AAAAAAAAAAAHHHHHH
Dehco explodiu de fúria e correu numa grande velocidade contra Kuurt, mas ele se abaixou, e encaixou uma “tesoura” em Dehco, que caiu com os tornozelos quebrados.
- DROGA!
- Você nunca deveria ter me desafiado, morra.
Uma faca estava no chão, ao lado de Kurt, ele encaixou o pé nela, e a jogou na sua mão, então a pegou, e a infincou no coração de Dehco.
- Você-nunca-ganhará.
Essas foram as últimas palavras de Dehco.

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- Então você me trouxe para a sua Base, irmão.