CAPÍTULO VI- Sozinhos na Escuridão. - Bxmice
Covarde continuou adentrando a floresta, cada vez mais densa e escura. O sol já havia se posto quando o rato parou de correr. Estava cansado. Com frio. Com fome. Mas não podia parar, não estava seguro. Tomou coragem e olhou para trás para certificar-se de que a criatura já não o seguia mais. Não viu nada. Uma onda de alívio percorreu seu corpo, e ele desmaiou por causa do cansaço.
A equipe do HS, juntamente com os novos recrutas, já armara acampamento quando Luketyto avistou tropas de Ratler. Haviam escolhido montar as barracas em uma área em que os soldados não os veriam facilmente, mas, por segurança, os que não estavam muito feridos revezaram-se na guarda. Parece que não poderiam sair dali com os feridos, não sozinhos. Luke pegou um pequeno transceptor de mão que carregava consigo, e ligou à frequência correta para comunicar-se com a base. Felizmente as freqüências de rádio não eram muito monitoradas, então a comunicação deste modo era fácil.
Luke encontrou o líder ainda acordado. O líder disse-lhe que quase todos os agentes estavam em missões, e que os poucos ociosos não poderiam sair a essa hora. Pela manhã, um grupo seria mandado para ajudar com os feridos.
Ratler sentava-se sobre uma escrivaninha em seu escritório, um grande e equipado escritório conectado a uma biblioteca com um acervo enorme. Não conseguia dormir. Nos últimos dias, perdera muitos homens. A quantidade era pequena, se comparada aos números do exército, mas houve um aumento considerável.
Somado a isso, Ratler também passava por problemas pessoais. Sua esposa dizia que ele estava ficando insuportável. Ele tentava melhorar, mas a pressão de comandar praticamente o mundo todo o deixava nervoso e às vezes violento com as pessoas que ama.
Era a vez de Quiquicp de guardar o acampamento. Estava sonolento quando notou o comportamento estranho de um soldado da FZ. Ele estava olhando fixamente na direção deles. Os outros membros do grupo do soldado estavam puxando-o pelo braço para que ele continuasse andando, mas ele resistia. O soldado disse algo a seus companheiros, e eles começaram a andar na direção do acampamento.
- Acordem! – gritou Quiqui – Eles estão vindo!
- Que? Eles quem? – perguntou Quedrogameu, ainda sonolento.
- Os soldados. E não há sinal da manhã chegando. Não há sinal do dia. Teremos que lutar sozinhos.
CAPÍTULO VII- O desaparecimento. - Nedlemouse
Enquanto isso, na floresta, Nedle fazia a trilha com as árvores que encontrava, enquanto os outros andavam, a procura de Covarde. Eles estavam exaustos, já havia 1 dia que estavam em viagem, e a comida deles havia acabado, mas começaram a pegar as amoras do caminho, para suprirem parte da nutrição deles.
– Já estamos aqui a horas, por que não paramos para descansar? –Disse Guzo, ofegante.
– É uma boa ideia. Louiz, nós deveríamos parar, acho que já andamos de mais por hoje, vamos acampar. –Disse Nedle.
– Esperem, acho que estou ouvindo alguma coisa. –Disse Louiz, erguendo suas orelhas.
Eles ficaram em silêncio, só ouvindo algo que se movia rastejante por entre os arbustos. Eles se preparam para atacar, mas quando tentaram abrir entre as folhagens, um bicho pulou no rosto de Tainarak, fazendo-a gritar em horror:
– Tirem isso de mim!
Guzo pegou o pobre bicho, era um coelho assustado. Ele olhou para a cara do bicho e disse:
– Coitadinho, o que está fazendo aqui? E por que está tão assustado?
O bicho apenas ficou parado nas mãos dele, sem reação. Louiz então disse:
– Bem, se ele está assustado, pode ser o Covarde que o fez vir parar aqui, vamos seguir por onde esse coelho saiu.
Todos assentiram, e começaram a andar em direção de onde o pobre coelho havia saído. Eles viram alguns rastros, e começaram a ouvir sons, como se alguém os seguisse. Então, Nedle se concentrou no lugar de onde vinha o barulho, e num movimento, abriu caminho por onde aquele som provinha.
Todos se assustaram, havia um rato de pupilas brancas parado entre as árvores. Naquele instante, ele desapareceu, no ar. Todos se entreolharam horrorizados.
– Mas o que..? Como..? Quem..? – Se perguntava Nedle.
– Acho que é sobre aquela lenda do Rato da Alma Perdida. Dizem que ele era conhecido como: O rato da alma perdida, segundo os livros de história ele fora um irmão de Ratler que fora morto em um assalto de um banco. – Disse Louiz, inseguro.
– Mas, uma alma? Estranho. Bem, devemos procurar Covarde, ele deve estar próximo. – Disse Tainarak.
– Certo. Ei olhem aquilo, é fumaça?
– Sim, deve ser ele. Vamos!
Eles correram até o local. Mas quando chegaram, só encontraram uma fogueira que parecia ter sido apagada recentemente e uma barraca mal-armada.
– Ele não sairia daqui, ainda mais de noite. Alguma coisa aconteceu. – Disse Louiz, analisando o local.
– Certamente, esperem, um pedaço de roupa, está com uma mancha de amoras... – Disse Guzo, pegando o pedaço de pano da árvore.
– É a roupa do Covarde, ele sempre colhe amoras. O que será que aconteceu? – Disse Tainarak.
– Eu acho que ele foi sequestrado. Olhem isso. –Disse Nedle, mostrando um papel que pegou na barraca.
O papel dizia: “Istamus cum eli, ci quizerem ver eli di novo, vão ter qui nos incontrar. Hahahaha.”
– Quem escreveu isso? Está quase ilegível. – Disse Guzo.
– Pode ter sido um soldado sem formação, tentando melhorar de cargo. – Disse Tainarak
– Pessoal, o Líder vai nos matar quando descobrir que o filho dele foi sequestrado. – Disse Nedle.
– Nós precisamos encontrá-lo, e logo. – Disse Louiz
– Certo, vamos ter que voltar a base, falar com nossos colegas e tentar arrumar um grupo de busca, mas sem que o Líder saiba. – Disse Tainarak.
– Mas ele vai nos perguntar sobre a missão. –Disse Guzo
– Droga! Vamos ter que contar para ele. – Disse Nedle.
– Sim, e não tem jeito, vamos voltar. Antes que um grupo de busca venha atrás de nós.
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Os soldados se aproximavam cada vez mais. Luke então disse:
– Ei, levem os feridos para a base. Deixem os soldados comigo e com o Quedroga.
– Senhor Luke, eu posso ir? –Perguntou Dehco sem jeito.
– Tudo bem garoto, mas tome muito cuidado, essa não é uma luta em que o bem sempre sai ganhando.
Dehco assentiu, Quiqui e os outros, levaram os feridos, enquanto Luke, Quedroga e Dehco ficaram posicionados. Os três sacaram suas facas, e Dehco parecia gostar do desafio que os aguardava.
De repente, surgiu um soldado, rapidamente acertado por Luke, depois disso surgiram mais dois, que foram detidos por Dehco e Quedroga. Mas eles não esperavam, cinco soldados apareceram com espadas bem maiores que as facas deles.
Luke bateu o primeiro, dando um soco no pescoço, fazendo-o perder suas forças, e logo após um golpe de faca mortal. Quedroga pegou a faca do soldado abatido, e se levantou já sendo atacado por dois dos soldados. Ele desviou as espadas, e deu um soco em cada soldados, fazendo-os ir para trás, e depois finalizando com um chute na barriga de um soldado, e um soco transversal no outro.
Dehco estava enganando o soldado, correndo por todos os cantos do lugar, e acertando ele sempre que podia. Luke se levantou, para dar conta do outro soldado. Ele não foi tão difícil, Luke só teve de acertar-lhe um soco, ele não parecia muito forte, foi fácil derrubá-lo.
Dehco enfim, terminou com seu oponente, que de tão tonto, acabou desmaiando. Os três estavam ofegantes, aquela luta foi um tanto cansativa.
– Então, vamos voltar para a base? – Disse Quedroga, se sentando em algum lugar acolchoado.
– Sim, vamos. O pessoal já deve ter chegado por lá, vamos.
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– Bem Líder, conseguimos recrutar 3, dois estão aqui, e o outro ficou para ajudar na luta. Esses são Stroonda e Bruhvizolli. –Disse Quiqui
– Bem vindos ao Heroes of Shadow. Agora vocês iram passar por um treinamento rigoroso, para que um dia possam combater Ratler e suas tropas.
O grupo que estava a procura de Covarde chega. Junto com Quedroga, Luke e Dehco, pareciam ter se encontrado no caminho.
– Então. Quem é este novo membro?
– Meu nome é Dehco senhor.
– Hmm, Dehco. Então, deseja se juntar a nós?
– Claro senhor! Ahn, se o senhor permitir, claro.
– Sim, eu permito. Luke, arrume algum lugar para eles ficarem. Quedroga, mostrem-nos o lugar e... espere, vocês aí – O Líder apontou para o grupo de Louiz. – Onde está meu filho?
– Senhor, é que... bem, olhe isso. – Louiz pegou o bilhete e entregou para o Líder.
Depois de alguns segundos pode se ouvir um grito avassalador, era o Líder, nervoso pela notícia. Todos tiveram de escutar as broncas do Líder, ele era realmente nervoso sobre qualquer coisa relacionada a seu filho. Os únicos que foram poupados foram os novos integrantes da HS e Luke e Quedroga, que estavam longe do local naquele momento.
CAPÍTULO VIII- O início de um ataque. - Stroonda
Quedroga e Luke pediram para que Stroonda, Bruh e Dehco os seguissem pelo corredor – Ele era sombrio, tinha chifres e animais empalhados na parede.
De repente Quedroga vê caindo uma lágrima do olho de Stronda.
- O que foi cara?
- Desculpe-me, é que aquele pica-pau empalhado lembra-me meu último passeio com meu pai. Ele me levou ao parque para ver alguns animais.
- Me falou que era o preferido dele – Diz Stronda fazendo uma pausa para enxugar o rosto.
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Depois da bronca que levaram do Líder foram para a sala conversar
- Ele não tem o direito de gritar com a gente assim! – Retruca Tai com muita raiva.
- Afinal, não fomos nós que seqüestramos o filho dele – Murmura Nedle.
- Calma gente, temos que obedecê-lo, ele é o nosso Líder e a qualquer minuto pode nos matar, vocês viram o que ele fez com Luke, deixou ele ferido com um simples olhar – Diz Louiz querendo acalmá-los.
- Ah, se não fosse por isso eu esganava esse cara! – Murmura baixinho Guzo.
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- Chegamos, Bruh, seu quarto é ali do lado. Dehco, Stronda, terão que dividir o quarto, estamos um pouco sem vagas.
Eles assentiram, na verdade não se importaram quase nada, estavam dividindo o mesmo local para dormir já faz muito tempo. Quedroga e Luke se retiraram.
Bruh entrou no quarto dela primeiro, seguido de Dehco e Stronda.
- Nossa! É lindo! – Retruca ela muito impressionada.
O quarto realmente era muito bonito, tinha paredes pretas do jeito que ela gostava e outros detalhes que ela gosta.
- Legal, agora quero ver o nosso! Vem Stronda. – Diz Dehco parecendo curioso.
Bruh vai logo atrás deles. A porta do quarto eles já acharam legal, era cheia de detalhes militares. Assim que entraram os dois falaram juntos:
- Nossa!
O quarto deles era muito legal, com paredes iguais a porta, roupas novas em cima da cama, enfim, eles adoraram.
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- Mas é assim, mudando de assunto, vocês acham que aqueles meninos vão nos ajudar com alguma coisa?
- Eu acho que vão, eles parecem ótimos, só precisam de um bom treinamento como nós precisávamos antes – Diz Nedle.
- Bom, não estamos com muita gente para poder recusá-los, vamos ver o que eles podem fazer – Murmura Tai.
- Sim, estamos perdendo muitos soldados com missões perigosas que estão ocorrendo – Retruca Guzo tentando não parecer entediado.
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Na sala de reuniões parecia que o Líder falava com um tom de medo e urgência.
- Então Ratler está armando outro ataque no Sul?
- Sim, minhas fontes me informaram recentemente – Diz uma voz que estava coberta por uma sombra que deixaria qualquer um com medo.
- Temo que tenha que mandar os novos recrutas sem treinamento junto com os outros.
- Legal, novos recrutas, adoro a cara de medo que eles fazem quando me vêem.
- Tente não assustá-los, por favor.
- Então... Conte-me sobre eles.
- Bem... Não há muito o quê contar, um deles é o Dehco, muito hábil com facas, outro é Stronda, bom com espadas, já outra é a Bruh, usa uma Katana e parece ser muito esperta.
- Ah, uma katana, muito tempo que não vejo uma.
Assim, encerra-se a conversa misteriosa do Líder e do rato.
Todos os soldados se encontraram em pé, na hora do jantar lá fora. Parecia algo com urgência para todos os agentes se encontrarem ali, em um local só.
Alguns agentes ficaram juntos discutindo sobre o que acham que aconteceria de tão urgente.
Por que o Líder chamou a gente aqui? – Pergunta Stronda.
- Deve ser algo muito urgente, ele me tirou do meu sono de beleza – Diz Louiz reparando em alguns risos.
- Ah, seja homem, sono de beleza que nada, quero ir para uma missão – Retruca Quedroga.
Calma apressadinho – Murmura Guzo –, Nem sabemos se será uma missão.
- É, pode ser qualquer coisa – Fala Nedle.
- Muitos estão se perguntando por que eu os chamei aqui, peço que me desculpem por ter tirado vocês dos seus aposentos, explicarei tudo. Recebi do meu informante a notícia que invadirão de novo o Sul – Grita o Líder.
- Ah, de novo? Na última vez quase não conseguimos derrotá-los – Fala baixinho Louiz, provavelmente ninguém escutou.
- Peço que organizem grupos para ir em cada helicóptero e tentem ser os mais discretos possíveis – Grita de novo o Líder.
Quando as palavras do Líder cessaram todos foram para os seus quartos descansar, pois estavam exaustos.
CAPÍTULO IX- O Sub-comandante da HS. - Louizx
O sol nasceu de novo.
Os ratos acordaram com o Líder gritando em seus quartos para acordarem, óbvio, e também para irem na sala de reuniões. O Grupo estava andando até a Sala, e estavam conversando.
- Sério, estou começando a ficar enjoado dessas reuniões. – Disse Louiz.
- Fazer o quê, né... – Quedro respondeu.
Eles chegaram a sala, já estava um bom bando de ratos ali.
Passou-se alguns minutos, e todos os membros estavam ali, inclusive os recrutas.
- Por favor, recrutas, vocês podem vir aqui? – Perguntou o Líder (mais pra uma ordem)
Dehco, Stroonda e Bruh foram para o Palco, onde estava localizado o Líder, com a mesma capa preta de sempre, e um outro rato, cinza, com uma cicatriz no olho esquerdo, orelha esquerda rasgada, e uma boca muito seca.
Foi até capaz de ouvir um “Gulp”, que soou de um dos 3 ratos que estavam subindo.
- Acho que já perceberam esse rato aqui ao meu lado, saibam que ele é o melhor guerreiro da HS, ele é o Sub-Comandante, mesmo que vocês nunca tenham ouvido falar dele. Ele será o treinador desses recrutas, enquanto eu estarei com vocês destruindo as tropas de Ratler. O nome dele é Kuurt. Ele possui umas técnicas de luta que as vezes nem eu consigo acompanhar.
- Obrigado... bem, olá, eu sempre fui secreto aqui na HS, mas eu comandava junto com o Líder nossos planos para defender o Transformice, ele estava esperando a hora certa para me revelar, eu ajudei ele a armar estratégias para derrotar as tropas de Ratler, e várias delas funcionaram, eu ajudei também na estratégia para derrotar as tropas que virão para o Sul. Eu treinarei esses 3, que vejo que tem muito potencial, enquanto vocês atacam.
- Obrigado Kuurt, recrutas, fiquem aqui. O resto está dispensado, podem ir para seus quartos, daqui a pouco eu chamo vocês para mostrar a estratégia.
Então todos saíram pela porta que ficava lá atrás.
Então Kuurt começa a falar, com o Líder o assistindo.
- Vejo que você é o Dehco. Mostre-me sua habilidade com facas.
Dehco fica quieto.
- Vamos lá, me ataque.
O recruta suspira, e fala:
- Ok.
Ele corre encima do Kuurt, e dá dois ataques com faca nele, ele desvia rapidamente dos dois, se movendo em um piscar de olhos para suas costas, que dá dois chutes na sua coluna.
- Eu sei que você pode fazer melhor. Vamos lá! Ataque com toda sua força.
Outro suspiro, e ele vai pra cima, ele pula, e tenta dar mais 4 golpes com suas facas, Kuurt abaixa, desviando de todas, passa como um raio por debaixo de suas pernas, e dá uma rasteira no iniciante, que cai.
- Bem, mas vamos lá, você faz melhor.
- MAS QUE SACO, EU NÃO TENHO CHANCES CONTRA VOCÊ, CALA SUA BOCA.
- Vejo que é nervosinho.
- PORQUE NÃO TEMOS ARMAS DE FOGO? ASSIM FICARIA BEM MAIS FÁCIL.
- Me respeite.
- QUE SE DANE.
Kuurt, com uma velocidade surpreendente, dá dois socos na cara do Dehco, um chute na sua barriga, uma rasteira, e segura ele pelo pescoço. Tudo isso em questão de menos de 5 segundos.
- Olha aqui. Você vai aprender a me respeitar, eu posso chegar a ser tão cruel quanto seu Líder, e pro seu próprio bem, é bom você não me irritar, ou as consequências não serão nada confortáveis.
Ele solta Dehco, que cai todo machucado, e vai para o próximo.
- Vejo que você é o Stroonda. Bom com espadas. E sua espada é das boas, pelo que vejo em sua mão.
- Obrigado. Meu pai que fez pra mim. Ele me treinou com espada e escudo.
- Muito bom. Ok, me ataque.
Stron prepara sua espada de prata, e vai pra cima, dá dois golpes de diagonal em Kuurt, que desvia com sua velocidade, ele dá a volta, e vai para as costas do recruta, Stronda, com um gesto rápido, dá meia volta e golpeia Kurt com sua espada, ele retira um tufo de pelo do peito de Kuurt. Ele começou a bater palmas.
- Muito bom, muito bom, você tem muito potencial, garoto. Você dará um ótimo guerreiro. Ainda precisa de um pouco mais de treinamento, mas está muito bom, parabéns.
- O-obrigado, senhor.
- Agora vamos para você, Bruhvizolli, você usa uma katana, muito tempo que não vejo uma dessas, e pelo jeito é das espertas...
- É...
- Ok, faça como os outros, me ataque.
Bruh pega sua katana, ela era outra com habilidade e agilidade surpreendente, ela dá 3 golpes e Kuurt, que pula, desviando delas, e tenta dar um chute na cara da Bruh, mas ela desvia, fazendo um golpe nas costas de Kuurt, que percebendo o erro, dá um mortal no ar, e chuta a katana no chão, que cai. Bruh tenta dar socos em Kuurt, que desvia deles, apenas mexendo sua cabeça, e dá um chute em sua barriga, que cai.
- Bruh, você está de parabéns, mostrou uma habilidade surpreendente com sua katana, uma agilidade muito boa, e reflexos que não é todo mundo que pode ter. Minhas palmas a você.
- Obrigada! – Disse Bruh.
Então o Líder entrou no meio, dizendo:
- Habilidosos, o treinamento não será tão difícil com vocês dois. Já com o Dehco, vamos ter uma conversinha, Kuurt, daqui a pouquinho eu vou chamar nossos guerreiros, mas antes venha comigo falar com o Dehco.
O recruta teimoso estava no chão, choramingando.
- Kuurt, pegue ele, vamos para a minha sala.
Kurt pega o Dehco, e os 2 caminham até a sala do Líder, eles entram, e fecham a porta.
- Dehco vai se ferrar, hehehe... – Disse Bruh.
- Mas também esse cara é teimoso pra caramba.
- Concordo.
- Bruh, eu percebi que você tá olhando muito o Quip, o que é isso, hein?
- CALE A BOCA, NÃO QUERO NADA COM ELE NÃO.
- Aham, sei, você tá afim dele que eu sei.
- Ah, que ótimo, agora você vai ficar me enchendo o saco.
Os dois ouvem um grito que saiu da sala do Líder, ele estava muito zangado, os dois riram.
CAPÍTULO X- O mistério da morte. - Guzonaro
Um grito foi ouvido na sala do Líder. Era o grito de Dehco. Ele começou a sofrer tortura por um membro secreto da HS, para revelar sua verdadeira identidade: ele era um espião da FZ!
- Vamos lá, fale o que sabe! – Disse o rato misterioso
- Eu não sei de nada, eu juro. – Responde Dehco.
- Fale agora, ou morrerá! – Diz Kuurt, em tom ameaçador
- Tá bom, eu falo – Responde ele, e complementa: - Sou um espião da base da FZ, e me disfarcei de criança para ser resgatado pela HS. Ninguém desconfiou de mim, até a hora em que estourei. Eu só fui mandado para cá para poder descobrir as entradas secretas dessa base.
- MAS ISSO É TERRIVEL! – Grita o Líder
- Por que é terrível, meu caro? – Pergunta Kuurt
- Isso significa que Ratler já sabe de nosso esconderijo, e pode vir atacar a qualquer momento!
- Isso é terrível, mas, o que faremos com este espião? – Pergunta o rato misterioso
- Mate-o! Ele não pode revelar nossas entradas – Responde o Líder – Leve-o para a sala da morte.
- Deixe isso comigo – Responde Kuurt.
Kuurt sai da sala do Líder, carregando Dehco.
Stroonda e Bruh estão impressionados com o que vêem.
- Vocês não viram nada disso, ok? – Ameaça Kuurt
- O-ok – Os dois respondem.
Então, Dehco é levado para a sala da morte, e desaparece.
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Enquanto isso, no corredor, estavam lá Quiquicp e Luketyto conversando
- Nossa aquela novata, a tal da Bruh, ela é bonitinha, não acha Luke? – Diz Quiqui
- Hmm... tá apaixonado né? – Diz Luketyto, tirando um sarro de Quiqui
- Para Luke, não se brinca com o amor... – Responde Quiqui, com raiva.
- O que está acontecendo aí? Quiqui está se declarando para o Luke? – Disse Guzo, rindo muito
- Para Guzo, não interrompa o casal ali – Retruca Louiz, continuando a zoeira com Luke e Quiqui.
- Para com isso... Eu estou falando de outra pessoa... – Disse Quiqui, nervoso.
- Calma... Eu não faço mais, eu juro. – Diz Guzo.
- Ah, enfim, vamos direto ao assunto: Eu e o Guzo estávamos indo ver o que está acontecendo lá com os recrutas. Vocês querem vir? – Pergunta Louiz – Nós vamos chamar todo mundo.
- Já chamou a Tai? – Pergunta Luketyto.
- Já, mas ela não respondeu. – Responde Louiz, com um tom preocupado.
- E o Quedroga? – Pergunta Quiqui.
- Aff... Nem me fale daquele retardado – Responde Guzo, sem se dar conta que Quedroga estava bem atrás dele.
- QUEM É O RETARDADO? – Pergunta Quedroga, nervoso.
- Ué, você. Não ouviu o que eu falei? – Responde Guzo, num tom irônico.
- Nossa... Essa vai deixar uma marca! – Diz Bxmice, que acabou de chegar também.
- Ah é? Então vamos brigar aqui, seu crianção – Responde Quedroga, puxando sua faca.
- Pode vir – Diz Guzo, se preparando para desviar de um possível ataque.
- BRIGA! BRIGA! BRIGA! – Dizem todos, formando um círculo entre Guzo e Quedroga.
Na hora que Quedroga avança sobre Guzo, ele desvia rapidamente, deixando Quedroga no chão. Porém, na hora do ataque de Guzo, se ouve o chamado do Líder
- Atenção: venham todos para minha sala. – Diz o Líder, num tom preocupado – É um assunto urgente!
- Nossa, se é urgente, temos que ir mesmo – Disse Bxmice para todos.
- Ainda bem que o Líder chamou, senão o Quedroga seria um rato morto. – Diz Guzo
- Você vai ver só na saída... – Retruca Quedroga
Todos se dirigem até a sala do Líder, onde o Líder e o Kuurt estão à espera de ambos.
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No Q.G. da FZ, Ratler dá uma ordem para seus soldados:
- Invadam Micelândia, e devastem tudo o que sobrou lá.
- Sim senhor – Respondem os soldados de Ratler
Eles se dirigem com todas suas tropas para Micelândia.
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Na sala do Líder...
- Estão todos aqui? –Pergunta Kuurt
- Não, não conseguimos achar a Tai – Responde Bxmice – E nem o Nedle.
- Temos que começar a reunião, mesmo sem a Tainarak e o Nedlemouse. – Responde o Líder, muito preocupado. – Eu chamei vocês aqui para anunciar que fomos descobertos.
- O QUÊ??? – Todos dizem ao mesmo tempo, e todos estão surpresos.
- Sim, é isso mesmo que vocês ouviram. Ratler descobriu nosso esconderijo, graças ao espião Dehco.
- Quer dizer que o Dehco era um espião? – Pergunta Guzo, surpreso.
- Sim. Agora teremos que mudar nossa base para que ela não seja invadida pelas tropas de Ratler – Responde Kuurt, também preocupado.
- Mas nós não conseguiremos deter um possível ataque deles? – Indaga Quedroga
- Não. Eles viriam com toda sua força. – Responde o Líder – Acredito que tenhamos que mudar nossa base de lugar.
- Mas como faremos isso? – Pergunta Stroonda
- É, como? – Complementa Louiz
- Nós iremos usar uma tecnologia escondida – Responde o Líder – É uma tecnologia que conseguimos roubar de Ratler.
De repente, a reunião é interrompida por Nedle, que entra gritando na sala:
- A TAI ESTÁ MORTA! A TAI ESTÁ MORTA!
Todos levantam, surpresos.
- Como assim? – Pergunta Bruh
- Eu acabei de vê-la no quarto. – Responde Nedle – Ela está toda ensanguentada, e seu corpo está todo furado, além de seus olhos terem sido arrancados. Eu estou com muito medo.
- Mas, quem a matou? – Pergunta Luke, confuso.
- MANTENHAM A ORDEM! – Grita o Líder. – Iremos resolver isso pacificamente.
- Deixe que eu irei recolher o corpo dela. – Diz Kuurt.
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